Uma Benção para Ajudar a Salvar o Mundo
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Sobre a benção especial de Nossa Senhora
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Uma Benção para Ajudar a Salvar o Mundo
O que você pensaria se alguém lhe dissesse que DEUS daria um dom, um dom especial, que daria a você a graça de abençoar os outros em nome da Virgem Maria? Esta benção é poderosa o suficiente para converter ateus, curar a alma ou trazer membros da família de volta à Igreja. Uma vez que você receba esta benção para abençoar os outros, você a manterá pelo resto de sua vida! Isto é exatamente o que tem acontecido.
Em 5 de agosto de 1985, Deus deu um dom a Nossa Senhora, um dom maravilhoso. Por que é dito que isto é um dom? Porque na data acima é a primeira vez que vemos Nossa Senhora usar as palavras “benção especial”. A significancia disto é a data. Mesmo que o nascimento de Nossa Senhora seja reconhecido pela Igreaja em 8 de setembro, Nossa Senhora revelou que a data real de seu aniversário é 5 de agosto. Naquele dia, sendo a Mãe generosa que ELA é, ELA nos deu um dom também. ELA deu este não-anunciado dom, sem fanfarras e simplesmente.
5 de agosto de 1985
Nossa Senhora apareceu vestida em esplendor dourado e estava indescritível. ELA disse ao Ivan:
“Louvado seja Jesus Cristo. Meus filhos, EU estou feliz por estar com vocês nesta noite e vê-los tão numerosos. EU abençoo vocês com uma Benção Especial. Façam progressos na santidade através das mensagens, EU ajudarei vocês. Dêem seu máximo e nós iremos juntos, sensíveis à docura da vida, luz e alegria. Vão na paz de Deus, meus filhos, meus filhinhos.”
Nossa Senhora abençoa em toda aparição assim ninguém realmente compreendeu que esta Benção especial fosse algo diferente do normal. Exceto por dar uma Benção Especial ao padre Petar Ljubicic, como indivíduo, em 25 de outubro de 1985, não há menção desta benção até quatro meses mais tarde quando Nossa Senhora alude que a Banção Especial vindo no dia de Natal é realmente uma benção especial e diferente da que Cristo dá e de Sua benção diária usual.
19 de dezembro de 1985
“...EU desejo de um modo especial no dia de Natal dar às mães minha própria BENÇÃO ESPECIAL MATERNAL e Jesus abençoará o resto com Sua própria benção...”
Aqui, temos Nossa Senhora distinguindo Sua benção e embora pouco será conhecida como a Benção Especial de Nossa Senhora por uns outros tres anos e meio, mesmo assim ELA continua a dar-lhes.
No ano seguinte houve somente uma Benção Especial dada e registrada.
24 de junho de 1986
“Vocês estão no Tabor. Vocês recebem bençãos, força e amor. Carregem-nos para suas famílias e para suas casas. Para cada um de vocês, EU dou uma Benção Especial. Continuem na alegria, oração e reconciliação.”
Havia uma multidão de no mínimo 10.000 presentes. Muitos estavam ansiosos sobre a mensagem e houve uma grande adimiração e assombro sobre as palavras de Nossa Senhora, mas ainda nenhuma clara compreensão do que ou como esta benção esra para ser usada ou mesmo se se poderia ser usada pelo recebedor.
As palavras de Nossa Senhora, “Vocês estão no Tabor” são cheias de significado. A Bíblia (Juízes 4), nos diz o seguinte:
“Naquela época, a profetisa Débora mulher de Lapidot, era juíza em Israel. (...) Ela mandou chamar Barac, filho de Abinoem, de Cedes em Neftali, e disse-lhe: Eis o que te ordena o Senhor, Deus de Israel: vai ao monte Tabor; toma contigo dez mil homens dos filhos de Neftali e de Zabulon. Quando estiveres na torrente de Cison, conduzir-te-ei Sísara, chefe do exército de Jabin, com seus carros e suas tropas, e to entregarei. Barac respondeu-lhe: Se vieres comigo, irei; mas se não quiseres vir comigo, não irei. Sim, disse ela, irei contigo; mas a glória da expedição não será tua, porque o Senhor entregará Sísara nas mãos de uma mulher. (...) Barac convocou ali Zabulon e Neftali: dez mil homens levantaram-se e seguiram-no, tendo Débora em sua companhia. (...) Débora disse a Barac: Vai-te, porque este é o dia em que o Senhor te entregará Sísara. O Senhor mesmo marcha adiante de ti. Barac desceu do monte Tabor com dez mil homens, abençoados de uma forma especial. E o Senhor desbaratou Sísara com todos os seus carros e todo o seu exército, que caíram ao fio da espada, diante de Barac. Sísara, saltando do seu carro, fugiu a pé, enquanto Barac perseguia os carros e o exército até Haroset-Goim. Todo o exército de Sísara foi passado ao fio da espada, sem escapar um só homem. Sísara, fugindo a pé, chegou à tenda de Jael, mulher de Heber, o cineu, porque havia paz entre Jabin, rei de Asor e a casa de Heber, o cineu. (...) Jael, pois, mulher de Heber, tomou um prego da tenda juntamente com um martelo e, aproximando-se devagarinho, enterrou o prego na fonte de Sísara, pregando-o assim na terra enquanto ele dormia profundamente por causa da muita fadiga. Sísara morreu. Entrementes, chegou Barac logo após Sísara. Jael saindo-lhe ao encontro, disse-lhe: Vem, vou mostrar-te o homem que buscas. Ele entrou e viu Sísara que jazia morto por terra, com o prego cravado em sua fonte.”
As palavras de Nossa Senhora em 24 de junho de 1986 poderiam significar muitas coisas. Nossa Senhora disse que vocês recebm forças desta Benção especial. Na Bíblia, parace que o mesmo aconteceu aos 10.000 no monte Tabor. Naquela noite em Medjugorje, na montanha da Cruz, muitos estavam presentes de vários países oprimidos, tais como Hungria, Tchecoslováquia, etc. Agora na década de 90, eles estão livres de seus opressores, libertos por uma mulher, Nossa Senhora! Através do amor e da oração eles foram libertos do comunismo.
O monte Tabor, neste exemplo, também simboliza a luta de Nossa Senhora contra o mal. No dia de sua vitória, Débora e Barac cantaram um cântico que continhaas palavras: “Desde o céu as estrelas combateram”. As estrelas, na bíblia, simbolizam o exército celeste de Deus, as anjos. Nossa Senhora aparece sempre com 12 estrelas sobre Sua cabeca que mostra (simboliza) a proteção de Deus ou um tipo de guarda-costas designado por Deus para lutar em Seu nome. Eles também cantaram as palavras, “Ela malhou sua cabeca (general Sísara)”, simbolizando Nossa Senhora esmagando a cabeca da serpente como mostrado em muitas estátuas de Nossa Senhora.
No monte Tabor, houve muitas bençãos despejadas nos 10.000, e na montanha da Cruz, em 24 de junho de 1986, houve muitas bençãos, força e amor efundidos sobre sobre aqueles descendo a montanha da Cruz.. Eles “deixaram” o Tabor, quando Nossa Senhora os chamou. ELA não teria chamado isto de Tabor, sem algum importante significado, vinculando-o à Escritura. Naquela noite, nuitos diriam que o Senhora marcho à frente deles, tal como a Escritura anteriormente testifica.
O ano seguinte, a Benção Especial, dada por Nossa Senhora, é registrada tres vezes.
25 de março de 1987
“...EU dou a vocês minha Benção Especial e EU estou permanecendo com vocês no seu caminho de conversão...”
Novamente, em 24 de junho de 1987, às 11:30 da noite, com cerca de 50.000 pessoas presentes, Nossa Senhora estendeu Seua bracos e rezou sobre a multidao de pessoas. ELA disse:
“Queridos filhos, EU quero levá-los para o caminho da conversão e EU desejo que vocês convertam o mundo, que sua vida seja conversão para os outros.”
Dois meses mais tarde, em 15 de agosto de 1988, na festa da Assunção, Nossa Senhora deu novamente uma Benção Especial e finalmente Marija revelou publicamente e tornou claro o que a Bencoa Especial significava e como era para ser usada. Enquanto falando para um grupo de peregrinos, Marija explicou os detalhes da Benção Especial.
Não haveria uma outra Benção Especial registrada até novembro de 1988. Começando em 11 de novembro de 1988, Nossa Senhora fez algo não usual. ELA deu quatro Bençãos Especiais em apriximadamente quarenta dias. Uma destas bençãos é a inspiração para este livreto.
Em 11 de novembro de 1988, Vicka recebeu uma aparição especial que durou 30 minutos, de Nossa Senhora que apareceu a ela com cinco anjos. Durante a aparição, Nossa Senhora deu uma Benção Especial. Depois, em 14 de novembro de 1988, Nossa Senhora deu a seguinte mensagem à Vicka:
“Queridos filhos, EU abencôo vocês com Minha Benção Maternal, e EU peço a vocês para serem portadores de minha paz e rezem pela paz no mundo.”
As próximas três Bençãos Especiais ocorreram enquanto Marija Pavlovic, que é casada agora e é Marija Lunnetti, esteve na América por quase tres meses. Ela morou com uma família que ela conhecia próximo a Sterrett, Alabama (NT: EUA). Em 21 de novembro de 1988, na festa da Apresentação do Senhor, Nossa Senhora com tres anjos extendeu Seua bracos, rezou em hebreu sobre todas as pessoas presentes e deu uma Benção Especial para todos reunidos para a aparição.
No dia de Ação de Graças, 24 de novembro de 1988, Nossa Senhora disse que ELA apareceria perto de uma árvore num campo próximo à casa na qual Marija estava. No dia anterior ao de Ação de Graças, Nossa Senhora convidou a todos a vir. Deste dia em diante, as pessoas se reuniram perto da árvore para serem abençoadas por Nossa Senhora, enquanto as aparicoes ocorriam dentro da casa. Poucos dias depois, Nossa Senhora fez algo inesperado. Esta aparição, tomou lugar em 29 de novembro de 1988, às 10:30 da noite. É uma aparição significante porque a maioria das Bençãos Especiais são dadas em ocasioes especiais. Todos ficaram espantados quando, depois da aparição, Marija disse que Nossa Senhora deu uma Benção Especial. Todos estavam surpresos e alegremente contentes ao mesmo tempo. Quando a mensagem foi lida, a alegria de todos tornou-se um júbilo total porque Nossa Senhora falou especificamente sobre a Benção Especial, dizendo que poderíamos passar aos outros e que aqueles presentes podiam abençoar com ela e ELA desejava que lese fizessem assim.
29 de novembro de 1088, 10:30 da noite
Com ambos os braços estendidos, Nossa Senhora abençoou especialmente e rezou sobre todos e disse:
“Abençoe [com Minha Benção Especial] mesmo auqeles que não acreditam. Vocês podem dar-lhes esta Benção de coração para ajudá-los na sua conversão. Abençoe a todos que vocês encontrarem. Eu deu a vocês uma graça especial. EU desejo que vocês dêem esta graça aos outros.”
Aqueles esperando na árvore ficaram imediatamente admirados quando a mensagem foi lida para eles. Niguem realmente esperava isto porque a Benção Especial é normalmente dada somente em dia de festa ou ocasiao especial e também foi a primeira vez que Nossa Senhora deu uma mensagem ao público dando informat´ção específica sobre a Benção Especial, dizendo mesmo para abençoar a todos que vocês encontrem. Todos ficaram admirados e sentiram que esta mensagem carregava uma licenca especial para sair e dar a Benção Especial. Esta mensagem é a razao detes livreto.
Enquanto não se pode ser dito que há indicações precisas a serem seguidas e que tudo é preciso, através de Marija compreendemos o seguinte:
ü Esta é uma benção que tem o poder de converter e ajudar pessoas
ü Pode ser usada para crentes e não-crentes para ajudá-los a se converterem ou progredirem na sua conversão
ü Uma vez que Nossa Senhora dá a você, ela dura por toda a sua vida.
ü Se você recebe esta benção de Nossa Senhora, você pode, por sua vez, abençoar um outro com ela. Aquela pessoa a tem no mesmo grau que você primeiramente recebeu de Nossa Senhora. Esta segunda pessoa pode então dá-la a uma terceira, quarta, etc. Todos receberão este dom de abençoar os outros tal como Nossa Senhora a deu diretamente. Esta benção durará a sua vida inteira. Quanto mais a benção é dada, mais poderosa é a graça.
ü Para abençoar alguém, uma oração espontanea é boa. Vocês podem dizer: “Eu estendo a você a benção de Nossa Senhora”. Se vocês escolhem dizer mais , é aceitável. Quando dando esta Benção especial a um não-crente, vocês devem fazer em silencio, na sua presenca ou à distancia. Vocês podem repassar esta benção todo dia para ajudar esta pessoa a se converter.
ü Vocês não tem que estar na presença daquele que vocês estão abençoando.
ü Vocês devem estar no local da aparição, durante a aparição, para recebê-la diretamente de Nossa Senhora.
ü Vocês devem passar esta benção de um para o outro. Benção grupal não pode ser feita. Marija diz que a Benção Especial é como dar um abraço em alguém. Vocês não podem abracar um grupo todo. Nossa Senhora deseja que ela seja passada de um indivíduo para o outro, e isto está também alinhado com Seu plano que nossa conversão individual seja a fonte de conversoes de outros indivíduos.
Note bem. Esta Benção Especial é a benção de Nossa Senhora. Abençoa de sacerdote é a benção de Cristo. VOCÊ NÃO DEVE PENSAR QUE VOCÊ É UM SACERDOTE, abençoando como um sacerdote faz. Use esta benção de uma forma humilde e estenda-a mesmo para aqueles que passam na rua. A Mãe Bendita nos deu um grande dom e ELA deseja que o usemos.
A próxima Benção Especial ocorreu quando Marija estava próxima a Sterrett, Alabama. No Natal, Nossa Senhora, vestida gloriosamente, apareceu com o Menino Jesus movimentando-se e com bochechas rosadas.
25 de dezembro de 1988
“...Hoje EU dou a vocês minha Benção Especial. Levem-na a toda a criação, para que toda a criação conheça a paz...”
As várias Bençãos Especiais e o desejo de Nossa Senhora de falar à Marija diretamente sobre ela, enquanto ELA aparecia na América pareceu para aqueles associados com as aparicoes durante os tres meses que Nossa Senhora estava particularmente procurando sua propagação.
Em 1989, houve tres Bençãos especiais registradas. Em Medjugorje, em 6 de fevereiro de 1989, Ivan relatou que Nossa Senhora deu uma Benção Especial e estaria conosco e nos acompanharia durante a Quaresma.
Em 4 de agosto de 1989, na véspera do da Festa da Assunção, na montanha da Aparição, Nossa Senhora deu uma Benção Especial. Havia vários milhares presentes.
A última Benção Especial de 1989:
25 de dezembro de 1989
“Hoje, EU abencôo vocês com Minha Benção Maternal e EU intercedo por vocês diante de Deus para que ELE de a vocês o dom da conversão do coração...”
A próxima Benção Especial ocorreu no aniversário das Aparicoes.
25 de junho de 1990
“...EU estou abençoando vocês com Minha Benção Maternal Especial...”
Em agosto de 1988, Nossa Senhora pediu por um ano da juventude. Estava próximo do ano mariano. Um ano mais tarde, para fechar o ano da juventude, jovens de todo o mundo reuniram-se em Medjugorje. No ano seguinte, um segundo ano [da juventude] seguido, jovens de todo o mundo reuniram-se e Nossa Senhora deu uma Benção Especial em 3 de agosto de 1990. Muitos milhares estavam presentes.
3 de agosto de 1990 – Para o grupo de oração
“Queridos filhos, hoje à noite novamente sua Mãe quer encorajá-los a rezar mais ainda durante este tempo. Juntem-se em oração com os jovens. Especialmente, queridos filhos, sua Mãe quer que vocês renovem a oração na família de hoje.”
Nossa Senhora disse aos videntes que ELA deu uma Benção Especial. Desde aquele tempo, Nossa Senhora tem continuado a dar Sua Benção Especial em dias de festa especiais ou por razoes particulares tal como ELA fez no campo perto de Sterrett, Alabama.
A Benção Especial é realmente um espelho de todo o plano de Nossa Senhora em Medjugorje. Os planos de Nossa Snehora em Medjugorje não procuram conversoes do mundo através de líderes mundiais, líderes da igreja, ou governantes. Nossa Senhora disse:
31 de dezembro de 1985
“...Vocês não terão paz através de presidentes, mas através da oração.”
A conversão traz paz e Nossa Senhora procura a conversão do mundo através de uma conversão, a sua conversão. Uma vez que você começou este caminho, uma vez que você mudou e tornou-se luz, aqueles próximos de você quererão imitar o que eles gostam em você. Coisas lustrosas atraem a tenção. Eles serão atraídos para a luz.
12 de agosto de 1988
“...sejam uma luz que brilha...”
Não tem havido luz o suficientes, portanto, muitos se tornaram seduzidos pelas trevas. Não há luz o suficiente para ver claramente. O interesse mundial em estrelas satanicas do rock, muitas das quais não tem moral nem nenhum valor, embora milhoes as seguem, é apenas um exemplo.. Muitos imitam e seguem seus ídolos. O que é feio, muitos “vêem” como bonito. Esta cegueira não é apenas em relação a grupos de rock. É fácil para muitos ver este tipo de trevas, mas ela também vem disfarcada. Hoje, muitas vezes as trevas andam de paletó e gravata. Pessoas nem semprem reconhecem isto porque o mundo é muito turvo.
30 de julho de 1987
“...as trevas reinam sobre o mundo todo...”
Nossa Senhora quer iluminar estas trevas.
30 de julho de 1987
“...sejam uma luz para as pessoas nas trevas...”
Este é o plano: tornar-se luz, tornar-se amor, aprender a fazer as coisas que vocês desprezam com alegria e então vocês converterão seus esposos(as), seus filhos, seus amigos e o mundo. Isto é como líderes e governantes serão mudados, não de cima para baixo, mas de baixo para cima, pelos indivíduos.
24 de junho de 1987
“...EU desejo que vocês convertam o mundo, que sua vida seja conversão para os outros.”
24 de junho de 1986
“...Para cada um de vocês, EU dou uma Benção Especial...”
Isto ajuda a explicar porque a Benção Especial é tão poderosa – toda sua atenção, pensamentos e oracoes são para aquele indivíduo.
O concreto simples é duro mas é mais fraco que o concreto com muitas pedras. Poderíamos pensar que a Benção Especial seria boa se pudéssemos abençoas grupo inteiros, mas seria como um concreto sem pedras que não tem força real mesmo se se parece forte. A Benção Especial passada individualmente (cada indivíduo uma pedra) torna-se mais forte quando cada benção é dada (mais pedras adicionada ao concreto) e torna-se uma basae, uma fundação, na qual a conversão ocorre, trazendo mais graça ao mundo, e portanto, realizando um ambiente mais favorável para conversoes, mesmo para os não-crentes. Esta Benção Especial segue os plano de conversão de Nossa Senhora. Conversoes individuais realizarão a conversão do mundo. Bençãos Especiasi trarão bençãos, força e amor ao mundo. Tudo isto acontece através de indivíduos, de um para o outro. Marijatambém disse que Nossa Senhora deseja, através disto, criar uma corrente ao redor do mundo todo – que como cada pessoas é uma ligação individual e não tão forte por si mesma, torna-se muito poderosa uma vez ligada como numa corrente da qual tem-se muitos bons usos. Isto dá uma compreensão maior porque Nossa Senhora quer que isto seja passado de uma pessoa para a outra como uma corrente é ligada de um para outro nó, depois de aldeia para aldeia, regiao para regiao, nação para nação, do mundo para o Céu.
Ainda não sabemos tudo sobre a Bencoa Especial ou todas as maneiras que ela funciona. Não sabemos mesmo que parte esta Benção Especial tem tomado em nossa própria conversão. Muitos não crentes que tem-se convertido a Deus através dos planos de Nossa Senhora disseram, “Eu acreditei quando primeiro eu ouvi sobre Medjugorje”. Quantas vezes estas conversãoes foram realizadas por talvez membros da família que estavam silenciosamente invocando a Benção Especial para seus amados ou mesmo alguém passando, um estranho, e invocando esta Benção Especial sobre todos que ele encontra. Quantas vezes esta Benção Especial habilitou convertidos a receber a graça necessária para ouvir e receber a verdade quando falaram de Medjugorje? Há muitas histórias de conversão atribuídas à Benção Especial. Uma coisa é certa. Éum dom não testemunhado da misericórdia de Deus que não merecemos e que não deveríamos ser negligentes ou preguicosos em usá-lo.
24 de junheo de 1986 – Monte Tabor, montanha da Cruz, Medjugorje, Bósnia-Herzegovina.
“...Vocês recebm bençãos, força e amor. Carreguem-nos para suas famílias e para suas casas...”
29 de novembro de 1988 – Do Quarto e do Campo próximo a Sterrett, Alabama, próximo a um pinheiro solitário
“Abençoe [com Minha Benção Especial] mesmo auqeles que não acreditam. Vocês podem dar-lhes esta Benção de coração para ajudá-los na sua conversão. Abençoe a todos que vocês encontrarem. Eu dou a vocês uma graça especial. EU desejo que vocês dêem esta graça aos outros.”
Uma Nota Final: Nossa Senhora transmite informação sobre tópicos diferentes a cada vidente. Por exemplo, com Vicka muito sofrimento é discutido, com Mirjana, os não-crentes, etc A informação sobre a Benção Especial foi dada à Marija Todos os videntes tem dito que Nossa Senhora dá uma benção todo dia, todavia, Marija declarãou que Nossa Senhora disse que Sua (de Nossa Senhora) Benção Especial é uma benção extraordinária dada em raras ocasioes. Isto tem causado alguma confusão porque Ivan declarou na montanha das aparições, “Nossa Senhora deu uma benção especial hoje”. Para Ivan (e para nós, toda benção de Nossa Senhora é especial. Todavia, de acordo com Marija, a “Benção Especial” é dada nos dias de festa e em ocasiões especiais e é uma benção extraordinária, diferente de Sua benção diária. Nós registramos apenas as datas que pudemos verificar que esta “Benção Especial” foi dada, outras podem ter ocorrido.
Fonte: Livreto “A Blessing to Help Save the World” (NT: Uma Benção para ajudar a Salvar o Mundo. Somente em inglês). Páginas 7—25 – Edição 2006.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
A Bênção Especial de Nossa Senhora
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Jesus, Maria, amo-Vos,
salvai almas
salvai almas
A importância desta breve mas poderosíssima invocação pode-se compreender pelas palavras que Jesus inspirou à Irmã M. Consolata Betrone, que lemos no seu diário:
Não te peço senão isto: um acto de amor contínuo, Jesus, Maria, amo-Vos, salvai almas.
Diz-Me Consolata, que oração mais bela Me podes fazer? Jesus, Maria, amo-Vos, salvai almas: amor e almas! Que queres de mais belo?
Tenho sede do teu acto de amor! Consolata, ama-Me muito, ama-Me somente, ama-Me sempre! Tenho sede de amor, mas do amor total, de corações não divididos. Ama-Me tu por todos e por cada coração humano que existe… Tenho tanta sede de amor… Dessedenta-Me tu… Tu o podes… Tu o queres! Coragem e avante!
Sabes porque é que não te permito tantas orações vocais? Porque o acto de amor é mais fecundo. Um “Jesus amo-Vos” repara mil blasfêmias. Lembra-te de que um acto perfeito de amor decide a salvação eterna de uma alma. Portanto, tem remorso de perder um só Jesus, Maria, amo-Vos, salvai almas.
São maravilhosas as palavras de Jesus que exprimem a sua alegria por esta invocação e, mais ainda, pelas almas que com ela podem alcançar a salvação eterna… Esta consoladora promessa encontramo-la muitas vezes nos escritos da Irmã M. Consolata, a quem Jesus convida a intensificar e a oferecer o seu amor:
Não percas tempo, porque cada acto de amor representa uma alma. De todos os dons, o maior que tu Me podes oferecer é um dia cheio de amor.
Eu desejo um incessante Jesus, Maria, amo-Vos, salvai almas desde que te levantas até te deitares.
Jesus não pode ser mais explícito e a Irmã M. Consolata exprime-se assim:
Assim que acordo, de manhã, começar logo o acto de amor e, com a força da vontade, não o interromper até adormecer à noite, pedindo que durante o meu sono o meu Anjo da Guarda reze em meu lugar… Manter este propósito, renovando-o constantemente de manhã e à noite.
Passar bem o meu dia… sempre unida a Jesus com o acto de amor; Ele infundirá em mim a sua paciência, fortaleza e generosidade.
O acto de amor, que Jesus quer que seja incessante, não depende das palavras que se pronunciam com os lábios, mas é um acto interior, da mente que pensa em amar, da vontade que quer amar e do coração que ama. A fórmula 'Jesus, Maria, amo-Vos, salvai almas' é simplesmente uma ajuda.
Se uma criatura de boa vontade Me quiser amar e fizer da sua vida um acto de amor, desde que se levanta até adormecer, (com o coração, entenda-se), Eu farei loucuras por essa alma … Tenho sede de amor, tenho sede de ser amado pelas minhas criaturas. Para chegar até Mim, as almas crêem que seja necessária uma vida austera, penitente. Olha como Me desfiguram! Julgam-Me temível, ao passo que Eu sou unicamente Bom! Como se esquecem do preceito que Eu vos dei: "amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma…" Hoje, como ontem, como amanhã, às minhas criaturas Eu pedirei só e sempre amor.
FS
sábado, 12 de julho de 2014
Julho de 2014
A nossa noite na cidade
- Hoje leva pouco. Algum pão e pouco mais. Não tem
havido grandes sobras. Já não fica nada para a CASA…
Enquanto falava estendia-me um saco de pão e uma
pequena caixa com alguns salgadinhos e bolos. A CASA é uma associação que
diariamente está na rua por meio de vários grupos de voluntários que com ela
colaboram e asseguram a tarefa da distribuição de alimentos em vários pontos da
cidade.
Mas se uns falham outros surgem. Nos Pinhais da Foz,
onde ficara de aparecer às 20h40:
- Ah!... Já me tinha esquecido! Mas sempre se vai
arranjar alguma coisa.
E a
interlocutora atarefou-se em preparar mais alguns doces e salgados acompanhados
de outro saco de pão.
Se “muitos poucos fazem muito”, os nossos, ao juntarem-se,
proporcionaram a quantidade suficiente para podermos preparar 135 sacos que
rumaram connosco à cidade.
Não foi de nota a história do que se passou nos
Bairros.
Já a cidade nos guardou surpresas dignas de registo.
Tínhamos terminado a distribuição na Rua Júlio Dinis
quando nos chamam porque a Teresa estava com um ataque epiléptico. Acorremos e
demos-lhe ali mesmo o apoio imediato enquanto aguardávamos a chegada do 112 que
uma das nossas voluntárias se apressou a chamar.
No chão, um amigo metera-lhe uma colher na boca para
impedir que virasse a língua, o que poderia sufocá-la.
Vinham recados de fora:
- Tirem-lhe a colher da boca e deixem-na à vontade!
Mas como, se pode sufocar? A mulher estrebuchava e
agarrava sofregamente as mãos que se lhe estendiam como se se estivesse a
afogar. Voltámo-la duas vezes para a direita e para a esquerda seguindo
instruções que iam chegando. E assim estivemos até à chegada do INEM.
Aguardámos a saída da paciente para nos inteirarmos da
sua situação. O diagnóstico era duvidoso mas o apoio que lhe foi dado foi
suficiente para permitir o seu regresso a casa. Com recomendações do INEM e
nossas lá a deixámos entregue aos cuidados do seu amigo de rua e de desdita.
Apontámos à Rua Álvares Cabral. Num dos portais
encontrava-se um senhor que disse chamar-se AAA, como o óleo de girassol que
durante anos nos entrou nos ouvidos e pelos olhos dentro em inúmeros anúncios
da rádio e televisão. Com 67 anos, mas com aspecto de mais uns 15 ou 20, tem
dificuldade em andar. Disse que vai dando uns passitos por ali para que as
pernas não enferrujem… Mais abaixo, sentado e à espera nem ele sabe bem de quê,
outro homem, este de idade bem madura. Um e outro vão dormir ali mesmo, cada um
no seu portal à espera que a Segurança Social lhes arranje o prometido
quartinho. O sr. AAA já leva 4 anos de espera e ainda ali continua…
Viaduto Gonçalo Cristóvão. Estávamos no cenário da
gaivota (recordam-se da cena de Junho?). Rodeava-nos um grupo de uns 10
indivíduos já nossos conhecidos com quem conversámos um pouco.
Descemos à Avenida, demos umas voltas pelas ruas
circundantes da Praça D. João I onde decorria a transmissão do jogo entre a
Argentina e a Holanda para as meias-finais do Mundial. A Praça estava apinhada
mas de sem-abrigo nem sinal. Mas, com aquela gritaria mesmo ali ao lado quem é
que conseguiria dormir?
Passámos pela Rua Alves da Veiga. Apenas um casal.
Rumámos à Batalha onde nos encontrámos com o grupo que passara pelos Bairros. A
CASA distribuía sopa junto ao antigo cinema Batalha e, mais abaixo,
conversávamos com os que apareciam e a quem deixámos os sacos que serviriam
para consumo imediato ou para o primeiro almoço do dia seguinte.
Os portais do antigo cinema eram uma camarata
improvisada onde se estiravam uns 6 indivíduos já enrolados em cobertores. De
entre eles chamou-nos a atenção um indivíduo de aspecto bem idoso, totalmente
desdentado. Delicadamente, perguntámos-lhe de onde era ao que disse ser de
muito longe.
- E onde é esse longe?
- De Vila do Conde, - nos respondeu.
De imediato comparei que aquele longe ficava apenas a
uma pequena jornada do Caminho de Santiago de mochila às costas, às vezes bem
carregada… Mas a sua idade desculparia a dificuldade.
- … Que idade tem?
- Sessenta e dois.
Aí quase que caía de pasmo! Sessenta e dois, aparentando
ter perto ou mais de oitenta, sem dentes e sem capacidade de se deslocar vinte
e seis quilómetros a pé… O que faz a vida a um homem!
Estendemos-lhe
uma Medalha Milagrosa que recolheu e beijou religiosamente. Uma amiga
aproveitou para lhe perguntar:
- O senhor reza?
- Não sei rezar, - respondeu.
- Importa-se de rezar uma Avé-Maria connosco?
- Posso rezar, - nos respondeu.
E foi acompanhando a oração com visível entusiasmo
especialmente quando descobria uma palavra ou frase que lhe avivava a memória
de tempos muito recuados, momento em que se antecipava e elevava a voz como
quem queria dizer: Vêem como também sei? Foi muito gratificante este momento.
Perante os dois casos que encontrámos – um com
sessenta e sete e já com problemas de locomoção, e este com sessenta e dois e
tão senil - temos de agradecer a Deus a frescura e vitalidade de que gozamos,
nós que estamos a somar mais uns anitos do que qualquer deles e temos a graça
de lhes podermos prestar ainda algum apoio!…
Fomos falando com os restantes e distribuindo medalhas
milagrosas que também agradeciam, beijavam e guardavam. Todos o fizeram mais ou
menos da mesma maneira nas diversas paragens que fizemos, todos menos um! Esse negou-se
a receber a medalhinha, ridicularizou a crença e os símbolos religiosos do
crucifixo e rematou a confissão da sua descrença com uma profissão de fé nos
OVNIS e extraterrestres!... Mas, enquanto se afastava de viola às costas lá foi
dizendo que respeitava todas crenças…
Esta mente humana é mesmo muito pobre! Este é o
resultado do poder corrosivo da comunicação social, da educação que não lhe foi
dada e da sociedade a que pertencemos.
No portal do lado estava um jovem de cor com ar um
pouco tímido. Receosos da sua reacção perante a rejeição anterior,
perguntámos-lhe se ele poderia aceitar aquela medalhinha. Contrariamente ao
outro estendeu a mão, recolheu a medalha e beijou-a com respeito.
- Este mundo é mesmo assim: a descrença espalha-se e
cria moda; por isso devemos estar cientes de que haverá cada vez mais reacções
negativas à Fé e a Deus, e estar preparados para nos mantermos firmes nas
nossas convicções – dissemos.
Terminada distribuição, fizemos ali mesmo o nosso
círculo de acção de graças e pedimos a Deus por cada um deles, entregando-os a
Maria a Quem demos as boas-noites com o cântico com que encerramos as nossas
noites na rua.
12 de Julho de 2014
FS
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Junho 2014
Franjas
Sociais novamente na rua
No passado dia 11 de Junho voltámos à
rua cumprindo o calendário das saídas e a rota atribuída ao nosso grupo. Mas
não nos limitámos a cumprir fielmente a rota pré-estabelecida porque nos vimos
obrigados, uma ou outra vez, a ir a locais inusitados em busca daqueles que se
não encontravam no poiso habitual.
Indo por partes:
Constituímos neste dia 16 voluntários,
com a graça particular de nos ter acompanhado o Pároco no cumprimento de um
desejo de há muito manifestado.
Regozijamos e regozijámo-nos por isso.
Que volte e venha sempre que as suas tarefas paroquiais o permitam.
Em dois grupos, como é habitual,
iniciámos a volta pela cidade, uns pelos bairros, outros pelas ruas.
No Aleixo verificámos uma vez mais que
há acentuada diminuição de indivíduos a procurar apoio sendo diminuta a ajuda
ali deixada.
Abordámos uma vez mais com uma jovem
de 23 anos que não consegue adquirir coragem para iniciar um programa de
desintoxicação. Mostrou-se acabrunhada por isso mas, agradecida pelo conselho
perguntou:
- Posso dar-lhe dois beijos?
- ...Pode...
Aqueles beijos, quase solitários na
sequência de muitas Quartas-Feiras, senti-os como se foram uma prece silenciosa
que reencaminho pedindo a sua recuperação.
No Pinheiro Torres estava a decorrer
uma rusga policial e os utentes habituais vagueavam dispersos como baratas
tontas por entre os prédios, sem objectivo e sem rumo. Por indicação de um que
conhecia os meandros do sítio fomos dar com uma cascata que se some logo abaixo
sem se dar conta da sua existência, e que dá um ar tristemente bucólico ao
lugar... Ao lado, um “buraco” de que se não descortina a finalidade e, nele,
uns quantos que, à nossa chegada e meio desconfiados, um a um vão saindo ao
nosso encontro.
Afoita e manifestando grande
desconhecimento do que se passa naquele mundo quase que subterrâneo, uma jovem
voluntária pergunta de chofre a um deles:
- O que é que vocês estão fazendo ali?
A resposta é inteligente e educada:
- Olhe, não lhe vou dizer o que
fazemos ali mas posso dizer-lhe que é o que não devemos fazer à vista das
pessoas para não escandalizar ninguém...
A essa hora já a outra equipa apelava ajuda
à nossa na Rua Júlio Dinis pois não tinham mais nada para entregar!...
Lá acorremos e distribuímos um pouco
do que levávamos por cada um dos que naquela noite ali nos procurou. À tarefa
de distribuir juntámos a de ouvir: histórias de vida, anseios, sonhos...
Descemos ao Viaduto. A um grupinho
foram-se juntando outros um-a-um. Às tantas vimos desenhar-se uma zaragata ali
mesmo ao pé de nós. Um rapaz correu desenfreadamente atrás de outro que se
esgueirou rua acima, lesto como lebre acossa… Mal nos apercebemos do que tinha
acontecido! Mas, aconchegando ao peito com carinho uma gaivota branca, informou
o que se sentiu ofendido que o primeiro tinha desferido um pontapé na gaivota
que estava aninhada junto ao passeio!
- Dar um pontapé no passarinho? Isso
não o posso tolerar! Se o apanho…
Pode servir-nos de meditação.
Avançámos para a Cãmara, Praça da República
e para a Batalha. Aqui demos por finda a nossa noite depois de esgotado o último
saco, a última sande e o último copo de café ou sumo.
Antes da despedida dos nossos amigos
de Carregosa fizemos a nossa roda e rezámos por todos os que encontrámos nessa
noite, pelas suas necessidades, pedindo o amparo divino para cada um e para
todos os que precisam. Num cântico simples e belo demos a Maria as boas-noites
agradecendo também a graça de nos ter sido concedida a possibilidade de termos podido
ser um pouco samaritanos mais uma vez.
Franjas Sociais
domingo, 8 de junho de 2014
Pentecostes
Na medida que o Tempo Pascal avança, o próprio Jesus nos remete ao Espírito Santo. Sinaliza-o bem o Evangelho deste Domingo: para amar e guardar os mandamentos de Jesus é necessário o Espírito que Ele e o Pai hão de nos enviar. É o outro Defensor a permanecer conosco, o Espírito da Verdade, o Paráclito que recordará e ensinará tudo (cf. Jo 14,16-17.26). Lucas narra um, entre tantos, episódio onde isso se evidencia: lá na heterodoxa Samaria (cf. At 8,17). Agora eles são cristãos a título pleno e, certamente, aptos a dar as razões de sua esperança (cf. 1Pd 3,15b).
Contudo, que diferença faz o Espírito Santo? Di-lo bem uma das testemunhas fiéis, junto com Paulo VI, de meio século atrás, quando as Igrejas cristãs ensaiavam tímidas iniciativas ecumênicas: “Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é mera organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é arcaísmo e o agir cristão obra de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o homem está em combate contra a carne, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho se faz poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço que liberta, a missão é Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado” (Atenágoras, 25/03/1886– 07/07/1972, patriarca ortodoxo de Constantinopla).
Contudo, que diferença faz o Espírito Santo? Di-lo bem uma das testemunhas fiéis, junto com Paulo VI, de meio século atrás, quando as Igrejas cristãs ensaiavam tímidas iniciativas ecumênicas: “Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é mera organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é arcaísmo e o agir cristão obra de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o homem está em combate contra a carne, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho se faz poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço que liberta, a missão é Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado” (Atenágoras, 25/03/1886– 07/07/1972, patriarca ortodoxo de Constantinopla).
sources: Espaços e Laços
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
Ida à rua em JUNHO
Aproxima-se a data de mais uma saída. Será no próximo dia 11.
Considerando que na última saída de Maio esgotámos a quantidade que levávamos - 125 sacos - e porque estaremos em período de festas do Sr. de Matosinhos o que poderá "desviar" alguns dos habituais utentes, vamos manter o número de 120 sacos, assim distribuídos:
- 35 para Carregosa
- 35 para os escuteiros
- 50 para nós.
Se alguém tiver abundância de fruta ou outros bens, agradeço que me informe por esta via para poder avisar do facto os nossos voluntários, poupando assim trabalho e despesa.
Não esqueçam café, sumo e copos.
Boa preparação!
terça-feira, 20 de maio de 2014
Maio 2014
A nossa ida à rua foi no dia seguinte à chegada de Fátima da celebração de mais um aniversário do início das aparições - 13 de Maio.
Como de costume preparámos tudo de modo a completarmos 120 sacos individuais. À parte levámos fruta e pão sobrante.
Não encontrámos as avalanches habituais nos bairros nem nas ruas e foi "às pinguinhas" que acabámos com os sacos no topo da Rua 31 de Janeiro.
Na Rua Júlio Dinis uma carrinha que terminara a sua distribuição acrescentou à nossa ementa alguns iogurtes que vieram reforçar a oferta.
Foi uma noite sem história, vulgar como todas as noites em que a monotonia só é interrompida por algum acontecimento que a diferencia, quando acontece. Mas nada aconteceu digno de nota e, por isso, foi uma noite igual a muitas noites.
Digno de nota o facto de termos connosco muitos jovens de Carregosa e do Porto que deram aos nossos encontros na rua um ar jovial e buliçoso. É bom que venham e sejam motivo de admiração e de exemplo para os que ainda têm possibilidade de arrepiar caminho e encontramos nas ruas.
No topo da Rua 31 de Janeiro voltámos a fazer a nossa oração final e a cantar à Virgem o nosso desejo de "boa noite" abraçando quantos encontrámos e quantos ali estávamos irmanados no mesmo ideal de servir.
Franjas Sociais
domingo, 27 de abril de 2014
Na rua, outra vez...
Abril...
A saída deste mês foi antecedida de interrogações. Primeiro foi a amiga Mª. de Lurdes que teve de ir apoiar a mãe, idosa e que deu uma queda. Esta senhora tem tido um papel decisivo no grupo desde a primeira hora, e é uma grande e activa colaboradora. Depois foram os escuteiros a dar conta que não poderiam ir por terem a sua peregrinação a Fátima...
O recurso foi contactar os jovens das paróquias de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave para saber se poderiam dar um esforço extra para colmatar aquelas faltas. A resposta foi rápida e afirmativa.
Redistribuiram-se as quantidades perfazendo 120 sacos individuais. Porém, à última hora, de Carregosa telefonem a dizer que só estavam dois voluntários para preparar as coisas...
De duas confeitarias disseram-nos que ninguém os tinha avisado!
Preparámo-nos para o que viesse...
À hora habitual começámos a reunir as contribuições dos voluntários e as surpresas começaram: sandes de um e outro lado, fruta, doces, salgados... Reforçámos os sacos com 4 sandes, fruta, doces e salgados, perfazendo 125! E dos 4 voluntários esperados acabaram por aparecer 16! Decididamente temos de CONFIAR.
E saímos, indo pelos Bairros e correndo a cidade. O trivial: droga e miséria nos bairros, carência e sem-abrigo nas ruas. Um dar e receber. Dar aqui uma palavra amiga e matar a fome, ouvir ali a fome de falar. Outra forma de carência: a de ser reconhecido como alguém que existe e ocupa um lugar único no mundo, e de se ver ouvido.
Desta noite e das muitas histórias que sempre aparecem ficou-nos a do Manuel, de Chaves, que se "colou" ao grupo na Batalha. Recebeu o seu farnel mas continuou ali, falando, falando, falando... No final, convidámo-lo a rezar connosco uma oração de agradecimento por aquela noite ao que acedeu com gosto. Compenetrado vi-o acompanhar o Pai-Nosso com seriedade, e, ao entoarmos o "Boa Noite, Boa Noite Maria..." via-se-lhe sair pela boca a comoção e dos olhos lágrimas que pareciam sair-lhe do fundo da alma!
Se aquela noite não tivesse valido por mais nada tinha valido a pena por aquele momento!
Ao menos naquele dia e naquela hora o Manuel sentiu-se gente, e sentiu vibrar o seu coração, talvez tocado com a graça de, além de gente, se sentir filho amado de Deus!
Franjas Sociais
Páscoa
Está a terminar a semana da Páscoa, que desejamos que tenha sido boa para todos os amigos e seguidores deste espaço.
Páscoa é tempo de conversão e de alegria. De conversão para corresponder ao sacrifício de Cristo, que se entregou pela nossa salvação; de alegria porque nos reabriu as portas do Céu e nos assegurou a ressurreição.
Pela Páscoa de Jesus o Céu é nosso destino, basta dizer-lhe SIM e segui-lo.
Por isso, cantemos ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!
Páscoa é tempo de conversão e de alegria. De conversão para corresponder ao sacrifício de Cristo, que se entregou pela nossa salvação; de alegria porque nos reabriu as portas do Céu e nos assegurou a ressurreição.
Pela Páscoa de Jesus o Céu é nosso destino, basta dizer-lhe SIM e segui-lo.
Por isso, cantemos ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!
sexta-feira, 4 de abril de 2014
S. José de Anchieta
São José de Anchieta
Depois de ouvir o relatório sobre a vida e a obra do “Apóstolo do Brasil”, o Pontífice assinou o decreto que reconhece a figura e a grandeza do missionário, colocando assim seu testemunho como exemplo para os cristãos de todo o mundo.
O primeiro pedido de canonização foi feito há exatos 417 anos. Já o último ocorreu em outubro passado, por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em dezembro, como revelou o Presidente da CNBB à Rádio Vaticano, o Card. Raymundo Damasceno Assis recebeu um telefonema pessoal do Santo Padre, respondendo positivamente ao pedido.
Trata-se do primeiro santo de 2014 e o segundo jesuíta a ser canonizado pelo Papa Francisco. Antes dele, em dezembro do ano passado foi a vez de Pedro Fabro.
“A santidade do grande homem de Deus foi reconhecida”, declarou logo após a assinatura do decreto o Vice-Postulador da Causa, Pe. Cesar Augusto dos Santos, que também é responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.
No entanto, a canonização de José de Anchieta se insere num contexto mais amplo, de reconhecimento da santidade de outros dois evangelizadores da América: a Ir. Maria da Encarnação e o Bispo Francisco de Montmorency-Laval – dois franceses que viveram no Canadá.
Não se trata de um caso, pois os três novos santos foram beatificados juntos pelo Papa João Paulo II, em 22 de junho de 1980. Naquela mesma cerimônia, também foram beatificados Pedro de Betancur e jovem indígena Catarina Tekakwitha – ambos já canonizados. Portanto, faltava o reconhecimento dos outros três – o que aconteceu na manhã desta quinta-feira.
Anchieta e os Papas
A importância de Anchieta e seu papel fundamental para a evangelização do Brasil já eram conhecidos pelos Pontífices. Na sua cerimônia de beatificação, João Paulo II se referiu a Anchieta como “um incansável e genial missionário”:
“Seu zelo ardente o move a realizar inúmeras viagens, cobrindo distâncias imensas no meio de grandes perigos. Mas a oração contínua, a mortificação constante, a caridade fervente, a bondade paternal, a união íntima com Deus, a devoção filial à Virgem Santíssima — que ele celebra em um longo poema de elegantes versos latinos —, dão a este grande filho de Santo Inácio uma força sobre-humana, especialmente quando deve defender contras as injustiças dos colonizadores os seus irmãos indígenas. Para eles compõe um catecismo, adaptado à sua mentalidade e que contribuiu grandemente para a sua cristianização. Por tudo isto ele bem mereceu o título de «apóstolo do Brasil”.
Por sua vez, o Papa Bento XVI, na mensagem para a 28ª Jornada Mundial da Juventude, apresentou o sacerdote jesuíta como um modelo para os jovens: “Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo”.
Anteriormente, em discurso aos Bispos dos Regionais Norte 1 e Noroeste, em visita ad Limina Apostolorum em outubro de 2010, Bento XVI disse: “Ao pensar nos desafios que esta proposta de renovação missionária supõe para vós, Prelados brasileiros, vem-me à mente a figura do Beato José de Anchieta. Com efeito a sua incansável e generosíssima atividade apostólica, não isenta de graves perigos, que fez com que a Palavra de Deus se propagasse tanto entre os índios quanto entre os portugueses – razão pela qual desde o momento de sua morte recebeu o epíteto de Apóstolo do Brasil – pode servir de modelo para ajudar as vossas Igrejas particulares a encontrar os caminhos para empreender a formação dos discípulos missionários no espírito da Conferência de Aparecida”.
Já Francisco escolheu a praia de Copacabana, na missa pela 28ª JMJ no Rio de Janeiro, para falar do sacerdote jesuíta, com estas palavras: “A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!”.
(BF)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/03/s%C3%A3o_jos%C3%A9_de_anchieta/bra-786800
do site da Rádio Vaticano
Abril: Nova saída
Caros amigos:
A próxima ida à rua será no dia 9 deste mês.
Por impedimento não podemos contar com a D. Maria de Lurdes nem com os escuteiros.
Por isso teremos de reforçar a contribuição dos que se encontram disponíveis.
Considerando que no passado mês de Março voltaram a verificar-se sobras e uma vez que estamos reduzidos, vamos preparar apenas 120 sacos que ficarão assim distribuídos:
C.F./Virgínia - 50 sacos + 1 termo de café
Sofia - 4 termos de café/café com leite
Paróquias de Carregosa/VCPerrinho/Chave - 70 sacos + x termos de café/café com leite.
O conteúdo-base mantém-se como do antecedente, não se enjeitando as demais contribuições que vierem.
Devido à falha dos escuteiros é de esperar que se verifique diminuição da quantidade de doces e salgados pelo que se apela a um esforço extra na recolha para colmatar aquela falta.
Boa preparação.
C.F.
domingo, 30 de março de 2014
Aprovado pela Santa Sé o Estatuto da Legio Mariae
Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 27-03-2014, Gaudium Press) A Legião de Maria será reconhecida como "associação internacional de fiéis", segundo o decreto entregue nesta quinta-feira, 27, pelo Secretário do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Josef Clemens, o qual são aprovados os estatutos desta realidade eclesial.
Dom Clemens destacou em sua mensagem que a "Legio Mariae" é um sinal de como o espírito missionário dos leigos, "pode caminhar junto com uma profunda compreensão do chamado à santidade recebido por meio do Baptismo".
"Toda a história da Legião de Maria é um maravilhoso testemunho de Fé na omnipotência de Deus, Fé na força da oração a Maria", afirmou.
Para o prelado, desde seu início, a Legião de Maria "foi um vivo testemunho do quanto Deus pode operar através de corações humildes".
Criada através de uma iniciativa de um grupo de pessoas guiadas pelo então funcionário do Ministério das Finanças, Frank Duff, no ano de 1921, em Dublin, na Irlanda, a Legião de Maria possui mais de 93 anos de história missionária pelo mundo, "levando Maria ao mundo e, por meio dela, o mundo a Jesus", segundo Dom Clemens.
A instituição, direcionada à formação de milhares de grupos em todos os continentes, propõe aos seus membros a santificação, bem como a participação na missão evangelizadora da Igreja por meio do apostolado social para com os mais necessitados e os que se encontram afastados da Fé. (LMI)
Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/57232-Vaticano-reconhece-Legiao-de-Maria-como--ldquo-associacao-internacional-de-fieis-rdquo-#ixzz2xTvV9tHo
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
quinta-feira, 13 de março de 2014
12 de Março. Mês da memória de S. João de Deus
Foi lembrando e procurando seguir o exemplo de S. João de Deus que organizámos esta nova ida ao encontro dos Sem-abrigo do Porto. Santo português foi o pioneiro na assistência aos doentes e desprotegidos que ia encontrando naquele tempo nas ruas de Granada, cidade onde acabou por ir parar e exerceu este seu apostolado. Podemos dizer que foi o primeiro que se dedicou a acolher e apoiar os sem-abrigo. Daí o têrmo-lo como um dos nossos patronos. A ele é dedicado o dia 8 de Março.
Porque verificámos no passado mês de Fevereiro que foi insuficiente o que levávamos decidimos aumentar as quantidades para 135 sacos.
Terminada a preparação dividimo-nos em dois grupos como de costume, indo um aos bairros e o outro à cidade.
Nos bairros não houve história de interesse para contar a não ser o facto de se não ter verificado a avalanche habitual e terem vindo "às pinguinhas".
Já na cidade as coisas foram um pouco diferentes. Muito do que levávamos ficou na Rua Júlio Dinis, e o resto distribuímo-lo na Câmara, na Rua de Camões, na Praça da República e na Praça D. João I.
Mas três dos nossos encontros merecem ser contados ainda que brevemente.
O primeiro aconteceu na Praça da República com o Ari, indiano de Díli que tem 20 anos de Europa, passados na Alemanha, Holanda, França, Itália, Espanha e Portugal. Há dez anos em Portugal e cinco no Porto encontrou no nosso país um acolhimento que o levou a preferi-lo aos demais. Não pelo dinheiro que aqui há bem menos e menos ou nenhum trabalho. Mas pela receptividade e pelo acolhimento. Do trabalho de anos o que tem está à vista: NADA! A rua por casa, um colchão e uns cobertores obtidos por caridade como mobília. Mas um coração cheio. Para desfazer dúvidas quanto às suas opções face à herança original foi dizendo e repetindo com certa insistência:
- Deus há só um! O que Deus fez, fez bem. Tudo é bom. Eu comer tudo, comer vaca, comer porco, comer sardinha, comer bacalhau...
Exibindo um ferimento recente resultante de uma navalhada que alguém lhe desferiu na palma da mão aconselhámo-lo a dirigir-se à igreja de Nossa Senhora da Conceição que dispõe de tratamento em enfermagem aos sem-abrigo.
Sentados em torno da sua cama, sobre os cobertores ali estivemos um grande bocado mais a ouvi-lo do que a falar.
- Eu falar onze línguas...
E ia-as enumerando. E não se esqueceu de acrescentar:
- Em Goa também se fala português!
Andou meio mundo para não ter nada, mas adquiriu a sabedoria suficiente para poder afirmar convictamente que "Deus há só um" e que tudo o que Ele fez é bom... Coisa que muita gente que se julga mais realizada e inteligente ainda não atingiu!
Descendo para a Rua de Camões vimos um indivíduo a tentar meter num contentor um saco de lixo que teimava em ficar meio de fora. Abordámo-lo e entregámos-lhe um dos nossos sacos. Agradeceu, pegou nele e foi sentar-se a chorar num muro. Achámos que era altura de lhe fazer um pouco de companhia e sentámo-nos junto dele. E contou parte da sua vida, de quando era motivo de chacota na escola pelo facto de ser filho de um lixeiro. Acabou por se dedicar de facto a recolher lixo, a aproveitar parte do que os outros rejeitam. Livros, por exemplo, que depois DÁ a pessoas de quem gosta, ou entrega a alfarrabistas que às vezes lhe agradecem com 5 Euros. E, qual letrado, começou a citar Torga, Camilo, Fernando Pessoa, Saramago...
- Desculpem, mas eu choro com facilidade porque me comovo... - E entrecortava o seu relato com soluços e algumas lágrimas.
Janta na igreja do Marquês, e vive sem aspirações. Despejado de casa vive em casa emprestada por pessoa caridosa. Era "lixeiro" na escola em jeito de profecia e lixeiro se mantém por opção e gosto. Desprendido por natureza, do seu passado tem a memória do que sofreu e a riqueza de alma que mantém. E a lágrima fácil porque tem um coração sensível e bom.
Passando na Batalha encontrámos o Joel. Conversa rápida sem sair do carro porque estávamos em plena rua. Mostrou-nos as tatuagens e conversou. Abandonado aos três anos, foi recolhido da rua por alguém que o cuidou e de quem se não esquece.
O Joel é já nosso velho conhecido mas parece que não se deu conta disso tal a sua insistência em repetir as suas histórias e mostrar a tatuagem.
- Vocês têm muita luz!...
Ficámos sem saber que luz viu em nós ou a que luz se referiu pois tivemos de seguir para não interromper o trânsito.
Encontrado e retirado da rua em criança continua na rua orgulhoso da sua tatuagem e limitando as suas aspirações à fruição da sua liberdade.Sentados em torno da sua cama, sobre os cobertores ali estivemos um grande bocado mais a ouvi-lo do que a falar.
- Eu falar onze línguas...
E ia-as enumerando. E não se esqueceu de acrescentar:
- Em Goa também se fala português!
Andou meio mundo para não ter nada, mas adquiriu a sabedoria suficiente para poder afirmar convictamente que "Deus há só um" e que tudo o que Ele fez é bom... Coisa que muita gente que se julga mais realizada e inteligente ainda não atingiu!
Descendo para a Rua de Camões vimos um indivíduo a tentar meter num contentor um saco de lixo que teimava em ficar meio de fora. Abordámo-lo e entregámos-lhe um dos nossos sacos. Agradeceu, pegou nele e foi sentar-se a chorar num muro. Achámos que era altura de lhe fazer um pouco de companhia e sentámo-nos junto dele. E contou parte da sua vida, de quando era motivo de chacota na escola pelo facto de ser filho de um lixeiro. Acabou por se dedicar de facto a recolher lixo, a aproveitar parte do que os outros rejeitam. Livros, por exemplo, que depois DÁ a pessoas de quem gosta, ou entrega a alfarrabistas que às vezes lhe agradecem com 5 Euros. E, qual letrado, começou a citar Torga, Camilo, Fernando Pessoa, Saramago...
- Desculpem, mas eu choro com facilidade porque me comovo... - E entrecortava o seu relato com soluços e algumas lágrimas.
Janta na igreja do Marquês, e vive sem aspirações. Despejado de casa vive em casa emprestada por pessoa caridosa. Era "lixeiro" na escola em jeito de profecia e lixeiro se mantém por opção e gosto. Desprendido por natureza, do seu passado tem a memória do que sofreu e a riqueza de alma que mantém. E a lágrima fácil porque tem um coração sensível e bom.
Passando na Batalha encontrámos o Joel. Conversa rápida sem sair do carro porque estávamos em plena rua. Mostrou-nos as tatuagens e conversou. Abandonado aos três anos, foi recolhido da rua por alguém que o cuidou e de quem se não esquece.
O Joel é já nosso velho conhecido mas parece que não se deu conta disso tal a sua insistência em repetir as suas histórias e mostrar a tatuagem.
- Vocês têm muita luz!...
Ficámos sem saber que luz viu em nós ou a que luz se referiu pois tivemos de seguir para não interromper o trânsito.
Terminámos com algumas sobras de sandes, pão e fruta que tiveram como destino o Lar de Santana, em Matosinhos. Ali soubemos que já são distribuídos diariamente cerca de duzentos almoços a carenciados e sem-abrigo!... Perante a nossa admiração disse a madre:
- São muitos, mas se precisam... Quem nos procura não pode ir embora sem ser servido! Há famílias inteiras!
As irmãs são pobres e vivem da caridade. De graça recebem e de graça dão...
Esta noite foi farta em exemplos de desprendimento e abnegação que nos podem servir de meditação. E nem é preciso ter muito para testar o altruísmo ou o egoísmo.
Corações abertos... corações fechados... Esta noite venceram largamente os primeiros!
Franjas Sociais
quinta-feira, 6 de março de 2014
De novo na rua em Março
No próximo dia 12 deste mês voltamos à rua ao encontro dos nossos amigos Sem-abrigo.
A experiência da saída do mês passado aconselha que reforcemos a quantidade de farnéis a distribuir de modo a podermos chegar a alguns pontos da cidade onde não conseguimos chegar da última vez.
Por isso, regressaremos às quantidades anteriores, ou seja:
CF/ML/V - 60 + 1 termo com café
Agrup. 174 - 35 + termos de café e café com leite
Carr/VCPerr./Chave - 35 + termos de café e café com leite
Sofia - 4 termos de café/café com leite
Não esquecer os copos.
Boa preparação!
Franjas Sociais
A experiência da saída do mês passado aconselha que reforcemos a quantidade de farnéis a distribuir de modo a podermos chegar a alguns pontos da cidade onde não conseguimos chegar da última vez.
Por isso, regressaremos às quantidades anteriores, ou seja:
CF/ML/V - 60 + 1 termo com café
Agrup. 174 - 35 + termos de café e café com leite
Carr/VCPerr./Chave - 35 + termos de café e café com leite
Sofia - 4 termos de café/café com leite
Não esquecer os copos.
Boa preparação!
Franjas Sociais
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