segunda-feira, 25 de abril de 2011

Beatificação de João Paulo II











Temos dito e muitas vezes repetido que os tempos modernos não são propícios à santidade, sobretudo à santidade como tal, afirmada pela Igreja, em conformidade com os sinais certos e exigidos na definição da causa dos santos.
Até há pouco tempo, a presidência da pastoral da causa dos santos estava entregue ao Cardeal português Saraiva Martins. Por ter atingido o limite de idade canónica preceituada para os cardeais e bispos, hoje, o Cardeal Saraiva Martins deixou de ser o Prefeito das causas dos Santos. Porém, os trabalhos sérios e meticulosos relativos às beatificações e canonizações dos beatos e dos santos, continuam a seguir os seus trâmites, manifestando-se sempre dentro dum clima da máxima seriedade e da maior aproximação de Deus Uno e Santo.
No próximo dia 1 de Maio, a cura de uma freira que sofria de Parkinson, considerada pela Igreja Católica um milagre do Papa João Paulo II. Uma vez beatificado, será necessária a validação dum segundo milagre que lhe seja atribuído, para que o popular Karol Wojtyla seja considerado um santo. A doença da freira das pequenas irmãs das Maternidades Católicas foi diagnosticada em 2001, aos 40 anos e agravou-se em 2005, depois da morte do Papa, a 2 de Abril. Nessa altura a comunidade rezou e pediu a intercessão de João Paulo II, que também sofria de Parkinson.
O anúncio da beatificação foi saudado, com muita alegria na Polónia, terra natal do anterior Papa, onde o líder histórico do sindicato Solidariedade e ex-Presidente Lech Walesa já começa a falar em canonização: católico fervoroso, declarou-se duplamente feliz, porque um homem santo, na sua vida, será oficialmente santo “porque teremos, enfim, um santo da nossa época”.
A próxima beatificação do Papa João Paulo II, nos nossos dias, vem comprovar que a santidade não depende dos tempos e dos calendários, mas sim da fé e do amor que nasce e cresce nos corações. Esta é a grande riqueza e também a carência dos nossos espíritos.
A notícia da beatificação de João Paulo II foi recebida por todos os católicos, na Polónia e fora dela, com grande alegria e geral contentamento. Mais uma vez o firmamento da Igreja fica esmaltado com uma estrela brilhante e todos os crentes se sentem fortalecidos na sua fé e na adesão às coisas do alto.
Hoje, sente-se que os mistérios do mundo e da vida, perante a evidência dos factos e clareza das provas, estão a cair no mundo das certezas que, todas as pessoas são convidadas a aceitar sem pestanejar. O mundo encontra-se em constante mutação; a maior parte das vezes, trata-se duma mudança para pior. Todos nós sentimos que estas alterações da vida e o progresso material não geram em nós a felicidade e o gosto de viver. Pelo contrário: ser homem e mulher modernos são sinónimo de insatisfação e duma certa angústia que se apodera de todos, a apontar para o desejo de qualquer coisa que não conseguimos agarrar, nesta vida ultra progressiva.

Sem comentários: