domingo, 11 de junho de 2017

Saída de Junho

Neste mês de Junho voltamos à rua no próximo dia 14, Quarta-Feira.

Considerando a experiência dos meses anteriores manteremos a forma de organização e distribuição, e a quantidade de farnéis a entregar individualmente, como segue:

Local de encontro: Centro Paroquial de Aldoar
Data: 14 de Junho
Hora: 20h30
Saída às 21h00

Preparação:

Oração de saída ao cuidado dos jovens das paróquias de Carregosa/Vila Cova de Perrinho/Chave

ML - 15 sacos e um termo de café/café com leite 
Drª. Virgínia - 10 sacos
CF - 10 sacos e sumo
Jovens de Carregosa/VCPerr/Ch - 35 sacos, café/café com leite/sumo

Boa preparação.

ML/CF

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Na rua em Maio de 2017

Neste mês de Maio, mês de Maria, voltamos à rua no próximo dia 10, Quarta-Feira.

Considerando a experiência do mês de Abril manteremos a forma de organização e distribuição, e a quantidade de farnéis a entregar individualmente, como segue:

Local de encontro: Centro Paroquial de Aldoar
Data: 10 de Maio
Hora: 20h30
Saída às 21h00

Preparação:

Oração de saída ao cuidado dos jovens das paróquias de Carregosa/Vila Cova de Perrinho/Chave

ML - 15 sacos
Drª. Virgínia - 10 sacos
CF - 10 sacos
Jovens de Carregosa/VCPerr/Ch - 35 sacos

Boa preparação.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Páscoa Santa

Resultado de imagem para pascoa feliz postal


Uma Santa e Feliz Páscoa neste ano de 2017 para todos os elementos de Franjas Sociais.
Dia grande o da última Quarta-Feira! De uma assentada regressaram dois à actividade depois de um afastamento forçado que durou cerca de um ano. Durante todo esse tempo foi o Diogo que teve a tarefa de conduzir os voluntários que asseguraram as visitas regulares aos nossos amigos da rua, sem falhas. Ao Diogo e às equipas dessas Quartas-Feiras o reconhecimento e a nossa gratidão pelo seu espírito de dedicação aos nossos amigos e pela teimosia em manter activo o apoio que Franjas Sociais tem por objectivo prestar-lhes.
Por esse apoio continuado e pelo nosso regresso damos graças a Deus.
Retomámos o rumo dos bairros. O Aleixo parece reduzido a um resíduo do que foi como supermercado de distribuição e consumo. Nem meia dúzia vieram procurar-nos. Dentre eles o Miguel, pessoa que foi bem constituída mas que agora está seco e magro.
- Sabe quem é este? - pergunta-nos enquanto nos mostra um cartão pessoal com foto.
- ...
- Este sou eu há uns anos! Era segurança, praticava Kickboxing...
Pois... A figura é a de um atleta mas a pessoa é um perfeito arremedo do que foi. Falámos um pouco na tentativa de lhe restituir algum amor próprio, o suficiente para que possa tentar a emenda do seu actual percurso, mas mostrou-se bastante irredutível e descrente porque as coisas da fé nada lhe dizem.
Pinheiro Torres: íamos desistir desse bairro quando deparamos com a equipa dos Médicos do Mundo, e, junto deles, um dos nossos velhos conhecidos do Aleixo. Era o bastante para pararmos. Depois desse outros vieram e, um deles, disse-nos que era por Deus o ter-nos encontrado pois que estava sem comer. O Paulo era a magreza em pessoa. Com carinho peguei-lhe no braço e senti perfeitamente o úmero, o rádio e o cúbito! Enquanto comia com avidez o que lhe demos, ia deixando sair um ou outro lamento:
- Trinta anos nisto!... Estou farto!...
Lamentava-se pelos anos que tinha e pela vida que não aproveitava.
Lá lhe fomos dizendo que não precisava de passar fome porque havia locais onde distribuíam gratuitamente refeições.
- Mas isso é na cidade! Já viu, estou ali junto à praia que é onde faço algum dinheirinho, como é que eu posso ir à cidade? Quando tenho algum é para o "vício", e se sobra é que posso comer alguma coisa...
É assim o percurso de quem está "agarrado": tudo é orientado para a próxima dose, o resto passa a ser secundário, e a vida destas pessoas decorre unicamente entre o local de fornecimento e o de angariação...
De conselho em conselho fomos encaminhando a conversa para a possibilidade de deixar a droga. Dissemos-lhe que para isso terá de alimentar a fé e manter a esperança, e que nunca deverá perder a oportunidade de ajudar alguém que precise. Nesta altura apontou para um saco de plástico com roupa:
- Sabe para quem é isto? É para um rapaz que mo pediu porque estava a precisar de roupa, e eu dei-lho.
E sabe para que é que eu o queria? Era para vender e fazer algum para a droga. Mas porque aquele me disse que estava a precisar optei por lho dar... A droga espera!
Um dia, num destes relatos, eu escrevi que também havia pérolas no entulho. Neste dia começámos por meditar e rezar parte da Via Sacra de Jesus. O encontro com o Paulo fez-nos recordar o de Jesus com o Bom Ladrão, - que não era nenhuma pérola, antes um salteador justamente condenado face à lei dos homens, - mas que, naquela reviravolta surpreendente, nos demonstrou que todos podemos alcançar a Misericórdia Divina se nos arrependermos e mudarmos de vida. O Paulo, sem mudar a sua vida por causa do domínio que a droga sobre ele exerce, tem um coração de manteiga que se compadece com a dor alheia, e isso é amor ao próximo, é amor a Deus.
Em São Bento esperavam-nos os restantes companheiros da noite ao redor do Sebastião, que se divertia divertindo.
Tirámos uma foto de conjunto, fizemos a nossa oração de agradecimento na tradicional roda, e terminámos dando as "Boas noites" a Maria, nossa Mãe e Rainha do Céu.
Os nossos amigos de Carregosa rumaram a suas casas. No meu caminho segui à Batalha onde deparei com uma carrinha que distribuía alimentos. Parei: eram as "Meninas de Espinho", três amigas que distribuem na Rua de Júlio Dinis e na Batalha. Batalha? Então e o refeitório social?!... 
- Só não se pode distribuir refeição quente.
Cercavam o carro muitas das caras conhecidas, utentes habituais da Batalha, que começaram a criticar o serviço do refeitório quer quanto à quantidade quer quanto à qualidade.
Fiquei a pensar: que fazer? Continuar a distribuição na Batalha é um convite a não mudar nada na rua, não o fazer pode significar deixar alguns sem pão...
Mas... vendo o aspecto geral dos reclamantes - fizeram-me lembrar a maioria dos utentes da Rua Júlio Dinis - que estão na rua apenas à hora da distribuição, ainda que, às vezes, até altas horas, por vício de vida e não propriamente por precisão, pareceu-me que o grau das suas exigências tem mais a ver com certa habituação do que com a necessidade. 
Temos visto nas sucessivas idas à rua que se movimentam de um para outro lado sem dificuldade. Neste mesmo dia o Sebastião, com quem alguns minutos antes  tirámos uma foto em São Bento, apareceu pouco depois na Batalha na distribuição das "Meninas de Espinho"...
Por isso, se houver quem precise, tem como alternativa deslocar-se um pouco a São Bento ou à Câmara...
Concordamos com a criação de espaços e lugares em que os amigos da rua possam viver com mais dignidade. Com política ou sem ela, os refeitórios sociais tentam responder a uma sua evidente necessidade, e acompanhamos a sua criação e existência. Por isso, numa primeira análise e pelos motivos descritos, rejeitamos a hipótese de retomar a distribuição na Batalha.
Na rua queremos alimentar pessoas mas não alimentar vícios.
E dar bom conselho também é uma obra de misericórdia.

Santa Páscoa!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A Ressurreição na rua

Bom dia caros amigos!

Hoje é dia de boas notícias para o nosso grupo: depois de uma ausência prolongada por motivos de saúde, o José Augusto e eu voltamos à rua.

Assim, na próxima Quarta-feira retomamos as duas rotas: cidade e bairros, com duas viaturas, e reforçamos a distribuição com mais 15 sacos, que ficam a cargo de:

- ML/Virg/C: 35 + um termo de café/café com leite e um garrafão de sumo de limão;

- Carregosa/VC/Chave: 40 + café e sumo

Atenção: Não esquecer os copos!

A oração de partida fica ao cuidado dos jovens do grupo do Crisma.

A oração final será feita junto à Estação de S. Bento no caso de termos a companhia de um grupo de jovens estrangeiros do Erasmus que se propuseram ir connosco.

Como estamos na Semana Santa iremos aproveitar para sensibilizar os nossos amigos da rua para a importância das coisas de Deus e da necessidade de ajustamento das nossas atitudes e opções à mensagem do Evangelho.

Boa preparação!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Caros amigos:

No próximo dia 8 voltamos à rua ao encontro dos amigos sem-abrigo.
Porque, como era já previsível, o apoio resultante do aparecimento de novos grupos de voluntários e da entrada ao serviço do primeiro refeitório social na Ordem do Terço e Caridade fez diminuir o número de pessoas necessitadas de ajuda, vamos preparar este mês apenas 50 rações individuais, assim distribuídas:

Virg/ML/CF: 30
Carregosa: 20 + café/chá/café com leite

A base das rações a distribuir mantém-se, devendo conter como mínimo:

- 2 sandes
- 1 peça de fruta
- 1 pacote de leite com chocolate
- 1 doce
- 1 salgado

Em avulso distribuir-se-á pão, doces e salgados que houver.
Como estamos em tempo bastante frio, recomenda-se levar alguns cobertores para quem precisar.

Boa preparação!

Oração ao Divino Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo
Enchei os corações dos vossos fiéis
E acendei neles o fogo do Vosso Amor.
Enviai, Senhor, o Vosso Espírito
E tudo será criado,
E renovareis a face da Terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos rectamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

Cântico a Maria para o final da noite:

Boa noite, boa noite, Maria!
Boa noite, minha Mãe! (bis)

O dia foi lindo p'ra mim, 
Foi lindo p'ra Ti,
Harmonia!
Vivemos na mesma cruz
Junto com Jesus,
Maria!

Boa noite, boa noite, Maria!
Boa noite, minha Mãe! (bis)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Nomeação de moderadores

Franjas Sociais tem vindo nestes últimos tempos a depender de modo quase exclusivo da acção e dedicação das pessoas de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave. Dentre esses elementos alguns têm vindo a assumir encargos e tarefas que permitem a congregação, orientação e deslocação do grupo, como responsáveis directos da sua constituição e acção na rua, facto que justifica que também possam aceder às publicações deste espaço com a independência que o mesmo permite. Assim, por acordo dos actuais 4 administradores decidiu-se:
1º. Nomear moderador a Diogo Aguiar;
2º. Nomear moderador o responsável directo do grupo do segundo ano do Crisma, que será, até Setembro, André Feitais, data em que será substituído pelo novo responsável nomeado para o ano seguinte.


Franjas Sociais

terça-feira, 28 de junho de 2016

Refeitórios Sociais

Amigos:

Hoje venho dar a conhecer a evolução do processo de criação dos restaurantes sociais que vão funcionar brevemente na cidade, começando pelo que vai abrir no edifício do Hospital do Terço, à Batalha, a partir de meados do próximo mês de Julho.
A notícia foi divulgada na reunião realizada no local do refeitório no passado dia 20 em que esteve presente em representação de Franjas Sociais o nosso amigo Luís Barroco, que, informando, redigiu o texto que segue.

"Decorreu no passado dia 20, no Hospital do Terço, no Porto, uma reunião entre todos os envolvidos no combate a situações de probreza e extrema probreza , para acertar agulhas quanto à abertura do restaurante solidário, prevista para meados do próximo mês de julho. Será o primeiro de uma série de quatro pensados para a cidade de forma a cobrir situações de carência nutritiva identificadas pelas associações de solidariedade social e voluntários que diariamente percorrem as ruas desta cidade.
A iniciativa, que conta também com a participação da câmara municipal e a segurança social da cidade e outras entidades, está inscrita na acção interventiva do Núcleo de Inserção da Pessoa Sem Abrigo, do Porto, e pretende não só fornecer uma refeição diária nutricionalmente equilibrada a todos os que lá se deslocarem, como também poder identificar com maior assertividade as diversas carências que caracterizam as populações desfavorecidas e excluídas e assim poder promover uma melhor inclusão.
O restaurante solidário funcionará diariamente nas instalações do Hospital do Terço, com um horário previsto entre as 20h e 22.30h, todos os dias."

Luís Ricardo Barroco

Segundo informações complementares que nos têm chegado, a confecção das refeições fica a cargo das irmãzinhas com apoio de voluntários dos diversos grupos, e estes fornecerão os géneros necessários e os restantes complementos que até agora   têm obtido nas confeitarias.
É evidente que a abertura deste e dos restantes refeitórios, pela forma de funcionamento e horário de distribuição das refeições nos vai fazer adequar o nosso modo de estar na rua.
Prevê-se que, a partir do funcionamento pleno dos refeitórios, seja impedida a distribuição de refeições nas ruas da cidade. Se assim for, teremos de rever a nossa actuação futura, limitando-nos, por exemplo, a simples visitas aos locais de ajuntamento, que esses nunca vão desaparecer. Para isso, temos pelo nosso lado o conhecimento e empatia já criados que nos vem facilitar a tarefa.
Para já, e porque ainda temos essa possibilidade, poderemos continuar a distribuição noutros locais da cidade.
Por outro lado, porque a falta de voluntários do Porto que possam colmatar a falta da segunda viatura aconselhou à redução do número de kits a distribuir, e essa falta permanece, e porque convém assegurar que a noite não se torne demasiado longa para permitir o regresso atempado a casa dos jovens de Carregosa, sugere-se à administração do grupo que mantenha para a próxima saída o número máximo de 70 kits eliminando a volta pelos bairros e isolados.
Para Agosto, e em função dos resultados da saída de Julho e da distribuição que ocorrer na Batalha, convém fazer nova actualização das quantidades.

F. S.

Refeitórios Sociais

Amigos:

Hoje venho dar a conhecer a evolução do processo de criação dos restaurantes sociais que vão funcionar brevemente na cidade, começando pelo que vai abrir no edifício do Hospital do Terço, à Batalha, a partir de meados do próximo mês de Julho.

A notícia foi divulgada na reunião realizada no local do refeitório no passado dia 20 em que esteve presente em representação de Franjas Sociais o nosso amigo Luís Barroco, que, informando, redigiu o texto que segue.

"Decorreu no passado dia 20, no Hospital do Terço, no Porto, uma reunião entre todos os envolvidos no combate a situações de probreza e extrema probreza , para acertar agulhas quanto à abertura do restaurante solidário, prevista para meados do próximo mês de julho. Será o primeiro de uma série de quatro pensados para a cidade de forma a cobrir situações de carência nutritiva identificadas pelas associações de solidariedade social e voluntários que diariamente percorrem as ruas desta cidade.
A iniciativa, que conta também com a participação da câmara municipal e a segurança social da cidade e outras entidades, está inscrita na acção interventiva do Núcleo de Inserção da Pessoa Sem Abrigo, do Porto, e pretende não só fornecer uma refeição diária nutricionalmente equilibrada a todos os que lá se deslocarem, como também poder identificar com maior assertividade as diversas carências que caracterizam as populações desfavorecidas e excluídas e assim poder promover uma melhor inclusão.
O restaurante solidário funcionará diariamente nas instalações do Hospital do Terço, com um horário previsto entre as 20h e 22.30h, todos os dias."

Luís Ricardo Barroco

Segundo informações complementares que nos têm chegado, a confecção das refeições fica a cargo das irmãzinhas com apoio de voluntários dos diversos grupos, e estes fornecerão os géneros necessários e os restantes complementos que até agora   têm obtido nas confeitarias.
É evidente que a abertura deste e dos restantes refeitórios, pela forma de funcionamento e horário de distribuição das refeições nos vai fazer adequar o nosso modo de estar na rua.
Prevê-se que, a partir do funcionamento pleno dos refeitórios, seja impedida a distribuição de refeições nas ruas da cidade. Se assim for, teremos de rever a nossa actuação futura, limitando-nos, por exemplo, a simples visitas aos locais de ajuntamento, que esses nunca vão desaparecer. Para isso, temos pelo nosso lado o conhecimento e empatia já criados que nos vem facilitar a tarefa.
Para já, e porque ainda temos essa possibilidade, poderemos continuar a distribuição noutros locais da cidade.

Por outro lado, porque a falta de voluntários do Porto que possam colmatar a falta da segunda viatura aconselhou à redução do número de kits a distribuir, e essa falta permanece, e porque convém assegurar que a noite não se torne demasiado longa para permitir o regresso atempado a casa dos jovens de Carregosa, sugere-se à administração do grupo que mantenha para a próxima saída o número máximo de 70 kits eliminando a volta pelos bairros e isolados.

Para Agosto, e em função dos resultados da saída de Julho e da distribuição que ocorrer na Batalha, convém fazer nova actualização das quantidades.

F. S.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A noite de ontem

A noite ontem foi diferente. Sem o Carlos por perto as coisas não têm o mesmo sabor mas o grupo de 5 carregosenses saiu e a volta terminou por volta das 01,00 horas de hoje.
Nos locais habituais de concentração na cidade, principalmente na Batalha, a sensação é de ganância em tentar sempre algo mais, mesmo que na mão esquerda já estejam três sacos de outras carrinhas.
Demos uma vista de olhos pelas ruas da cidade e deparamo-nos com cerca de 6/7 pessoas a dormir na Santa Catarina, um na trindade e mais alguns em locais não sei identificar.
Em São Bento sempre aparecem pessoas com fome, com verdadeiras necessidades, mesmo que tenhamos que esperar 20/30 minutos para "atendermos" 10/15 pessoas. Mas acho que vale a pena.
Terminamos no Aleixo onde nos "varreram" tudo o que tínhamos avulso.
Publico agora a oração que distribuímos com os kit's.
Ó Deus, pai bondoso e misericordioso, que aceitou Santo António como testemunha do Evangelho e mensageiro da paz em meio a seu povo, escuta a prece que te rogamos pela tua intercessão.
Santifica cada família e ajuda-as a crescer dentro da fé; conserve nessa unidade, a paz e a serenidade. Abençoe nossos filhos, proteja os jovens.
Socorre todos aqueles que passam pela doença, pelo sofrimento e pela solidão. Dai-nos forças nas dificuldades de todos os dias, doando-nos o teu amor.
Santo António, rogai por nós. Amém. 
Avé Maria…
Pai Nosso…
Glória…
Gosto
Comentar
Comentários
Carlos Fernandes Parabéns, amigos, pela vossa determinação e saudável teimosia que permitiram alongar esta noite para além do desejável. Não lamentem nunca a falta de quem não está, mesmo que seja a deste escriba, Ninguém é insubstituível e cada qual tem o seu lugar para aderir e somar pontos pelo seu SIM! Deus, que a todos ama, tem uma predilecção especial pelos que se LHE dedicam. O meu abraço muito grande.

9 de Junho de 2016

domingo, 5 de junho de 2016

Nova etapa e o grupo continua...

Amigos:

Nem tudo pode ser como queremos.
Iniciámos vai para 11 anos este lindo sonho de nos dedicarmos à prática do Evangelho cumprindo o mandamento de amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, sobretudo na pessoa dos mais débeis, que são, no dizer de Cristo, a sua imagem mais perfeita.
Para isso nos aproximámos sem receio nem temor de cada um que encontrámos no caminho fossem eles limpos ou asseados, saudáveis ou doentes,  abstémios ou dependentes da droga ou do álcool, com aparência sã ou dos leprosos que se aproximaram de Jesus, como nos diz o Evangelho.
Levámos à rua o nosso coração procurando ensinar a amar o outro. No fim das nossas noites deixámos a paz e a tranquilidade que nos invadia invadir também os que partilharam a nossa oração final. Maria estava connosco e ficava com eles também no "Boa Noite" que deixava as melodia suspensa no ar...
Foram noites de frio, de sujeição aos elementos que, às vezes, se desencadeavam com fúria sobre nós, e outras em que o céu parecia cobrir-nos com a sua bênção.
Durante estes anos procurámos encontrar soluções para o alojamento de quem passava as suas noites ao relento. Vimos que isso nos ultrapassava, mas Deus mandou a outros encarregarem-se dessa tarefa, e hoje, vemos montado um sistema de protecção mínimo que vai assegurando um pouco esse fim, no nosso caso, por meio da NPISA.
Sem querer parar, cheguei a um ponto em que me não deixam continuar do mesmo modo o apoio na rua.
Mas vou e vamos continuar, ainda que reduzindo a nossa participação à medida do esforço que podemos despender. Os amigos da rua vão deixar de me ver como até aqui mas sei que irão ser acompanhados com mais empenho por todos aqueles a quem este testemunho fica entregue. O meu papel vai limitar-se à rectaguarda enquanto Deus assim quiser, porque não está no meu pensamento abandonar alguma vez a sua imagem na pessoa dos mais débeis.
Franjas são franjas, não são o tecido em si mas algo que dele resta quase que como sobra que não conta para o principal.
As franjas sociais também são o que a sociedade não considera como parte do todo útil mas como uma excrescência social que se dispensaria e até incomoda.
É essa excrescência que tem constituído o objecto da nossa acção na rua e que gostaria de ver continuar por todos quantos têm o coração sensível e o desejo de auxiliar e acudir aos mais frágeis.

Franjas Sociais são neste caso não uma pessoa isolada ou grupo restrito, mas um grupo aberto à participação de quem comunga deste ideal e quer estar com eles e connosco na rua.
Diz S. Paulo que há três virtudes principais: Fé, Esperança e Caridade, mas que a maior de todas é a Caridade". 
É a essa virtude que queremos dar prioridade e continuar a nossa acção enquanto Deus quiser e permitir.

Graças a Deus!

C. F.
 


quinta-feira, 14 de abril de 2016

13 de Abril de 2016


Ontem foi dia de ir à rua, ou melhor, noite. Uma noite que prometia chuva mas que, afinal, nos poupou.

Partimos com 115 merendas recheadas com bastantes doces e muitas amêndoas que faziam pesar exageradamente os sacos.

Divididos em dois grupos avançámos pelos bairros e pela cidade. Naqueles fomos surpreendidos pelo número dos que nos procuraram na "lavandaria" do Aleixo, e pelo diálogo com dois utentes da 1ª. Torre, que se confessaram adictos à droga, atribuindo a essa inclinação ou fraqueza as culpas das suas escolhas...

É evidente que, seja qual for a inclinação de cada um, creio que nunca se poderá desresponsabilizar totalmente cada qual pelo sentido das suas opções pondo de lado a capacidade de uso da liberdade que Deus nos concedeu. Daí que não pareça correcto “atirar para o lado" as culpas de se manter apegado ao vício.

Também aí tivemos outra surpresa: atendemos uma senhora já nossa conhecida de outras visitas ao Aleixo, relativamente jovem, e reservada. Saiu do “buraco” onde se refugiam os dependentes e veio ter connosco. Pouco depois chega um jovem de automóvel que se lhe dirige, cumprimenta-a, e, delicadamente, beija-lhe a mão…

Simplistamente, temos a ideia que o Aleixo, e outros “aleixos” que por aí há, só são frequentados por pessoas dos bairros onde o nível de educação não destoa do ambiente. Porém, o caso de ontem deixa-nos a pensar que também a gente “fina” pode acabar por fazer do Aleixo a sua casa onde vivem e pernoitam! Uns vão e vêm, outros estacionam.

Adictos ou não, o que é certo, é que é enorme o trambolhão das suas vidas e das suas pessoas subjugadas à dependência em que se deixaram mergulhar!

Esperemos que cada um, consciente do beco em que se meteu, se esforce e vá procurando saídas para uma vida melhor e digna.

Os recados vão ficando, deixados discretamente nestas visitas à espera que este e outros impulsos façam germinar a boa semente.

Demos um passo, esperamos os deles, e confiamo-los a Deus…
Franjas Sociais

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Festa de Natal

A nossa Festa de Natal com pessoas sem-abrigo na Porta Solidária

Esta é apenas uma visão, uma opinião do que foi a nossa noite do passado dia 27. Não se diz tudo o que foi ou representou para quem lá esteve e deu o seu contributo efectivo para a realização da festa. Mas, a presença de cerca de 65 (sessenta e cinco!) elementos voluntários vindos de Carregosa, Vila Cova de Perrinho, e Chave, mais 15 do grupo de cantares, num total de oitenta (!) é indicativo do interesse e empenho que a festa lhes mereceu para virem de tão longe estar com aqueles a quem se dedicam ao longo do ano.
Disso se deu conta o Sr. Bispo do Porto (melhor dito da diocese do Porto) que quis pessoalmente agradecer a maciça presença do voluntariado de Carregosa, Vila Cova de Perrinho, e Chave como fez questão de fazer no local.
Não é o grupo "Franjas Sociais" que está aqui de parabéns pela marcada presença que, por seu intermédio, teve na festa, pois que se pode dizer com propriedade que o grupo vale sobretudo pelo que vale o dinamismo, a juventude, a alegria e a presença destes jovens dando corpo e forma ao "Franjas Sociais".
Trabalhou-se com entusiasmo, participou-se com entusiasmo, e terminámos a noite cantando cá fora, numa grande roda como sempre fazemos na rua, o cântico de agradecimento e despedida do "boa noite, boa noite Maria, boa noite minha Mãe...".
Creio que a sugestão daquela jovem de Oliveira de Azeméis de cantarmos a Maria na despedida aquele "Boa noite" terno, calmo e sentido é testemunho de que a mensagem que queremos levar à rua foi plenamente assumida por cada um, existe em nós e a devemos partilhar.
No fim de um ano de trabalho, no momento da passagem do testemunho aos jovens das três paróquias do concelho de Oliveira de Azeméis, sinto a obrigação de expressar aqui a alegria e a gratidão pelo facto de os termos tido connosco desde há cerca de nove anos, e, especialmente, neste ano que termina, e a certeza de que o testemunho lhes fica muito bem entregue pelo que lhes desejamos duplamente um Bom Ano de 2016 - neste caso, nas suas vidas e no comando do grupo.

Um Bom Ano Novo para todos.


Franjas Sociais

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Boas Festas


A todos os integrantes, amigos e colaboradores do grupo Franjas Sociais desejo um Santo Natal de Jesus, e que Ele continue a nascer todos os dias nos nossos corações para o podermos levar àqueles que o não têm.
Que o Novo Ano traga a todos a tão desejada PAZ, aquela Paz que só Deus pode dar ao mundo.
Que no ano que está prestes a começar possamos continuar a nossa missão de levar à rua um pouco do calor e da ternura que Deus semeou nos nossos corações para que todos saibam que Ele é PAI, que nos ama e quer que todos nos amemos como irmãos.

Franjas Sociais

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Saída, Missa de Natal e Jantar de Natal

Na última saida, além da habitual companhia dos jovens do grupo do Crisma das paróquias de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave, tivemos também a dos jovens da catequese de Aldoar e respectivos catequistas. Para os primeiros foi uma nova experiência de que certamente retiraram lições para a sua ainda curta vida.
Da nossa parte, habituados como estamos aos encontros destas noites, sentimos que a larga roda de oração que no final se formou na Praça da Batalha trouxe à noite o toque sentimental e a aura espiritual que podem passar despercebidos nos breves encontros individuais tidos nas ruas e vielas da cidade, e a todos o abraço que não damos habitualmente por questões de ética social.
O silêncio que se estabeleceu e a tranquilidade que deixaram no ar da Praça as últimas notas daquele "Boa noite, Maria" entoado com sentimento pelos presentes, valeram bem o sacrifício de termos "estendido" a noite para além das 24h, e adiado o regresso a casa para hora tardia e desusada, para alguns a mais de 50 Km... Os amigos da rua assim o denotaram, abraçando-nos quase que com sofreguidão, como quem quer aproveitar até ao fim aquele momento de atenção e felicidade. Daí o interesse em saber da nossa próxima passagem:
- Quando voltam?...
Pois voltaremos se Deus quiser no próximo dia 9 de Dezembro.

Neste mês, como nos outros anos, espera-nos um calendário bem preenchido:

Assim,

1º. - Dia 9 de Dezembro será a nossa saída;
2º. - Dia 16, às 21h00, a Missa de Natal na igreja da Trindade organizada pelo grupo "Sacos Ternura" de Teresa Olazabal e amigos;
3º. - Dia 28, às 19h00, o Jantar de Natal na igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Praça Marquês de Pombal.

Quanto ao primeiro, e porque se vêm multiplicando os grupos de apoio nas ruas da cidade, organizaremos 100 kits, distribuídos como habitualmente:

ML/CF/V/Alcina: 50 kits + café/café com leite
Escuteiros: 25 kits + café/café com leite
Carregosa/VCP/Chave: 25 kits + café/café com leite

Há cobertores que sobraram da última saída, que levamos para o caso de serem necessários.

Não esqueçam os copos!

Quanto ao terceiro ponto, o Sr. Pe. Rubens pede a nossa colaboração em voluntariado, na animação, e para fornecimento de fruta, sumos, sobremesas e chocolates com vista a preparar jantar e prendas para 400 pessoas.

Como o dia 28 cai numa Segunda-feira e o Natal é no Sábado anterior, os chocolates e outros artigos destinados a prendas devem ser entregues na Paróquia o mais cedo possível, no máximo até Quinta-feira, dia 23, de modo a permitir a preparação dos sacos individuais a entregar no fim do jantar.

Os restantes bens não deterioráveis podem ser entregues até Domingo, e os doces e rabanadas na própria Segunda-feira antes do jantar.

Os voluntários devem comparecer na paróquia às 15h00 para organização das equipas e do serviço.

Utilizemos este período para preparação dos eventos que se aproximam e do próximo Natal.

Franjas Sociais

domingo, 16 de agosto de 2015

Em férias, na rua...

Pensando que já aprendemos tudo o que havia a aprender na rua somos surpreendidos uma ou outra vez por actos e factos que nos fazem questionar-nos.
Tendo criado o hábito quase mecânico de calcorrear quase sempre as mesmas ruas e os mesmos becos, pouco mais esperamos encontrar que os mesmos rostos e situações, a permanente necessidade estender a mão ao pão que levamos, e a ânsia de receber um pouco do ânimo de que carecem.
No meio de experiências noite-a-noite repetidas não esperamos ser habitualmente surpreendidos, mesmo depois de gasto em cada noite com os mesmos personagens o mesmo "latim", de que não se vêm resultados.
A passada noite do dia 12 foi rica em encontros, de que destacamos dois. Logo no início, o primeiro deles: tínhamos acabado de estacionar no Pinheiro Torres quando passa por nós um automóvel utilitário, que pára logo adiante, e de onde sai uma senhora radiante, eufórica!
- Estou limpa!... - exclama ela.
- Frequentou um programa? - perguntámos.
- Não!... Fiz tudo sozinha!
- Como?!
- A frio...
- Como conseguiu?
- Foi a Fé. Se não fosse a Fé que tenho nunca conseguiria.
- Mas... a frio! Como ultrapassou a ressaca?
- É que o que eu sofri até ali foi muito pior que o que sofri para deixar!
- Mas se assim fez que vem aqui fazer? Não era melhor deixar de vez este bairro?
- Já deixei! Hoje só vim buscar o meu cãozinho!
Percebemos que a V... tinha uma imperiosa necessidade de gritar ao mundo o resultado da sua vitória e de se nos mostrar limpa e asseada, limpa do vício e bem "deste lado".
E embora sentíssemos que nada fizemos para aquele resultado, percebemos também que a força da V... resultou não só da sua determinação mas também dos muitos convites e insistências que, durante meses e anos, lhe fomos fazendo. É por isso e para que outras V.... se decidam a dar o passo decisivo que temos de continuar a dar o nosso empurrãozinho àqueles e àquelas precisam de um pouco de mais impulso para mudar as suas vidas.
O segundo foi um não-encontro: soubemos que o Daniel foi desalojado do seu lugar na rua, que lhe foi tomado por um casal que o maltratou. Refugiou-se no cais, sob uma lona... Na hierarquia da vida ainda se pode descer abaixo do patamar!...

Franjas Sociais



quinta-feira, 9 de julho de 2015

8 de Julho de 2015

Os dias de ida à rua são sempre de expectativa: o que se consegue arranjar, quem vai...
Ontem foi mais um dia desses. Fomos preparando as coisas desde a véspera contactando e recolhendo alimentos na Re Food da Foz, de onde veio algum pão, fruta, doces e salgados que, não sendo em quantidade suficiente amenizaram o peso dos nossos gastos, e possibilitaram uma melhor gestão antecipada das disponibilidades.
Esta experiência servirá para as próximas saídas dado que a Re Food pass...ará a substituir-se aos Pinhais da Foz, onde íamos recolher algumas sobras.
Ficamos com mais tempo disponível no dia da saída e a saber com o que podemos contar, pois essa recolha é antecipada para as 22h00 da Terça-Feira anterior.
Eramos 9: 3 individuais e 6 de Carregosa. Demos a volta, uns pela cidade e outros pelos bairros e parte da cidade onde não é muito habitual passar.
Em cada paragem repetia-se o ritual: falar, distribuir e partir. Nuns pontos com mais demora, noutros apenas com a suficiente. Tudo em função da carência dos circunstantes. No Carregal, fomos encontrar o Sr. António decaído, com a comida que lhe tinham deixado desde a véspera intacta ao lado... Queixou-se: estava doente! Não estava conversador como de costume e permaneceu deitado como estava. Está mais magro e abúlico. Tinham saído de junto dele momentos antes os médicos que apoiam os sem-abrigo. Interrogamo-nos se, nesta situação, terá o apoio de que necessita ou se não será o prelúdio do fim duma vida de rua...
Percorrida a cidade juntámo-nos na Batalha onde encontrámos um numeroso grupo à nossa espera. Durante uma boa hora, divididos em grupos, ouvimos e falámos numa troca de saberes, de experiências e percursos de vida, recolhendo e semeando.
- Olhe: quero contar-lhe a minha vida!...
E da vida contou um retalhinho com os motivos que o apoquentavam e justificavam o facto de estar na rua!
No final fizemos a nossa oração e entoámos o "Boa noite..." numa roda alargada em que se integraram mais de uma dezena dos novos e velhos amigos. Saíramos 9 e estávamos ali mais de 20...
Se mais não justificasse a necessidade da nossa ida à rua ao encontro destes últimos dos últimos, bastaria ver a alegria e tranquilidade que transparecia naqueles rostos martirizados pela vida para a comprovar.
A noite de ontem foi mais leve e menos penosa para todos eles e isso também é parte da nossa alegria por sabermos que pudemos contribuir para lha amenizar.


Franjas Sociais

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Janeiro de 2015 - a nossa oração


 EVANGELHO – Mt 5,1-12 Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
As bem-aventuranças definem sempre uma alegria oferecida por Deus.
Jesus proclama “bem-aventurados” aqueles que estão numa situação de debilidade, de pobreza, porque Deus está a ponto de instaurar o “Reino” e a situação destes “pobres” vai mudar radicalmente; além disso, são “bem-aventurados” porque, na sua fragilidade, debilidade e dependência, estão de espírito aberto e coração disponível para acolher a proposta de salvação e libertação que Deus lhes oferece em Jesus.
Os “pobres em espírito” são aqueles que aceitam renunciar, livremente, aos bens, ao próprio orgulho e auto-suficiência, para se colocarem, incondicionalmente, nas mãos de Deus, para servirem os irmãos e partilharem tudo com eles. Os “mansos” não são os fracos, os que suportam passivamente as injustiças, os que se conformam com as violências orquestradas pelos poderosos; mas são aqueles que recusam a violência, que são tolerantes e pacíficos, embora sejam, muitas vezes, vítimas dos abusos e prepotências dos injustos…
Os “que choram” são aqueles que vivem na aflição, na dor, no sofrimento provocados pela injustiça, pela miséria, pelo egoísmo; a chegada do “Reino” vai fazer com que a sua triste situação se mude em consolação e alegria “os que têm fome e sede de justiça”.
Provavelmente, a justiça deve entender-se, aqui, em sentido bíblico – isto é, no sentido da fidelidade total aos compromissos assumidos.