sábado, 5 de fevereiro de 2011

Europa fracassa ao condenar perseguição religiosa

A Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) expressou sua decepção ao constatar que os governos da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo para condenar as perseguições religiosas.
"A COMECE lamenta profundamente que os 27 ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia tenham fracassado, em 31 de Janeiro, na hora de procurar um acordo sobre uma declaração conjunta que condenaria a perseguição religiosa", afirma um comunicado divulgado pelo organismo episcopal.
"Esta indecisão diplomática é ainda mais compreensível, dado que vidas inocentes são truncadas pelos ataques atrozes contra os cristãos e outras minorias no mundo inteiro", acrescenta o texto.
O acordo, sublinha a nota, fracassou devido às "negociações internas entre os ministros sobre uma referência específica aos cristãos entre as vítimas da perseguição religiosa".
"A COMECE surpreende-se diante desta decisão, dado que a opinião pública europeia é consciente da situação particular dos cristãos no Médio Oriente após os recentes ataques a igrejas no Iraque e no Egipto", esclarece o organismo episcopal.
Recorda, além disso, que o Parlamento Europeu (20 de Janeiro) e o Conselho da Europa (27 de Janeiro) haviam "preparado o caminho para uma condenação específica da perseguição dos cristãos, adoptando resoluções que condenam especificamente a violência" contra eles.
Os recentes ataques, denuncia o organismo, "não são casos isolados", dado que as estatísticas sobre a liberdade religiosa dos últimos anos mostram que a maioria dos actos de violência religiosa acontece contra os cristãos.
"O compromisso da União Europeia para apoiar os direitos fundamentais e a liberdade religiosa está claramente estabelecido no Tratado da União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais", além de ter sido reafirmado "em muitas declarações", insistem os bispos.
Por este motivo, concluem, espera-se agora que "a União Europeia tome medidas concretas para transformar estes princípios gerais em uma acção política significativa". (ZENIT.org)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Movimento Sacerdotal Mariano























Cenáculo com Santa Maria
 
Realiza-se no próximo sábado, dia 5 de Fevereiro, na Igreja dos Congregados, no Porto, mais um cenáculo do Movimento Sacerdotal Mariano. A partir das 16 horas haverá exposição do Santíssimo Sacramento, seguido da oração do Terço e da celebração da Santa Eucaristia. Lembramos que este é o primeiro sábado de Fevereiro, pelo que a Reparação ao Imaculado Coração da Virgem Maria será também importante.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E o 6º. ano começou...

6º. Ano...

No passado dia 12 iniciámos mais um ano na rua. O grupo cresceu muito e o modo de estar teve de se adaptar ao novo modelo. Perde-se um pouco individualmente em benefício de um contacto mais alargado, permitindo a outros novas experiências e a Graça de poderem, também eles, ser samaritanos com os que precisam do nosso apoio, qualquer que seja.

Mais uma vez, Carregosa, Escuteiros, e outros voluntários deram as mãos e uniram esforços na preparação da saída, e no percurso pelas ruas da cidade do Porto.
O trabalho e a partilha divididos por todos custam menos e e tornam-se mais rendosos.

São mais sandes, mais fruta, mais café com leite. O que não aumenta e até diminui são os bolos e os salgadinhos... Está-nos a ser pedido mais um esforçosinho na angariação de sobras.

Na oração a Jú leu a Carta aos Coríntios, 1, 12-20 que nos diz que tudo nos é permitido mas nem tudo é conveniente...

Rezado um Pai-Nosso, lá seguimos divididos em dois grupos, levando por mote aquele pensamento e a afirmação de que "somos templos do Espírito Santo".

De novo iam connosco três meninas da catequese da igreja de Nossa Senhora dos Anjos que integraram o grupo que se dirigiu ao centro da cidade na carrinha de Carregosa. O outro grupo rumou ao Aleixo, Pinheiro Torres e Pasteleira. A divisão abrevia a ronda mas limita as experiências, por isso não posso relatar a volta pela cidade. Nos bairros notámos maior afluência em Pinheiro Torres e o mesmo na Pasteleira. Diminuída tem estado a do Aleixo. Mas o que não diminui é a miséria e a degradação das pessoas que vão aumentando a dimensão desta grande tragédia que é a toxicodependência. E nem vale a pena adocicar o mal de uns com o mal de outros e as comparações que, à laia de justificação, se insiste em fazer entre a droga e o álcool. Ainda que ambos sejam um mal, é evidente que a dependência da droga e tudo o que ela comporta a montante e a juzante do consumo constitui uma tragédia que deixa a milhas de distância os distúrbios pessoais, familiares e sociais que o álcool acarreta. Daí o grito surdo de uma voluntária ao deparar com uma zona degradada:

- Eu não reconheço isto!... Foi ali que eu brinquei há dez anos, havia baloiços, escorrega... jardim!...

E que ela e nós víamos era simplesmente um campo pisado, zona de trilho, onde deambulavam sem aparente finalidade sombras de gente, novos uns, de mais idade outros, "avós", "pais" e "netos" numa amálgama de seres sem distinção de idades...

Demorámo-nos a conversar especialmente com três "utentes" do local: uma senhora que pouco pára junto de nós porque uma viatura cheia de moços anda quase sempre na sua peugada, faz-lhe sinal e ela corre e mete-se com eles seguindo na viatura, para onde, sabe-se lá!... Outras duas, mãe e filha, cada qual na sua vida.

- Sabe quanto precisa "angariar" ela por dia para andar "bem"?

- ?!...

- 50 contos!

- 50 contos?!... E onde vai ela arranjar tanto dinheiro?
- Como não tem, "tem" de roubar...

Os cinquenta contos da moeda antiga dão mais ênfase ao valor. Mas por aqui se vê o tamanho da miséria de uns - os consumidores - a ganância de outros, e a grandeza social, moral, e económica do problema.

Estas histórias não nos demovem da nossa acção (teimo em escrever com 2 cc), mas aproveitamos a ocasião para lançar sempre o convite à mudança. Mas parece tão difícil... E recordamos o desabafo daquela mãe:
- Vocês nem imaginam o que se sofre na ressaca!... Ninguém quer sofrer a ressaca!

Regressámos à Urgência do H. de Santo António onde nos encontrámos com a restante equipa vinda do centro da cidade. Depois de termos acabado a distribuição repetimos a roda de oração tal como fizemos no mês anterior, de mãos dadas, num Pai Nosso que não distingue bons nem maus, mas que a todos irmana independentemente dos gostos ou desgostos de cada um, das suas opções ou estilos de vida, mas todos, mesmo todos, filhos do mesmo Pai, Deus Eterno e Omnipotente.

C.

Festa da Apresentação no Templo





















Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas, 2, 21-40


«Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus indicado pelo Anjo antes de ter sido concebido no seio materno.
Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: "Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor" e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas.
Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.

Cântico de Simeão


Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:


"Agora, Senhor, segundo a tua palavra,
deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação
que ofereceste a todos os povos,
Luz para se revelar às nações
e glória de Israel, teu povo."


Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: "Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações."
Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela, ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações. Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele».

Retirado do sítio Paróquias de Portugal

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Intenções do Santo Padre














Fevereiro de 2011

A família, fundamento da sociedade

Para que a identidade da família seja respeitada por todos e para que seja reconhecida a sua insubstituível contribuição em prol de toda a sociedade.

A importância da família

A família é o fundamento indispensável da sociedade de todos os povos e um bem insubstituível para os filhos, dignos de nascer para a vida como fruto do amor e da doação total e generosa dos pais. A família ocupa um lugar primário na educação e no crescimento harmonioso da pessoa humana. É uma verdadeira escola de humanidade e valores perenes.
Ninguém deu o ser a si mesmo. Recebemos a vida de outros, vida que cresce e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos na relação e comunhão com os outros. Neste sentido, a família, fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, expressa esta dimensão relacional, filial e comunitária e é ambiente próprio, onde a pessoa humana pode nascer com dignidade e desenvolver-se de uma maneira integral.
Aquele que nasceu e cresceu num ambiente familiar são tem todas as garantias de vir a ser um cidadão útil à sociedade, já que a família está na raiz mesma de uma vida digna e realizada. Por isso, se a família, como célula básica da sociedade, se debilita, toda a sociedade fica mais fraca. E a família debilitar-se-á quando não tem estabilidade nas suas relações afectivas. Neste caso, não só não será capaz de dar uma educação baseada nos valores humanos e evangélicos, como não poderá ajudar a sociedade.
A família é o lugar onde se aprende a viver o amor incondicional, imagem do amor de Deus. Por isso, ela constitui um desafio difícil mas, ao mesmo tempo, aliciante, que faz dela um lugar de excelência de aprendizagem e preparação para a vida.
Sobre esta importância da família, afirma o Concílio Vaticano II: «A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade» (Gravissimum educationis, 3).

A crise da família

Em todos os tempos houve crises nas famílias, mas a que actualmente atravessa é certamente das mais graves dos últimos tempos. Com efeito, constatamos, particularmente na cultura ocidental, uma crise de identidade da família. A que é que, hoje em dia, podemos chamar «família»?
Além do «modelo tradicional», existem famílias monoparentais (viver só com o pai ou a mãe), famílias fruto de «uniões de facto» (infelizmente tão comuns), viver com a mãe e segundo marido, etc. Hoje em dia até se pode ter pais homossexuais. O baixo nível de natalidade, que se verifica em tantos países ocidentais, é outro indicador da falta de confiança na vida, na sociedade e na família. Por isso nos interrogamos: Qual o papel do pai e da mãe? Que educação se deve dar às crianças? Como definir, hoje, a família? Para a maioria das pessoas, baseia-se na relação entre um homem e uma mulher, mas há quem defenda outros modelos, como acabamos de referir.
Sobre esta crise, declarou o Papa Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias, na cidade do México, em Janeiro de 2009: «O trabalho educativo da família vê-se dificultado por um enganado conceito de liberdade, no qual o capricho e os impulsos subjectivos do indivíduo se exaltam até se deixar cada um encerrado na prisão do seu próprio eu».

Como superar a crise?

O mais importante para superar a crise que a família atravessa consiste em ter bem claro o papel da família. Sobre este papel, afirmou o Papa actual, na Assembleia do Pontifício Conselho da Família, em 13 de Maio de 2006: «A família, fundamentada no matrimónio, constitui um “património da humanidade”, uma instituição social fundamental; é a célula vital e o pilar da sociedade, e isto diz respeito a todos os crentes e não-crentes. Trata-se de uma realidade que todos os Estados devem ter na máxima consideração porque, como João Paulo II gostava de reiterar, “o futuro da humanidade passa pela família” (Familiaris consortio, 86)».

É necessário que se promovam, nos Estados, medidas legislativas e administrativas que apoiem as famílias nos seus direitos inalienáveis, necessários para realizar a extraordinária missão da família.
Pede-se às famílias cristãs que dêem o exemplo que se lhes pede, tanto no amor mútuo de homem e mulher, como no amor aos filhos e na educação dos mesmos, a fim de serem membros úteis da sociedade. Este testemunho é necessário hoje mais do que nunca, dados os problemas com que a família se debate.
Oremos intensamente este mês, juntamente com o Papa, por este problema tão delicado e fundamental. Perguntemo-nos o que já fazemos e o que podemos ainda fazer para apoiar a família. Invoquemos a inspiração da Sagrada Família de Nazaré, que representa o modelo familiar de simplicidade, trabalho, unidade… onde Deus Se sente em sua casa.

Intenção Missionária - Doença e testemunho cristão
Para que, nas terras de missão em que o mais urgente é a luta contra a doença, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos que sofrem.

Se é verdade que existem doenças em todo o mundo, também é verdade que nos territórios tradicionalmente chamados terras de Missão, as doenças têm uma maior incidência, sobretudo em África, por várias razões, como sejam a falta de higiene, a escassez de água e outras e também por falta de assistência, já que escasseiam médicos e enfermeiros. Existem ainda os grandes lobies internacionais que impedem que haja ajudas por outros canais que não sejam os deles, já que isso lhes estragaria o negócio. Isto aplica-se sobretudo ao caso da sida, mas também se pode dizer da malária e tuberculose, que infelizmente se tornaram endémicas, sobretudo em países africanos.
É certo que, sobretudo em África, não existe outra instituição que faça tanto pelos doentes e abandonados como a Igreja Católica em inúmeras obras, como hospitais, hospícios e tantas outras formas de ajuda. Mas é necessário que todo este apoio se multiplique ainda mais, na quantidade e qualidade.
No tratamento da doença não bastam os remédios materiais que ataquem essa doença, é também necessário ser uma presença amiga junto do doente, sobretudo tratando-se de doenças terminais ou pelo menos graves. Esta proximidade não deve traduzir-se em falsas consolações do género de dizer à pessoa doente que foi Deus que lhe mandou a doença, ou que agora está a sofrer, mas que no Céu não se sofre. É certo que no Céu não se sofre, mas trata-se de levar uma palavra amiga a quem está a sofrer na terra.
E a consolação daquele que sofre, no caso de ser cristão, consistirá em dizer-lhe que não está só no seu sofrimento, que Cristo é solidário com ele, que Deus está a sofrer com ele, que aquele que sofre tem um lugar especial no coração de Deus. Com efeito, a experiência da doença, vivida a partir da fé, torna-nos capazes de descobrir a misericórdia de Deus que está perto de nós para nos dar a sua consolação.
Na presença da doença, sobretudo de doenças mais graves, sentimo-nos desarmados e não encontramos as palavras adequadas e é nestas ocasiões que o silêncio respeitoso e compassivo é a melhor atitude que podemos ter.

Oremos neste mês para que em África e em todo o mundo o serviço aos doentes seja vivido, da parte dos cristãos, como fruto da sua união com o Coração de Jesus. Esta intenção de oração recorda-nos a relação privilegiada que Cristo tinha com os doentes, que se encontra no coração mesmo do Evangelho.

António Coelho, s.j., in Apostolado da Oração




















segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

São João Bosco e a obra salesiana




S. João Bosco é um «gigante do Espírito» que deixou como herança um património espiritual rico e bem definido. Ele é o iniciador de uma verdadeira escola de espiritualidade apostólica, nova e atraente. É ponto de referência obrigatório para quantos, sob um particular impulso do Espírito, se sentem chamados a partilhar, no hoje da história, o seu destino e a sua missão nos vários estados de vida, cada um segundo o grau e o nível que lhe é próprio.

In A Família Salesiana de Dom Bosco

São João Bosco nasceu em Castelnuovo d'Asti no norte de Itália, em 16 de Agosto de 1815. A sua mãe educou-o na fé e na prática coerente da mensagem evangélica. Tinha apenas nove anos quando um sonho lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude. Morreu no dia 31 de Janeiro de 1888.

Tinha apenas nove anos quando um sonho lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude. Ainda pequeno, começou a entreter os companheiros com jogos que alternava com a oração e a instrução religiosa. Ordenado sacerdote, escolheu como programa de vida, «Dai-me almas e levai o resto», e deu início ao seu apostolado entre os jovens mais pobres e abandonados, fundando o Oratório e pondo-o sob a protecção de S. Francisco de Sales. Daqui o nome de Salesianos. Morreu no dia 31 de Janeiro de 1888. No centenário da sua morte, João Paulo II declarou-o e proclamou-o Pai e Mestre da Juventude, determinando que «ele fosse honrado e invocado com este título, especialmente por quantos se reconhecem como seus filhos espirituais».



Algumas datas significativas:


1815 - Nasce a 6 de Agosto de 1815
1817 - Morte do pai (Francisco Bosco)
1825 - Sonho sobre a missão
1826 - Primeira comunhão
1830-31 - Escola em Castelnuovo d'Asti
1831-35 - Liceu de Chieri
1835-41 - Seminário de Chieri
1841 - 5 de Junho, ordenação sacerdotal
1841-1844 - Formação pastoral com S. José Cafasso
1846 - 12 de Abril, fixação do Oratório em Valdocco
1852 - Inauguração da Igreja de S. Francisco de Sales
1853 - Escolas profissionais; banda; publicação das Leituras Católicas
1864 - Reconhecimento da Sociedade de S. Francisco de Sales
1872 - Fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA)
1875 - 11 de Novembro, primeira expedição missionária
1888 - 31 de Janeiro, morte de S. João Bosco
 
A obra
 
S. João Bosco fundou centros juvenis, escolas, dedicou-se à boa imprensa e às missões.

«Basta que sejais jovens para que eu vos ame», costumava dizer. Fundou os salesianos, seus continuadores, nome inspirado em S. Francisco de Sales, homem de grande bondade. Quando morreu, em 1888, a sua presença começou a espalhar-se pelo mundo.
Tudo começou com S. João Bosco que «iniciou na Igreja uma experiência evangélica original por iniciativa de Deus e com a intervenção materna de Nossa Senhora Auxiliadora. O Espírito deu-lhe um coração grande como as areias do mar e tornou-o pai e mestre de uma multidão de jovens e fundador de uma família espiritual».
De facto, na sua correspondência pode ler-se: «Estamos a dar andamento a uma série de projectos que diante do mundo parecem fábulas ou coisas impossíveis; mas, assim que começam, Deus os abençoa e tudo vai de vento em popa. Isso é motivo para rezar, agradecer, esperar e vigiar».
 
Texto retirado do sítio http://www.salesianos.pt/

domingo, 30 de janeiro de 2011

Alegrai-vos e exultai...

















Evangelho segundo São Mateus, Mt 5,1-12



Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:


«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

«As leituras deste domingo propõem-nos uma reflexão sobre o "Reino" e a sua lógica. Mostram que o projecto de Deus – o projecto do "Reino" – roda em sentido contrário à lógica do mundo… Nos esquemas de Deus – ao contrário dos esquemas do mundo – são os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. O "Reino" é para eles. Na primeira leitura, o profeta Sofonias denuncia o orgulho e a auto-suficiência dos ricos e dos poderosos e convida o Povo de Deus a converter-se à pobreza. Os "pobres" são aqueles que se entregam nas mãos de Deus com humildade e confiança, que acolhem com amor as suas propostas e que são justos e solidários com os irmãos. Na segunda leitura, Paulo denuncia a atitude daqueles que colocam a sua esperança e a sua segurança em pessoas ou em esquemas humanos e que assumem atitudes de orgulho e de auto-suficiência; e convida os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria que conduz à salvação e à vida plena. O Evangelho apresenta a magna carta do "Reino". Proclama "bem-aventurados" os pobres, os mansos, os que choram, os que procuram cumprir fielmente a vontade de Deus, porque já vivem na lógica do "Reino"; e recomenda aos crentes a misericórdia, a sinceridade de coração, a luta pela paz, a perseverança diante das perseguições: essas são as atitudes que correspondem ao compromisso pelo "Reino".»
Para ler a Escritura deste quarto Domingo do Tempo Comum, bem como propostas de reflexão, consulte o Portal dos Dehonianos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Semana do Consagrado

 Por decisão dos bispos portugueses, vão ser celebrados e vividos, pelo segundo ano consecutivo, de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro, a Semana do Consagrado. Trata-se de uma iniciativa para ser concretizada nas dioceses e paróquias, comunidades cristãs e religiosas, em todos os espaços eclesiais. A escolha do tema – “Vida Consagrada na Missão Igreja” – tem a ver em grande parte com a sintonia no processo sinodal em curso «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal».
«Os religiosos e religiosas de vida activa ou comtemplativa celebram a sua consagração a Deus. Seguem de perto a Cristo pobre, casto e obediente. E são felizes», pode ler-se no jornal Cavaleiro da Imaculada.

Seguir Cristo

Por sua vez o bispo de Aveiro e presidente da Comissão, D. António Francisco dos Santos, sublinhou que a semana é «um tempo de bênção em que a gratidão expressa a todos os consagrados(as) nos abre o coração para acolhermos o dom de Deus concedido à Igreja e ao Mundo em todos quantos se decidem a seguir Cristo na radicalidade da vida consagrada. No horizonte de uma iniciativa como esta (...) estão o desejo e o dever de proporcionar às pessoas e às comunidades uma oportunidade de interpelação que leve a descobrir a essência e a beleza da vida consagrada e aí faça nascer o sentido e a coragem da resposta por parte de quem hoje sente o apelo a seguir Cristo».

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Gesto simbólico no Vaticano

Papa apela à Paz

Neste domingo, 30, durante a oração mariana do Angelus, o Papa Bento XVI irá soltar duas pombas brancas da janela de seu escritório, na Praça São Pedro. O gesto do Pontífice simbolizará um pedido pela paz. A atitude do Santo Padre será vista ao vivo por centenas de crianças e estudantes italianos que estarão na Praça de São Pedro promovendo a Caravana da Paz, evento que tem participação activa da Acção Católica Romana (ACR).
De acordo com informações da agência italiana de notícias Ansa, a Caravana da Paz começará às 8h30 na Praça Navona, em Roma. Por volta das 12h, os participantes do movimento migrarão à Praça de São Pedro para assistirem à celebração presidida por Bento XVI, noticiou a agência Gaudium

Encontro nacional da Caritas

A Cáritas Portuguesa realiza no dia 29 de Janeiro de 2011, em Fátimaseu Encontro Nacional. Este encontro é promovido no âmbito de um projecto que se designa "Prioridade às Crianças", e tem como objectivos criar condições para prevenir situações que ponham as , e crianças em perigo e apoiar todas as que possam ser vítimas de qualquer tipo de maus tratos. Mais informações no sítio da Diocese do Porto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aparições da Virgem Santissima

Nossa Senhora de Medjugorje, Rainha da Paz



Mensagem de 25 de Janeiro de 2011

«Queridos filhos! Hoje também estou convosco, olho para vós e abençoo-vos, e não perco a esperança de que este mundo se transforme para o bem e a paz reine nos corações dos homens. A alegria reinará no mundo porque vos abristes ao meu apelo e ao amor de Deus. O Espírito Santo está transformando uma multidão que disse "sim". Por isso desejo dizer-vos: obrigada por terdes respondido ao meu apelo.»

Brevíssima história

Há 30 anos, Medjugorje era uma desconhecida vila rural no interior da extinta Jugoslávia. As famílias, na sua maioria pobres, trabalhavam nas suas plantações de tabaco e uva. As crianças e os jovens trrabalhavam na lavoura e estudavam. Muitos deixavam a região para procurarem melhores oportunidades noutros países da Europa. Ninguém, jamais, elegeria Medjugorje como destino de uma viagem de férias. As famílias, católicas, carregavam uma história heróica de resistência dos seus antepassados. E a geração daquela época, quando tudo começou, vivia oprimida pelo regime comunista.

Em Medjugorje não era costume falar-se das aparições de Nossa Senhora em Fátima ou Lurdes ou outra. Tanto assim que todos os videntes declaram que não sabiam que existiam aparições de Nossa Senhora.
O inicio das aparições deixou todos perplexos: os próprios jovens (eles viviam um misto de felicidade e perplexidade), seus pais e familiares, o povo da vila e redondezas, as autoridades da Igreja local e as autoridades administrativas e policiais da época, a medicina local e outras instâncias de autoridades científica.
No começo os próprios videntes tinham alguma dúvida. Vicka, orientada pela avó, levou água benta no terceiro dia, aspergiu a aparição e disse: «Se és Nossa Senhora fica.. senão vai embora!». Nossa Senhora apenas sorriu. Nos primeiros dias os seus pais procuraram o padre local sem saber o que fazer. Diziam: «Padre, eu não sei o que fazer... o meu filho diz que vê Nossa Senhora?". O padre alertava os jovens que não se devia brincar com coisa tão séria. A polícia levava-os para interrogar e para exames médicos psiquiátricos. Médicos e assistentes sociais subiram a colina para presenciar a aparição e sairam de lá perplexos. Todos os exames declaravam-nos sempres normais. No oitavo dia, fugindo da polícia, bateram na porta da Igreja e pediram protecção ao pároco, padre Jozo Zovko. Ele levou-os para dentro e lá Nossa Senhora apareceu-lhes e o padre Jozo começou a acreditar.
No dia 24 de Junho de 1981, quando primeiro se falou que Nossa Senhora tinha aparecido, foi uma quarta feira . No dia 27, Nossa Senhora apresentou-se com a Rainha da Paz. No quarto dia, após as aparições dos dias 25, 26 e 27, já se reuniram no domingo, dia 28, aproximadamente quinze mil pessoas de Medjugorje e redondezas para acompanharem o fenómeno. E a partir daí o fluxo de peregrinos nunca mais parou de crescer.
Exactamente 18 meses após o início das aparições, no Natal de 1982, Mirjana, numa aparição que durou 45 minutos, foi a primeira vidente a receber o décimo segredo e a deixar de ter aparições diárias. Nossa Senhora prometeulhe aparecer no dia 18 de maio anualmente. Naquele (dia) 25 de Dezembro, Nossa Senhora também lhe entregou o «pergaminho» onde todos os 10 segredos estão escritos com a data da sua realização. Um pouco mais tarde, orientada por Nossa Senhora, Mirjana escolhe um sacerdote que terá a missão de revelar os segredos três dias antes de eles acontecerem. Ela, que tinha a liberdade de escolher qualquer sacerdote, escolhe o padre franciscano Pedro Ljubicic. A escolha é aprovada por Nossa Senhora.
A notícia das aparições já se espalhara pelo mundo. Em 1983 o Governo da Jugoslávia autorizou peregrinações e multidões começam a afluir para Medjugorje. Também em 1983 e 1984, duas universidades de Itália e de França fazem uma profunda investigação científica médico-teológica sob a direção do Dr Henry Joieux (França), Dr Luigi Frigerio (Itália) e do grande teólogo, especialista em aparições marianas, René Laurentin, sobre os videntes e as aparições. As comissões científicas declaram a idoneidade dos videntes, a sua perfeita sanidade mental e a identificação positiva daqueles fenómenos, sob a óptica da teologia, com aquilo que a teologia mística conhece a respeito do assunto.
Apesar disso, o bispo da Diocese de Mostar, Dom Pavao Zanic, a qual pertence a paróquia de Medjugorje declara serem falsas as aparições. A Congregação para a Doutrina da Fé presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, não acata esta opinião e transfere para a Conferência Episcopal da Jugoslávia a responsabilidade das investigações.
Em Março de 1984, Nossa Senhora começa a dar as mensagens todas as quintas-feiras através da vidente Marija Pavlovic para a Paróquia de Medjugorje e consequentemente para o mundo .
Em Maio de 1985, Ivanka Ivankovic recebe o décimo segredo e deixa de ter as aparições diárias passando a tê-las a 25 de Junho anualmente. Em 1986, Ivanka, com 19 anos de idade, casa-se com Rajko Elez.
Em Janeiro de 1987, Nossa Senhora passa a dar as mensagens através de Marija Pavlovic, não mais todas as quintas-feiras, mas uma vez por mês nos dias 25 e estas permanecem até à actualidade.
Em 2 de Agosto deste mesmo ano de 1987 iniciam-se as aparições mensais para Mirjana Soldo todos os dias 2, quando Nossa Senhora vem para rezar com ela pelos incrédulos que, segundo Nossa Senhora, são os responsáveis pelos males que acontecem no mundo. Nossa Senhora sempre refere-se a estas pessoas como aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus.
Em 1989, Slavko Barbaric reúne-se com 100 jovens de cinco países diferentes que queriam aprofundar o entendimento e a vivência da mensagem de Medjugorje e realiza o primeiro Festival da Juventude com canções, orações e testemunhos. A partir desta data, todos os anos, acontece em Medjugorje o Festival da Juventude com número crescente de jovens de muitos países diferentes.
Em 1989 ocorre a queda do comunismo, levando à desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)...  Estremece-se a frágil unidade da Federação Jugoslava mantida desde o final da Segunda Guerra pela liderança do general Tito, que morrera em 1980, e pelo domínio imperialista da União Soviética. Em Setembro de 1989, Mirjana Dragicevic, com 24 anos, casa-se com Marko Soldo.
Em Abril de 1991 a Comissão Teológica definida pela Igreja como responsável por Medjugorje aceitou oficialmente Medjugorje como um lugar de oração e de adoração. E deu a autorização para peregrinações particulares (texto trabalhado a partir do original constante no sítio Queridos Filhos).

Para conhecer melhor as mensagens de Nossa Senhora recomendamos os seguintes sítios na internet: www.medjugorje.org, em inglês; www.queridosfilhos.org.br, em português-brasileiro e ainda www.ecodemaria.org.

Chamados ao ministério da reconciliação











«Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações»

Realizou-se ontem na Igreja Anglicana de St. James, no Porto, a Celebração da Palavra que encerrou a Semana de Oração pela unidade dos cristãos. O evento reuniu neste Templo as confissões cristãs presentes no Grande Porto: Igreja Católica Romana (Diocese do Porto), Igreja Evangélica Alemã do Porto, Igreja Evangélica Metodista Portuguesa (Circuito do Porto), Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica - Comunhão Anglicana (Arciprestado do Norte). De referir que a celebração seguiu a proposta das Igrejas cristãs em Jerusalém


Na Igreja de St. James, repleta de fieis, foi pedida a Deus a restauração da unidade das Igrejas, sendo reconhecido por todos as limitações próprias do Homem que impedem ainda esta unidade fiel a um só Deus, na Majestade da Santíssima Trindade. Rezou-se também pela Cidade Santa, Jerusalém, para que a paz seja restabelecida.
 
(Mt. 5, 21-26) «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. Eu, porém, digo-vos: quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco' será réu da Geena do fogo. Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»
 
Por último, refira-se que este encontro ecuménico de Oração foi promovido pela Comissão Ecuménica do Porto (C.E.P.), que tem para o corrente ano programada mais encontros de Oração, estando todos nós desde já convidados a participar. A C.E.P. disponibiliza um sítio na internet www.ecumenismoporto.org onde pode consultar o programa completo da Comissão ou colocar questões relacionadas com o assunto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Festa da Conversão de São Paulo



O Papa Bento XVI preside hoje à tradicional celebração de vésperas na solenidade litúrgica da conversão de São Paulo, encerrando a semana de oração pela unidade dos cristãos. O momento de oração vai decorrer na basílica de São Paulo fora de muros, em Roma, com início marcado para as 16.30 horas de Lisboa. Segundo comunicado oficial divulgado pelo sítio do Vaticano na internet, nesta celebração vão participar “representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais presentes em Roma”, noticia a Agência Ecclesia.
O tema escolhido para este ano – “Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações” – foi extraído do livro bíblico dos Actos dos Apóstolos, apelando ao regresso dos cristãos “aos aspectos essenciais da fé e à união”.

 As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja Copta, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igreja Ortodoxa); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Igreja Anglicana).

“Conscientes das suas próprias divisões e da sua própria necessidade de fazer mais pela unidade do corpo de Cristo, as Igrejas em Jerusalém fazem um apelo a todos os cristãos para a redescoberta conjunta dos valores que mantinham unida a comunidade primitiva”, pode ler-se. No hemisfério norte, o período tradicional para a semana de oração pela unidade dos cristãos é de 18 a 25 de Janeiro, datas propostas em 1908.


 Hoje, no Porto, a semana da Oração termina com a celebração da Eucarístia na Igreja de St. James, no Largo Júlio Dinis, às 21.30 horas, e contará com a presença das confissões religiosas presentes nesta região do País.


 As orações da semana de oração de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém e estão disponíveis na internet, no sítio do Vaticano

domingo, 23 de janeiro de 2011

Missa Ecuménica no Porto

Celebra-se no próximo dia 25 de Janeiro a Eucarístia ecuménica que encerrará a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A Missa, que contará com a presença das diferentes confissões cristãs na região do Porto, terá lugar na Igreja Anglicana de St. James, no Largo da Maternidade Júlio Dinis, às 21.30 horas.

O anúncio do Reino de Deus


















Pormenor do Tríptico de Aparecida, Arqudiocese de São Paulo, Brasil

Evangelho segundo São Mateus, 4,12-23

Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-se para a Galileia. Deixou a Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:

«Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos Gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou».

Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo».

Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.

Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens».

Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O.

Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

Como proposta de reflexão da Escritura, propomos uma visita ao sítio dos Irmãos Dehonianos, que nos oferece, também, as outras leituras escolhidas para este terceiro Domingo do Tempo Comum.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em Missão, 2011

A Diocese do Porto está a fazer a avaliação da Missão 2010, que no passado ano dinamizou o Espírito de Evangelização nesta região. D. Manuel Clemente, neste vídeo, aponta como necessária a continuação desta Missão, sempre com o objectivo de tornar o Evangelho uma realidade de vida, urgente e necessária nesta Diocese e, também, em toda a sociedade.

Entretanto, deixamos aqui parte do programa de Janeiro e as actividades pensadas para Fevereiro:

Janeiro

26 – Conselho Episcopal
30 – Inicio da Semana da Vida Consagrada (V)

Fevereiro


02 – Dia do Consagrado (V)
05 - Jornada Diocesana da Família (F)
06 – Encerramento da Semana da Vida Consagrada (V)
06 - Encontro com a Palavra (EC)
8/13 - Jornadas Diocesanas do Dia Mundial do Doente (S)
12 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)
14/17 – Jornadas Pastorais do Clero
19 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)
23 – Conselho Episcopal
26 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)

Consulte o sítio da Diocese do Porto

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ao abrigo dos sem-abrigo

A Paróquia de Carregosa com os Sem-abrigo

No passado dia 8 de Dezembro, alguns jovens da paróquia de Carregosa juntaram-se a elementos de outras paróquias da zona do Porto e organizaram uma visita aos sem-abrigo. O objectivo era distribuir bens alimentares, escutá-los e conhecer um pouco mais a sua realidade. Foi muito gratificante viver esta experiência, porque temos a imagem de que os sem-abrigo são pessoas diferentes de nós, mas chegamos à conclusão de que qualquer um de nós pode chegar a essa situação.
Fomos recebidos por eles com carinho e alegria. Referiam-se a nós como “gente boa”, não só pelos alimentos que lhes dávamos, mas pela atenção que lhes prestávamos. O que mais nos sensibilizou foi sentir da parte deles a necessidade de serem escutados e de partilharem connosco as suas histórias de vida.
Estes momentos de partilha foram baseados na oração, porque foi assim que demos início e também como terminámos.
Na última paragem concluímos com um momento muito bonito em que todos nós, incluindo alguns sem-abrigo, demos as mãos e em círculo agradecemos a Deus.

Ler notícia completa no Blog da Paróquia de Carregosa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Natal nas Igrejas do Oriente

«A Epifania pré-anuncia a abertura universal da Igreja chamada a evangelizar toda a gente». Disse do Papa durante a oração do Angelus, no passado dia 6, na qual recordou as Igrejas do Oriente - que entretanto celebraram o Natal sob um clima de grande tensão. «A bondade de Deus, revelada em Jesus, consola as comunidades nas provações», acrescentou Bento XVI.

O Santo Padre afirmou também que a Epifania é a Jornada Missionária da Infância, proposta pela Obra Pontifícia para a Santa Infância. Também as crianças, organizadas nas paróquias e nas escolas, «formam uma rede espiritual e de solidariedade para ajudar os coetâneos que se encontram em dificuldade», disse Bento XVI.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Famílias de mãos dadas

Frade capuchinho desafia famílias a unirem esforços, para uma resposta de proximidade à pobreza envergonhada.

O religioso capuchinho Frei Fernando Ventura está a promover nas redes sociais a campanha “Famílias de Mãos Dadas”, desafiando as famílias portuguesas a entrar no combate à crise económica e social.
Num comunicado enviado à agência Ecclesia, o biblista considera urgente a “criação e reforço de redes de solidariedade, ao nível da base, capazes de responder localmente às situações sobretudo de pobreza envergonhada”. “Se cada família for capaz de adoptar outra família, não há crise que nos vença” sublinha ainda Frei Fernando Ventura.
A segunda ideia desta campanha, divulgada através do Facebook, é “disponibilizar um espaço de partilha de experiências positivas de Solidariedade e não só de caridadezinha”.
Num ano em que “vamos ser inundados por notícias fatalistas” diz o frade capuchinho, esta iniciativa pretende tocar sobretudo os “optimistas informados, conscientes das dificuldades mas empenhados em mudar o possível à sua volta”.
“Famílias de Mãos Dadas” é a segunda iniciativa promovida pelo Frei Fernando Ventura em 2011. Recorde-se que, no início do ano, o religioso católico tinha lançado o projecto “um segundo para Deus”, no qual pedia que o primeiro instante do ano novo fosse dedicado à comunhão espiritual com todas as pessoas do planeta, independentemente das suas convicções religiosas, num “abraço universal”.