quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ceia de Natal com os utentes da Porta Solidária e sem-abrigo

Caros amigos:

Como é já do conhecimento geral a Porta Solidária constituída na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, distribui e apoia em todos os dias úteis da semana e durante todo o ano mais de duzentas pessoas sem abrigo e outros carenciados, e, em fins de Dezembro, organiza uma suculenta ceia de Natal para todos até ao limite do salão - 400 pessoas sentadas.

Este ano a Ceia de Natal será realizada no local do costume (cripta da igreja de Nª. Senhora da Conceição, na Praça do Marquês de Pombal, Porto) no próximo dia 28 de Dezembro, Quinta-Feira, às 20,00 horas.

Uma vez mais o Sr. Pe. Rubens Marques pede a nossa colaboração para a organização e apoio ao Jantar de Natal.

Assim, e como nos anos anteriores, vamos procurar assegurar o fornecimento de:

- Sumos
- Vinho do Porto
- Chocolates e guloseimas para as prendas
- Alguma fruta

Também é bem-vindo azeite se alguém tiver.

Não esquecer que serão 400 os comensais!

Como as prendas têm de ficar preparadas com antecedência, os chocolates e guloseimas devem ser entregues na paróquia com a devida antecedência, preferentemente até ao dia 16.
A contribuição restante deverá ser entregue na copa do Centro de Dia até dia 27 ou, excepcionalmente, dia 28 de manhã.

Os voluntários devem comparecer na cripta da igreja às 15,00 horas do dia 28 para distribuição de tarefas e ensaio do canto das janeiras.

Boa angariação, boa preparação, boa presença!

Franjas Sociais,


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Sem-abrigo em Agosto

Agosto. Voltamos à rua no próximo dia 9, Quarta-Feira.
Constantes na forma e no método a jornada será organizada como segue:
Local de encontro: Centro Paroquial de Aldoar
Data: 9 de Agosto
Hora: 20h30
Saída às 21h00
Preparação:
Oração de saída ao cuidado dos jovens das paróquias de Carregosa/Vila Cova de Perrinho/Chave
ML - 15 sacos e um termo de café/café com leite ou sumo
CF - 15 sacos e sumo
Jovens de Carregosa/VCPerr/Ch - 35 sacos, café/café com leite e sumo.
Não se esqueçam de trazer copos!
Boa preparação.

ML/CF

domingo, 11 de junho de 2017

Saída de Junho

Neste mês de Junho voltamos à rua no próximo dia 14, Quarta-Feira.

Considerando a experiência dos meses anteriores manteremos a forma de organização e distribuição, e a quantidade de farnéis a entregar individualmente, como segue:

Local de encontro: Centro Paroquial de Aldoar
Data: 14 de Junho
Hora: 20h30
Saída às 21h00

Preparação:

Oração de saída ao cuidado dos jovens das paróquias de Carregosa/Vila Cova de Perrinho/Chave

ML - 15 sacos e um termo de café/café com leite 
Drª. Virgínia - 10 sacos
CF - 10 sacos e sumo
Jovens de Carregosa/VCPerr/Ch - 35 sacos, café/café com leite/sumo

Boa preparação.

ML/CF

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Na rua em Maio de 2017

Neste mês de Maio, mês de Maria, voltamos à rua no próximo dia 10, Quarta-Feira.

Considerando a experiência do mês de Abril manteremos a forma de organização e distribuição, e a quantidade de farnéis a entregar individualmente, como segue:

Local de encontro: Centro Paroquial de Aldoar
Data: 10 de Maio
Hora: 20h30
Saída às 21h00

Preparação:

Oração de saída ao cuidado dos jovens das paróquias de Carregosa/Vila Cova de Perrinho/Chave

ML - 15 sacos
Drª. Virgínia - 10 sacos
CF - 10 sacos
Jovens de Carregosa/VCPerr/Ch - 35 sacos

Boa preparação.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Páscoa Santa

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Uma Santa e Feliz Páscoa neste ano de 2017 para todos os elementos de Franjas Sociais.
Dia grande o da última Quarta-Feira! De uma assentada regressaram dois à actividade depois de um afastamento forçado que durou cerca de um ano. Durante todo esse tempo foi o Diogo que teve a tarefa de conduzir os voluntários que asseguraram as visitas regulares aos nossos amigos da rua, sem falhas. Ao Diogo e às equipas dessas Quartas-Feiras o reconhecimento e a nossa gratidão pelo seu espírito de dedicação aos nossos amigos e pela teimosia em manter activo o apoio que Franjas Sociais tem por objectivo prestar-lhes.
Por esse apoio continuado e pelo nosso regresso damos graças a Deus.
Retomámos o rumo dos bairros. O Aleixo parece reduzido a um resíduo do que foi como supermercado de distribuição e consumo. Nem meia dúzia vieram procurar-nos. Dentre eles o Miguel, pessoa que foi bem constituída mas que agora está seco e magro.
- Sabe quem é este? - pergunta-nos enquanto nos mostra um cartão pessoal com foto.
- ...
- Este sou eu há uns anos! Era segurança, praticava Kickboxing...
Pois... A figura é a de um atleta mas a pessoa é um perfeito arremedo do que foi. Falámos um pouco na tentativa de lhe restituir algum amor próprio, o suficiente para que possa tentar a emenda do seu actual percurso, mas mostrou-se bastante irredutível e descrente porque as coisas da fé nada lhe dizem.
Pinheiro Torres: íamos desistir desse bairro quando deparamos com a equipa dos Médicos do Mundo, e, junto deles, um dos nossos velhos conhecidos do Aleixo. Era o bastante para pararmos. Depois desse outros vieram e, um deles, disse-nos que era por Deus o ter-nos encontrado pois que estava sem comer. O Paulo era a magreza em pessoa. Com carinho peguei-lhe no braço e senti perfeitamente o úmero, o rádio e o cúbito! Enquanto comia com avidez o que lhe demos, ia deixando sair um ou outro lamento:
- Trinta anos nisto!... Estou farto!...
Lamentava-se pelos anos que tinha e pela vida que não aproveitava.
Lá lhe fomos dizendo que não precisava de passar fome porque havia locais onde distribuíam gratuitamente refeições.
- Mas isso é na cidade! Já viu, estou ali junto à praia que é onde faço algum dinheirinho, como é que eu posso ir à cidade? Quando tenho algum é para o "vício", e se sobra é que posso comer alguma coisa...
É assim o percurso de quem está "agarrado": tudo é orientado para a próxima dose, o resto passa a ser secundário, e a vida destas pessoas decorre unicamente entre o local de fornecimento e o de angariação...
De conselho em conselho fomos encaminhando a conversa para a possibilidade de deixar a droga. Dissemos-lhe que para isso terá de alimentar a fé e manter a esperança, e que nunca deverá perder a oportunidade de ajudar alguém que precise. Nesta altura apontou para um saco de plástico com roupa:
- Sabe para quem é isto? É para um rapaz que mo pediu porque estava a precisar de roupa, e eu dei-lho.
E sabe para que é que eu o queria? Era para vender e fazer algum para a droga. Mas porque aquele me disse que estava a precisar optei por lho dar... A droga espera!
Um dia, num destes relatos, eu escrevi que também havia pérolas no entulho. Neste dia começámos por meditar e rezar parte da Via Sacra de Jesus. O encontro com o Paulo fez-nos recordar o de Jesus com o Bom Ladrão, - que não era nenhuma pérola, antes um salteador justamente condenado face à lei dos homens, - mas que, naquela reviravolta surpreendente, nos demonstrou que todos podemos alcançar a Misericórdia Divina se nos arrependermos e mudarmos de vida. O Paulo, sem mudar a sua vida por causa do domínio que a droga sobre ele exerce, tem um coração de manteiga que se compadece com a dor alheia, e isso é amor ao próximo, é amor a Deus.
Em São Bento esperavam-nos os restantes companheiros da noite ao redor do Sebastião, que se divertia divertindo.
Tirámos uma foto de conjunto, fizemos a nossa oração de agradecimento na tradicional roda, e terminámos dando as "Boas noites" a Maria, nossa Mãe e Rainha do Céu.
Os nossos amigos de Carregosa rumaram a suas casas. No meu caminho segui à Batalha onde deparei com uma carrinha que distribuía alimentos. Parei: eram as "Meninas de Espinho", três amigas que distribuem na Rua de Júlio Dinis e na Batalha. Batalha? Então e o refeitório social?!... 
- Só não se pode distribuir refeição quente.
Cercavam o carro muitas das caras conhecidas, utentes habituais da Batalha, que começaram a criticar o serviço do refeitório quer quanto à quantidade quer quanto à qualidade.
Fiquei a pensar: que fazer? Continuar a distribuição na Batalha é um convite a não mudar nada na rua, não o fazer pode significar deixar alguns sem pão...
Mas... vendo o aspecto geral dos reclamantes - fizeram-me lembrar a maioria dos utentes da Rua Júlio Dinis - que estão na rua apenas à hora da distribuição, ainda que, às vezes, até altas horas, por vício de vida e não propriamente por precisão, pareceu-me que o grau das suas exigências tem mais a ver com certa habituação do que com a necessidade. 
Temos visto nas sucessivas idas à rua que se movimentam de um para outro lado sem dificuldade. Neste mesmo dia o Sebastião, com quem alguns minutos antes  tirámos uma foto em São Bento, apareceu pouco depois na Batalha na distribuição das "Meninas de Espinho"...
Por isso, se houver quem precise, tem como alternativa deslocar-se um pouco a São Bento ou à Câmara...
Concordamos com a criação de espaços e lugares em que os amigos da rua possam viver com mais dignidade. Com política ou sem ela, os refeitórios sociais tentam responder a uma sua evidente necessidade, e acompanhamos a sua criação e existência. Por isso, numa primeira análise e pelos motivos descritos, rejeitamos a hipótese de retomar a distribuição na Batalha.
Na rua queremos alimentar pessoas mas não alimentar vícios.
E dar bom conselho também é uma obra de misericórdia.

Santa Páscoa!