terça-feira, 28 de junho de 2016

Refeitórios Sociais

Amigos:

Hoje venho dar a conhecer a evolução do processo de criação dos restaurantes sociais que vão funcionar brevemente na cidade, começando pelo que vai abrir no edifício do Hospital do Terço, à Batalha, a partir de meados do próximo mês de Julho.
A notícia foi divulgada na reunião realizada no local do refeitório no passado dia 20 em que esteve presente em representação de Franjas Sociais o nosso amigo Luís Barroco, que, informando, redigiu o texto que segue.

"Decorreu no passado dia 20, no Hospital do Terço, no Porto, uma reunião entre todos os envolvidos no combate a situações de probreza e extrema probreza , para acertar agulhas quanto à abertura do restaurante solidário, prevista para meados do próximo mês de julho. Será o primeiro de uma série de quatro pensados para a cidade de forma a cobrir situações de carência nutritiva identificadas pelas associações de solidariedade social e voluntários que diariamente percorrem as ruas desta cidade.
A iniciativa, que conta também com a participação da câmara municipal e a segurança social da cidade e outras entidades, está inscrita na acção interventiva do Núcleo de Inserção da Pessoa Sem Abrigo, do Porto, e pretende não só fornecer uma refeição diária nutricionalmente equilibrada a todos os que lá se deslocarem, como também poder identificar com maior assertividade as diversas carências que caracterizam as populações desfavorecidas e excluídas e assim poder promover uma melhor inclusão.
O restaurante solidário funcionará diariamente nas instalações do Hospital do Terço, com um horário previsto entre as 20h e 22.30h, todos os dias."

Luís Ricardo Barroco

Segundo informações complementares que nos têm chegado, a confecção das refeições fica a cargo das irmãzinhas com apoio de voluntários dos diversos grupos, e estes fornecerão os géneros necessários e os restantes complementos que até agora   têm obtido nas confeitarias.
É evidente que a abertura deste e dos restantes refeitórios, pela forma de funcionamento e horário de distribuição das refeições nos vai fazer adequar o nosso modo de estar na rua.
Prevê-se que, a partir do funcionamento pleno dos refeitórios, seja impedida a distribuição de refeições nas ruas da cidade. Se assim for, teremos de rever a nossa actuação futura, limitando-nos, por exemplo, a simples visitas aos locais de ajuntamento, que esses nunca vão desaparecer. Para isso, temos pelo nosso lado o conhecimento e empatia já criados que nos vem facilitar a tarefa.
Para já, e porque ainda temos essa possibilidade, poderemos continuar a distribuição noutros locais da cidade.
Por outro lado, porque a falta de voluntários do Porto que possam colmatar a falta da segunda viatura aconselhou à redução do número de kits a distribuir, e essa falta permanece, e porque convém assegurar que a noite não se torne demasiado longa para permitir o regresso atempado a casa dos jovens de Carregosa, sugere-se à administração do grupo que mantenha para a próxima saída o número máximo de 70 kits eliminando a volta pelos bairros e isolados.
Para Agosto, e em função dos resultados da saída de Julho e da distribuição que ocorrer na Batalha, convém fazer nova actualização das quantidades.

F. S.

Refeitórios Sociais

Amigos:

Hoje venho dar a conhecer a evolução do processo de criação dos restaurantes sociais que vão funcionar brevemente na cidade, começando pelo que vai abrir no edifício do Hospital do Terço, à Batalha, a partir de meados do próximo mês de Julho.

A notícia foi divulgada na reunião realizada no local do refeitório no passado dia 20 em que esteve presente em representação de Franjas Sociais o nosso amigo Luís Barroco, que, informando, redigiu o texto que segue.

"Decorreu no passado dia 20, no Hospital do Terço, no Porto, uma reunião entre todos os envolvidos no combate a situações de probreza e extrema probreza , para acertar agulhas quanto à abertura do restaurante solidário, prevista para meados do próximo mês de julho. Será o primeiro de uma série de quatro pensados para a cidade de forma a cobrir situações de carência nutritiva identificadas pelas associações de solidariedade social e voluntários que diariamente percorrem as ruas desta cidade.
A iniciativa, que conta também com a participação da câmara municipal e a segurança social da cidade e outras entidades, está inscrita na acção interventiva do Núcleo de Inserção da Pessoa Sem Abrigo, do Porto, e pretende não só fornecer uma refeição diária nutricionalmente equilibrada a todos os que lá se deslocarem, como também poder identificar com maior assertividade as diversas carências que caracterizam as populações desfavorecidas e excluídas e assim poder promover uma melhor inclusão.
O restaurante solidário funcionará diariamente nas instalações do Hospital do Terço, com um horário previsto entre as 20h e 22.30h, todos os dias."

Luís Ricardo Barroco

Segundo informações complementares que nos têm chegado, a confecção das refeições fica a cargo das irmãzinhas com apoio de voluntários dos diversos grupos, e estes fornecerão os géneros necessários e os restantes complementos que até agora   têm obtido nas confeitarias.
É evidente que a abertura deste e dos restantes refeitórios, pela forma de funcionamento e horário de distribuição das refeições nos vai fazer adequar o nosso modo de estar na rua.
Prevê-se que, a partir do funcionamento pleno dos refeitórios, seja impedida a distribuição de refeições nas ruas da cidade. Se assim for, teremos de rever a nossa actuação futura, limitando-nos, por exemplo, a simples visitas aos locais de ajuntamento, que esses nunca vão desaparecer. Para isso, temos pelo nosso lado o conhecimento e empatia já criados que nos vem facilitar a tarefa.
Para já, e porque ainda temos essa possibilidade, poderemos continuar a distribuição noutros locais da cidade.

Por outro lado, porque a falta de voluntários do Porto que possam colmatar a falta da segunda viatura aconselhou à redução do número de kits a distribuir, e essa falta permanece, e porque convém assegurar que a noite não se torne demasiado longa para permitir o regresso atempado a casa dos jovens de Carregosa, sugere-se à administração do grupo que mantenha para a próxima saída o número máximo de 70 kits eliminando a volta pelos bairros e isolados.

Para Agosto, e em função dos resultados da saída de Julho e da distribuição que ocorrer na Batalha, convém fazer nova actualização das quantidades.

F. S.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A noite de ontem

A noite ontem foi diferente. Sem o Carlos por perto as coisas não têm o mesmo sabor mas o grupo de 5 carregosenses saiu e a volta terminou por volta das 01,00 horas de hoje.
Nos locais habituais de concentração na cidade, principalmente na Batalha, a sensação é de ganância em tentar sempre algo mais, mesmo que na mão esquerda já estejam três sacos de outras carrinhas.
Demos uma vista de olhos pelas ruas da cidade e deparamo-nos com cerca de 6/7 pessoas a dormir na Santa Catarina, um na trindade e mais alguns em locais não sei identificar.
Em São Bento sempre aparecem pessoas com fome, com verdadeiras necessidades, mesmo que tenhamos que esperar 20/30 minutos para "atendermos" 10/15 pessoas. Mas acho que vale a pena.
Terminamos no Aleixo onde nos "varreram" tudo o que tínhamos avulso.
Publico agora a oração que distribuímos com os kit's.
Ó Deus, pai bondoso e misericordioso, que aceitou Santo António como testemunha do Evangelho e mensageiro da paz em meio a seu povo, escuta a prece que te rogamos pela tua intercessão.
Santifica cada família e ajuda-as a crescer dentro da fé; conserve nessa unidade, a paz e a serenidade. Abençoe nossos filhos, proteja os jovens.
Socorre todos aqueles que passam pela doença, pelo sofrimento e pela solidão. Dai-nos forças nas dificuldades de todos os dias, doando-nos o teu amor.
Santo António, rogai por nós. Amém. 
Avé Maria…
Pai Nosso…
Glória…
Gosto
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Comentários
Carlos Fernandes Parabéns, amigos, pela vossa determinação e saudável teimosia que permitiram alongar esta noite para além do desejável. Não lamentem nunca a falta de quem não está, mesmo que seja a deste escriba, Ninguém é insubstituível e cada qual tem o seu lugar para aderir e somar pontos pelo seu SIM! Deus, que a todos ama, tem uma predilecção especial pelos que se LHE dedicam. O meu abraço muito grande.

9 de Junho de 2016

domingo, 5 de junho de 2016

Nova etapa e o grupo continua...

Amigos:

Nem tudo pode ser como queremos.
Iniciámos vai para 11 anos este lindo sonho de nos dedicarmos à prática do Evangelho cumprindo o mandamento de amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, sobretudo na pessoa dos mais débeis, que são, no dizer de Cristo, a sua imagem mais perfeita.
Para isso nos aproximámos sem receio nem temor de cada um que encontrámos no caminho fossem eles limpos ou asseados, saudáveis ou doentes,  abstémios ou dependentes da droga ou do álcool, com aparência sã ou dos leprosos que se aproximaram de Jesus, como nos diz o Evangelho.
Levámos à rua o nosso coração procurando ensinar a amar o outro. No fim das nossas noites deixámos a paz e a tranquilidade que nos invadia invadir também os que partilharam a nossa oração final. Maria estava connosco e ficava com eles também no "Boa Noite" que deixava as melodia suspensa no ar...
Foram noites de frio, de sujeição aos elementos que, às vezes, se desencadeavam com fúria sobre nós, e outras em que o céu parecia cobrir-nos com a sua bênção.
Durante estes anos procurámos encontrar soluções para o alojamento de quem passava as suas noites ao relento. Vimos que isso nos ultrapassava, mas Deus mandou a outros encarregarem-se dessa tarefa, e hoje, vemos montado um sistema de protecção mínimo que vai assegurando um pouco esse fim, no nosso caso, por meio da NPISA.
Sem querer parar, cheguei a um ponto em que me não deixam continuar do mesmo modo o apoio na rua.
Mas vou e vamos continuar, ainda que reduzindo a nossa participação à medida do esforço que podemos despender. Os amigos da rua vão deixar de me ver como até aqui mas sei que irão ser acompanhados com mais empenho por todos aqueles a quem este testemunho fica entregue. O meu papel vai limitar-se à rectaguarda enquanto Deus assim quiser, porque não está no meu pensamento abandonar alguma vez a sua imagem na pessoa dos mais débeis.
Franjas são franjas, não são o tecido em si mas algo que dele resta quase que como sobra que não conta para o principal.
As franjas sociais também são o que a sociedade não considera como parte do todo útil mas como uma excrescência social que se dispensaria e até incomoda.
É essa excrescência que tem constituído o objecto da nossa acção na rua e que gostaria de ver continuar por todos quantos têm o coração sensível e o desejo de auxiliar e acudir aos mais frágeis.

Franjas Sociais são neste caso não uma pessoa isolada ou grupo restrito, mas um grupo aberto à participação de quem comunga deste ideal e quer estar com eles e connosco na rua.
Diz S. Paulo que há três virtudes principais: Fé, Esperança e Caridade, mas que a maior de todas é a Caridade". 
É a essa virtude que queremos dar prioridade e continuar a nossa acção enquanto Deus quiser e permitir.

Graças a Deus!

C. F.
 


quinta-feira, 14 de abril de 2016

13 de Abril de 2016


Ontem foi dia de ir à rua, ou melhor, noite. Uma noite que prometia chuva mas que, afinal, nos poupou.

Partimos com 115 merendas recheadas com bastantes doces e muitas amêndoas que faziam pesar exageradamente os sacos.

Divididos em dois grupos avançámos pelos bairros e pela cidade. Naqueles fomos surpreendidos pelo número dos que nos procuraram na "lavandaria" do Aleixo, e pelo diálogo com dois utentes da 1ª. Torre, que se confessaram adictos à droga, atribuindo a essa inclinação ou fraqueza as culpas das suas escolhas...

É evidente que, seja qual for a inclinação de cada um, creio que nunca se poderá desresponsabilizar totalmente cada qual pelo sentido das suas opções pondo de lado a capacidade de uso da liberdade que Deus nos concedeu. Daí que não pareça correcto “atirar para o lado" as culpas de se manter apegado ao vício.

Também aí tivemos outra surpresa: atendemos uma senhora já nossa conhecida de outras visitas ao Aleixo, relativamente jovem, e reservada. Saiu do “buraco” onde se refugiam os dependentes e veio ter connosco. Pouco depois chega um jovem de automóvel que se lhe dirige, cumprimenta-a, e, delicadamente, beija-lhe a mão…

Simplistamente, temos a ideia que o Aleixo, e outros “aleixos” que por aí há, só são frequentados por pessoas dos bairros onde o nível de educação não destoa do ambiente. Porém, o caso de ontem deixa-nos a pensar que também a gente “fina” pode acabar por fazer do Aleixo a sua casa onde vivem e pernoitam! Uns vão e vêm, outros estacionam.

Adictos ou não, o que é certo, é que é enorme o trambolhão das suas vidas e das suas pessoas subjugadas à dependência em que se deixaram mergulhar!

Esperemos que cada um, consciente do beco em que se meteu, se esforce e vá procurando saídas para uma vida melhor e digna.

Os recados vão ficando, deixados discretamente nestas visitas à espera que este e outros impulsos façam germinar a boa semente.

Demos um passo, esperamos os deles, e confiamo-los a Deus…
Franjas Sociais

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Festa de Natal

A nossa Festa de Natal com pessoas sem-abrigo na Porta Solidária

Esta é apenas uma visão, uma opinião do que foi a nossa noite do passado dia 27. Não se diz tudo o que foi ou representou para quem lá esteve e deu o seu contributo efectivo para a realização da festa. Mas, a presença de cerca de 65 (sessenta e cinco!) elementos voluntários vindos de Carregosa, Vila Cova de Perrinho, e Chave, mais 15 do grupo de cantares, num total de oitenta (!) é indicativo do interesse e empenho que a festa lhes mereceu para virem de tão longe estar com aqueles a quem se dedicam ao longo do ano.
Disso se deu conta o Sr. Bispo do Porto (melhor dito da diocese do Porto) que quis pessoalmente agradecer a maciça presença do voluntariado de Carregosa, Vila Cova de Perrinho, e Chave como fez questão de fazer no local.
Não é o grupo "Franjas Sociais" que está aqui de parabéns pela marcada presença que, por seu intermédio, teve na festa, pois que se pode dizer com propriedade que o grupo vale sobretudo pelo que vale o dinamismo, a juventude, a alegria e a presença destes jovens dando corpo e forma ao "Franjas Sociais".
Trabalhou-se com entusiasmo, participou-se com entusiasmo, e terminámos a noite cantando cá fora, numa grande roda como sempre fazemos na rua, o cântico de agradecimento e despedida do "boa noite, boa noite Maria, boa noite minha Mãe...".
Creio que a sugestão daquela jovem de Oliveira de Azeméis de cantarmos a Maria na despedida aquele "Boa noite" terno, calmo e sentido é testemunho de que a mensagem que queremos levar à rua foi plenamente assumida por cada um, existe em nós e a devemos partilhar.
No fim de um ano de trabalho, no momento da passagem do testemunho aos jovens das três paróquias do concelho de Oliveira de Azeméis, sinto a obrigação de expressar aqui a alegria e a gratidão pelo facto de os termos tido connosco desde há cerca de nove anos, e, especialmente, neste ano que termina, e a certeza de que o testemunho lhes fica muito bem entregue pelo que lhes desejamos duplamente um Bom Ano de 2016 - neste caso, nas suas vidas e no comando do grupo.

Um Bom Ano Novo para todos.


Franjas Sociais

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Boas Festas


A todos os integrantes, amigos e colaboradores do grupo Franjas Sociais desejo um Santo Natal de Jesus, e que Ele continue a nascer todos os dias nos nossos corações para o podermos levar àqueles que o não têm.
Que o Novo Ano traga a todos a tão desejada PAZ, aquela Paz que só Deus pode dar ao mundo.
Que no ano que está prestes a começar possamos continuar a nossa missão de levar à rua um pouco do calor e da ternura que Deus semeou nos nossos corações para que todos saibam que Ele é PAI, que nos ama e quer que todos nos amemos como irmãos.

Franjas Sociais

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Saída, Missa de Natal e Jantar de Natal

Na última saida, além da habitual companhia dos jovens do grupo do Crisma das paróquias de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave, tivemos também a dos jovens da catequese de Aldoar e respectivos catequistas. Para os primeiros foi uma nova experiência de que certamente retiraram lições para a sua ainda curta vida.
Da nossa parte, habituados como estamos aos encontros destas noites, sentimos que a larga roda de oração que no final se formou na Praça da Batalha trouxe à noite o toque sentimental e a aura espiritual que podem passar despercebidos nos breves encontros individuais tidos nas ruas e vielas da cidade, e a todos o abraço que não damos habitualmente por questões de ética social.
O silêncio que se estabeleceu e a tranquilidade que deixaram no ar da Praça as últimas notas daquele "Boa noite, Maria" entoado com sentimento pelos presentes, valeram bem o sacrifício de termos "estendido" a noite para além das 24h, e adiado o regresso a casa para hora tardia e desusada, para alguns a mais de 50 Km... Os amigos da rua assim o denotaram, abraçando-nos quase que com sofreguidão, como quem quer aproveitar até ao fim aquele momento de atenção e felicidade. Daí o interesse em saber da nossa próxima passagem:
- Quando voltam?...
Pois voltaremos se Deus quiser no próximo dia 9 de Dezembro.

Neste mês, como nos outros anos, espera-nos um calendário bem preenchido:

Assim,

1º. - Dia 9 de Dezembro será a nossa saída;
2º. - Dia 16, às 21h00, a Missa de Natal na igreja da Trindade organizada pelo grupo "Sacos Ternura" de Teresa Olazabal e amigos;
3º. - Dia 28, às 19h00, o Jantar de Natal na igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Praça Marquês de Pombal.

Quanto ao primeiro, e porque se vêm multiplicando os grupos de apoio nas ruas da cidade, organizaremos 100 kits, distribuídos como habitualmente:

ML/CF/V/Alcina: 50 kits + café/café com leite
Escuteiros: 25 kits + café/café com leite
Carregosa/VCP/Chave: 25 kits + café/café com leite

Há cobertores que sobraram da última saída, que levamos para o caso de serem necessários.

Não esqueçam os copos!

Quanto ao terceiro ponto, o Sr. Pe. Rubens pede a nossa colaboração em voluntariado, na animação, e para fornecimento de fruta, sumos, sobremesas e chocolates com vista a preparar jantar e prendas para 400 pessoas.

Como o dia 28 cai numa Segunda-feira e o Natal é no Sábado anterior, os chocolates e outros artigos destinados a prendas devem ser entregues na Paróquia o mais cedo possível, no máximo até Quinta-feira, dia 23, de modo a permitir a preparação dos sacos individuais a entregar no fim do jantar.

Os restantes bens não deterioráveis podem ser entregues até Domingo, e os doces e rabanadas na própria Segunda-feira antes do jantar.

Os voluntários devem comparecer na paróquia às 15h00 para organização das equipas e do serviço.

Utilizemos este período para preparação dos eventos que se aproximam e do próximo Natal.

Franjas Sociais

domingo, 16 de agosto de 2015

Em férias, na rua...

Pensando que já aprendemos tudo o que havia a aprender na rua somos surpreendidos uma ou outra vez por actos e factos que nos fazem questionar-nos.
Tendo criado o hábito quase mecânico de calcorrear quase sempre as mesmas ruas e os mesmos becos, pouco mais esperamos encontrar que os mesmos rostos e situações, a permanente necessidade estender a mão ao pão que levamos, e a ânsia de receber um pouco do ânimo de que carecem.
No meio de experiências noite-a-noite repetidas não esperamos ser habitualmente surpreendidos, mesmo depois de gasto em cada noite com os mesmos personagens o mesmo "latim", de que não se vêm resultados.
A passada noite do dia 12 foi rica em encontros, de que destacamos dois. Logo no início, o primeiro deles: tínhamos acabado de estacionar no Pinheiro Torres quando passa por nós um automóvel utilitário, que pára logo adiante, e de onde sai uma senhora radiante, eufórica!
- Estou limpa!... - exclama ela.
- Frequentou um programa? - perguntámos.
- Não!... Fiz tudo sozinha!
- Como?!
- A frio...
- Como conseguiu?
- Foi a Fé. Se não fosse a Fé que tenho nunca conseguiria.
- Mas... a frio! Como ultrapassou a ressaca?
- É que o que eu sofri até ali foi muito pior que o que sofri para deixar!
- Mas se assim fez que vem aqui fazer? Não era melhor deixar de vez este bairro?
- Já deixei! Hoje só vim buscar o meu cãozinho!
Percebemos que a V... tinha uma imperiosa necessidade de gritar ao mundo o resultado da sua vitória e de se nos mostrar limpa e asseada, limpa do vício e bem "deste lado".
E embora sentíssemos que nada fizemos para aquele resultado, percebemos também que a força da V... resultou não só da sua determinação mas também dos muitos convites e insistências que, durante meses e anos, lhe fomos fazendo. É por isso e para que outras V.... se decidam a dar o passo decisivo que temos de continuar a dar o nosso empurrãozinho àqueles e àquelas precisam de um pouco de mais impulso para mudar as suas vidas.
O segundo foi um não-encontro: soubemos que o Daniel foi desalojado do seu lugar na rua, que lhe foi tomado por um casal que o maltratou. Refugiou-se no cais, sob uma lona... Na hierarquia da vida ainda se pode descer abaixo do patamar!...

Franjas Sociais



quinta-feira, 9 de julho de 2015

8 de Julho de 2015

Os dias de ida à rua são sempre de expectativa: o que se consegue arranjar, quem vai...
Ontem foi mais um dia desses. Fomos preparando as coisas desde a véspera contactando e recolhendo alimentos na Re Food da Foz, de onde veio algum pão, fruta, doces e salgados que, não sendo em quantidade suficiente amenizaram o peso dos nossos gastos, e possibilitaram uma melhor gestão antecipada das disponibilidades.
Esta experiência servirá para as próximas saídas dado que a Re Food pass...ará a substituir-se aos Pinhais da Foz, onde íamos recolher algumas sobras.
Ficamos com mais tempo disponível no dia da saída e a saber com o que podemos contar, pois essa recolha é antecipada para as 22h00 da Terça-Feira anterior.
Eramos 9: 3 individuais e 6 de Carregosa. Demos a volta, uns pela cidade e outros pelos bairros e parte da cidade onde não é muito habitual passar.
Em cada paragem repetia-se o ritual: falar, distribuir e partir. Nuns pontos com mais demora, noutros apenas com a suficiente. Tudo em função da carência dos circunstantes. No Carregal, fomos encontrar o Sr. António decaído, com a comida que lhe tinham deixado desde a véspera intacta ao lado... Queixou-se: estava doente! Não estava conversador como de costume e permaneceu deitado como estava. Está mais magro e abúlico. Tinham saído de junto dele momentos antes os médicos que apoiam os sem-abrigo. Interrogamo-nos se, nesta situação, terá o apoio de que necessita ou se não será o prelúdio do fim duma vida de rua...
Percorrida a cidade juntámo-nos na Batalha onde encontrámos um numeroso grupo à nossa espera. Durante uma boa hora, divididos em grupos, ouvimos e falámos numa troca de saberes, de experiências e percursos de vida, recolhendo e semeando.
- Olhe: quero contar-lhe a minha vida!...
E da vida contou um retalhinho com os motivos que o apoquentavam e justificavam o facto de estar na rua!
No final fizemos a nossa oração e entoámos o "Boa noite..." numa roda alargada em que se integraram mais de uma dezena dos novos e velhos amigos. Saíramos 9 e estávamos ali mais de 20...
Se mais não justificasse a necessidade da nossa ida à rua ao encontro destes últimos dos últimos, bastaria ver a alegria e tranquilidade que transparecia naqueles rostos martirizados pela vida para a comprovar.
A noite de ontem foi mais leve e menos penosa para todos eles e isso também é parte da nossa alegria por sabermos que pudemos contribuir para lha amenizar.


Franjas Sociais

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Janeiro de 2015 - a nossa oração


 EVANGELHO – Mt 5,1-12 Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
As bem-aventuranças definem sempre uma alegria oferecida por Deus.
Jesus proclama “bem-aventurados” aqueles que estão numa situação de debilidade, de pobreza, porque Deus está a ponto de instaurar o “Reino” e a situação destes “pobres” vai mudar radicalmente; além disso, são “bem-aventurados” porque, na sua fragilidade, debilidade e dependência, estão de espírito aberto e coração disponível para acolher a proposta de salvação e libertação que Deus lhes oferece em Jesus.
Os “pobres em espírito” são aqueles que aceitam renunciar, livremente, aos bens, ao próprio orgulho e auto-suficiência, para se colocarem, incondicionalmente, nas mãos de Deus, para servirem os irmãos e partilharem tudo com eles. Os “mansos” não são os fracos, os que suportam passivamente as injustiças, os que se conformam com as violências orquestradas pelos poderosos; mas são aqueles que recusam a violência, que são tolerantes e pacíficos, embora sejam, muitas vezes, vítimas dos abusos e prepotências dos injustos…
Os “que choram” são aqueles que vivem na aflição, na dor, no sofrimento provocados pela injustiça, pela miséria, pelo egoísmo; a chegada do “Reino” vai fazer com que a sua triste situação se mude em consolação e alegria “os que têm fome e sede de justiça”.
Provavelmente, a justiça deve entender-se, aqui, em sentido bíblico – isto é, no sentido da fidelidade total aos compromissos assumidos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ceia de Natal - Blog da Dani

Este ano a Ana desenhou 3 desenhos e a D. Palmira aqueceu-me (muito mais do que) as mãos. 
Ana- "Tu és a rainha e vives num castelo" _ é assim o mundo de fantasia de uma criança de 6 anos. 
D. Palmira- "Ai menina, que riso" _ é muito bom fazê-la rir! E as mãos quentes dela? Uma maravilha!
Pessoas- "Foi um prazer conhecê-la menina." "Muito obrigada pela simpatia."
É muito mais do que Natal.
— em ceia dos sem abrigo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Jantar de Natal 2014

     JANTAR DE NATAL DA PORTA SOLIDÁRIA
 
Seguindo a tradição iniciada há anos, a Porta Solidária da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição organizou no passado dia 27 de Dezembro mais um Jantar de Natal destinado aos Sem-abrigo e pobres da cidade do Porto.
Preparado com a devida antecedência com o apoio da Caritas diocesana, dos colégios de Nossa Senhora da Paz e de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Hospital de Santa Maria, da Escola Superior de Educação Paula Fracinetti, de contribuintes anónimos que foram fazendo chegar os seus donativos, nele participaram cerca de duas centenas de outros voluntários de entre os quais se destacaram os escuteiros das alcateias 12 e 13, e os jovens das Paróquias de Nossa Senhora da Conceição, de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave, que com o seu entusiasmo, dedicação e juventude muito contribuíram para transformar este jantar numa verdadeira festa.
Vista do alto da torre sineira a cidade não deixa adivinhar por um momento sequer que sob a capa da sua grandeza e esplendor se esconde abundante necessidade e miséria. Mas a fila que cedo se formou no adro da igreja a partir das 15h00 para o jantar das 20h00, bem o atesta.
Tudo estava preparado para bem receber 380 pessoas. A fila foi avançando para o salão até este ficar cheio. E continuavam a vir alguns retardatários… Encolheram alguns lugares para acomodar os últimos, e, uns atrás dos outros, esticando como se podia o espaço já preenchido, ainda se conseguiram preencher mais 22 lugares sentados, totalizando 402 convidados!
Participou do jantar o Sr. Bispo D. António Francisco dos Santos. Tomando a palavra no início, fez uma curta prelecção e uma pequena oração, seguida com muito recolhimento por todos os presentes, que o aplaudiram com entusiasmo. Quem estava sentado não era propriamente gente de oração, mas sabem respeitar e agradecer a quem os ensine a fazê-lo!
Como já é hábito, tudo decorreu em boa ordem numa impecável e cada vez mais afinada organização.
A animar o convívio esteve o grupo de cavaquinhos da Associação Cultural e Etnográfica de S. Miguel de Azagães, de Carregosa (Oliveira de Azeméis), que apresentaram um animado, bem preparado e variado repertório. Aliás, é de salientar a participação activa que a gente de Carregosa, integrada no grupo “Franjas Sociais” de apoio aos Sem-abrigo, tem tido na festa de Natal todos os anos, quer participando quer angariando bens e géneros para o jantar. A juntar aos cerca de 50 voluntários a eles se deve ainda a presença do grupo de cavaquinhos...
E o espírito dessa participação voluntária estava bem estampado no rosto de uma jovem do grupo que quis iniciar o serviço de mesa transportando o arroz, ao que foi impedida por outra, que lhe tirou a travessa da mão. De imediato retirou-se para um canto a chorar, sentida! Inquirida da razão do choro respondeu que não a deixavam fazer nada!... O seu braço direito estava engessado... Para a animar foi-lhe dito que havia outras coisas para fazer mais leves como levar pão às mesas. E foi o que fez a seguir a pedido de uma amiga.
 Ela estava ali para ser útil e queria sê-lo com uma participação activa, e aquele impedimento deixava-a visivelmente decepcionada!... Mas foi útil, e as suas lágrimas sentidas, ainda que não o saiba, ficaram gravadas como um dos momentos que não esqueceremos deste nosso jantar.
No final, ao som de vários instrumentos, os convidados foram brindados com o cantar das janeiras por parte dos voluntários, que aproveitaram a oportunidade para saudar o Pastor Diocesano nesta sua primeira participação nesta festa. E ressoou por toda a sala repetidamente o refrão “Oh! Acordai, Jesus nasceu…”. “Nasceu em Belém Jesus, O Redentor. Chegou à Terra o Amor, a Luz, a Salvação…”.
E, de facto, precisamos todos de acordar para a realidade deste nosso mundo, de tudo quanto nos rodeia, das más decisões governativas, da má legislação que nos impõem, das modas que nos trazem, dos usos deturpados,  do desrespeito que grassa, da Fé que nos querem tirar, de Deus que nos escondem...
Que o refrão se concretize urgentemente num mundo tão desajustado, conturbado e necessitado de Deus, de equidade e de Paz!
Franjas Sociais

terça-feira, 23 de dezembro de 2014


Franjas Sociais desejam a todos os seus elementos e aos destinatários da nossa presença na rua

UM SANTO E FELIZ NATAL

E UM BOM ANO DE 2105

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dezembro 2014


Ontem foi a nossa última saída deste ano. Um ano em que é de salientar a boa resposta de todos os voluntários deste nosso grupo, em que o amor ao próximo esteve sempre presente, como pretendemos. Como dizia a leitura que fizemos antes de iniciarmos o percurso, a capacidade de amar é uma dádiva que não podemos reter, sendo imperioso que a ponhamos a render. Amor sem prática é amor que não existe! E nós procurámos levá-lo "ao outro", mais do que ao nosso lado, ao "lado de lá", à rua. E com retorno, que é o agradável sentimento de nos sabermos realizados nesta pequena tarefa.

A todos os que, directa ou indirectamente, nos acompanharam este ano, o agradecimento por nos terem permitido cumprir esta missão, e o desejo de que, todos, possamos continuar em frente em mais um ano de dedicação ao outro, sob a promissora orientação do Agrupamento nº. 174 dos escuteiros de Aldoar.

Ontem viemos quase que sem sobras. Vimos que a afluência foi grande em alguns pontos, especialmente junto à Câmara Municipal, onde apareceram pessoas evidentemente necessitadas e outras que já criaram habituação "às carrinhas", utilizando a caridade alheia como forma de poupança...

Durante a noite veio-me à mente esse facto e cheguei à conclusão de que ontem houve uma pequena falha que tentaremos remediar mais adiante quando depararmos com situações semelhantes: identificar esses casos, procurando saber o local de residência dessas pessoas, a situação dos seus agregados familiares, e inquirir se não têm já apoio local das organizações de Vicentinos. Com esses elementos, se se mostrar necessário, poderemos contactar os vicentinos da paróquia da área da sua residência para estudo da situação e acção posterior. Creio que deste modo a nossa acção na rua fica mais justificada.

Mais um dia, mais um ano, mais uma ocasião para dar Graças a Deus por tudo quanto tem feito, e continuará a fazer em resposta às nossas e às orações de quantos intercedem pelo bom êxito destas acções de rua, da saúde e da libertação de quantos encontramos presos ao vício, à miséria, às drogas...

Um Santo Natal a todos.

Franjas Sociais