Não faça como muitos que viram a cara para o lado para não terem de se incomodar com a visão das condições miseráveis em que alguns dos nossos semelhantes têm de sobreviver. Que não nos mova simplesmente a curiosidade mesquinha mas o apelo da consciência para conhecer a situação e podermos fazer "a nossa parte".
Abra o link abaixo, decida-se e haja!
http://www.youtube.com/watch?v=Ve-_GhoEmzE
domingo, 23 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
D. António Francisco dos Santos - Bispo nomeado do Porto
Bem-vindo D. António!
Franjas Sociais desejam-lhe um bom pastoreio do rebanho da Diocese do Porto. Também os pobres e os carenciados esperam por si.
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8vGTEDlx7JU
Franjas Sociais desejam-lhe um bom pastoreio do rebanho da Diocese do Porto. Também os pobres e os carenciados esperam por si.
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8vGTEDlx7JU
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Hoje é o dia dedicado aos Beatos Pastorinhos Francisco e Jacinta
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
S. Valentim - Dia dos Namorados
As lojas recolheram as árvores enfeitadas, os presépios, e começaram a encher as prateleiras, armários e vitrines com corações, bichinhos de pelúcia, flores e tudo o que se possa imaginar com mensagens românticas de amor para os que se comprometem em um relacionamento a dois e os que acreditam na amizade: o dia de São Valentim é mais uma ocasião para aproveitar os sentimentos e emoções no comércio.
Sabemos que o dia 14 de fevereiro recorda a festa de São Valentim, vinculada à comemoração do amor romântico, mas, com o tempo, a data se estendeu também à comemoração do dia do amor e da amizade.
Culturalmente, nós nos envolvemos nestas comemorações, mas no final não sabemos que Valentim celebramos e que relação ele realmente tem com os casais.
Esta comemoração é uma oportunidade para refletir sobre o valor do amor que Jesus nos convida a entregar ao próximo; para recordar que há pessoas ao nosso redor que buscam e precisam ser amadas, cuidadas, escutadas, atendidas, motivadas, perdoadas, porque são reflexo de Deus, apesar das suas fraquezas, limitações, rebeldias, intolerância.
Este amor requer coragem, bravura, fortaleza, firmeza da nossa parte, porque não podemos nos deter para pensar se a pessoa nos agrada, qual é sua etnia, o que ela me dará em troca, se satisfará meus caprichos, se pensa como eu, se é simpática ou não.
Este amor não pode surgir de um coração adocicado, temperado, enfeitado, embrulhado para presente ou dentro de uma caixa com um laço. O amor que comemoramos não se adoça, não derrete no calor, não é de chocolate. Jesus, por amor aos seus amigos, a nós, derramou seu sangue (e como derramou!) até a última gota, não guardou nada para Ele.
Comemoremos o dia de São Valentim com alegria, mas perguntando-nos quanto amamos estas pessoas que convivem conosco, quanto somos capazes de fazer por elas; e façamos o propósito de competir conosco mesmos, para ver se podemos amar hoje mais do que ontem, orar, entender, ter paciência, tolerar mais do que ontem, enfim, viver o verdadeiro sentido do amor.
Feliz dia de São Valentim!
(Artigo publicado originalmente em PorTuMatrimonio.org)
Sabemos que o dia 14 de fevereiro recorda a festa de São Valentim, vinculada à comemoração do amor romântico, mas, com o tempo, a data se estendeu também à comemoração do dia do amor e da amizade.
Culturalmente, nós nos envolvemos nestas comemorações, mas no final não sabemos que Valentim celebramos e que relação ele realmente tem com os casais.
Esta comemoração é uma oportunidade para refletir sobre o valor do amor que Jesus nos convida a entregar ao próximo; para recordar que há pessoas ao nosso redor que buscam e precisam ser amadas, cuidadas, escutadas, atendidas, motivadas, perdoadas, porque são reflexo de Deus, apesar das suas fraquezas, limitações, rebeldias, intolerância.
Este amor requer coragem, bravura, fortaleza, firmeza da nossa parte, porque não podemos nos deter para pensar se a pessoa nos agrada, qual é sua etnia, o que ela me dará em troca, se satisfará meus caprichos, se pensa como eu, se é simpática ou não.
Este amor não pode surgir de um coração adocicado, temperado, enfeitado, embrulhado para presente ou dentro de uma caixa com um laço. O amor que comemoramos não se adoça, não derrete no calor, não é de chocolate. Jesus, por amor aos seus amigos, a nós, derramou seu sangue (e como derramou!) até a última gota, não guardou nada para Ele.
Comemoremos o dia de São Valentim com alegria, mas perguntando-nos quanto amamos estas pessoas que convivem conosco, quanto somos capazes de fazer por elas; e façamos o propósito de competir conosco mesmos, para ver se podemos amar hoje mais do que ontem, orar, entender, ter paciência, tolerar mais do que ontem, enfim, viver o verdadeiro sentido do amor.
Feliz dia de São Valentim!
(Artigo publicado originalmente em PorTuMatrimonio.org)
sources: Por tu matrimonio
Novamente na rua...
2014 – Fevereiro
Voltámos à rua em
mais uma saída neste mês de chuva e cinza. Perdeu a cor o céu e perde-a a
humanidade que se mostra cada vez mais distante da sua superioridade de ser
pensante, endurecida a mente e fechado o coração.
Foi num dia aparentemente
triste, mas com o coração alegre e a esperança sempre presente de tudo poder melhorar,
que preparámos mais esta saída. Fomos juntando as dádivas que cada um trazia e,
a pouco-e-pouco, vimo-las crescer como que se elas próprias se multiplicassem.
Preparadas ao jeito
de cada um, manifestavam o carinho e a devoção com que foram feitas.
- Hoje preparei
bifes! – disse uma das voluntárias do grupo. Ninguém mais soube se eram bifes
ou bifanas porque não se discute nem se badala o que se traz, não vá saber a
mão direita o que faz a esquerda, nem se toca a trombeta fazendo de uma oferta
singela e silenciosa um acto apregoado aos quatro ventos. E se agora e aqui se
traz ao conhecimento não é para pessoalizar ou obter benefício individual mas
tão-só para informar e motivar quem ler para o dever de cada um prosseguir o
ideal evangélico de amar e fazer o bem.
- “O que fizerdes ao
mais pequenino é a MIM que o fazeis!”, - disse Jesus.
Lembrados dessa
afirmação vamos à rua ainda com mais empenho porque sabemos Quem é o
destinatário.
Como habitualmente
dividimo-nos em dois grupos começando um pelos bairros do Aleixo e Pinheiro
Torres e o outro pelas ruas da cidade. A avalanche aconteceu logo no início, na
Rua Júlio Dinis, de onde já não saímos!… Atrás de uns vinham outros e outros
mais… Sessenta entregas num abrir e fechar de olhos!
Contactado o outro
grupo para saber se tinham sobras que permitissem contemplar a expectativa de
uma dúzia que entretanto aguardava esperançada disseram ter ainda alguns sacos
mais. Aguardámos a sua chegada conversando, e distribuindo rebuçados que um
mais atento tinha acrescentado à “ementa”, e café quente, que tínhamos em
abundância.
- “O vosso saco é excelente!”
– disse um desempregado, pessoa não habitual nestas paragens, mas que agradeceu
a fruta e o pão que lhe demos, dizendo que já tinha pão para dar aos 4 filhos
no dia seguinte.
A rua é agora também
feita desta nova classe de gente que a crise precipitou em poucos anos numa
situação de carência, para não dizer em nova pobreza.
De Carregosa tinha
vindo um lote de cobertores usados, em bom estado mas a precisar de serem
arejados ou até lavados para readquirirem o ar de novos. Como não temos
possibilidade de o fazer pensámos a quem poderiam interessar. Vieram à ideia as Irmãzinhas dos Pobres mas disseram que estavam servidas e não
precisavam. Contactámos de seguida o Lar de Santana, em Matosinhos, de onde
disseram interessar muito porque “tinham muitos sem-abrigo para apoiar e às
vezes precisavam de cobertores”.
Nem mais! Dos sem-abrigo
para os sem-abrigo! As surpresas não acabam, e foi desse modo que soubemos que,
além de Lar, aquela obra cumpre uma outra, silenciosamente, do apoio e
fornecimento de roupas, e de 70 a 80 refeições diariamente a pessoas sem-abrigo
e carenciadas que ali encontram acolhida e apoio!
Louvado seja Deus! E
as televisões que da Igreja só se preocupam, enxergam e publicitam quando descobrem algum escândalo!...
O Lar de Santana
passa a ser uma das nossas preferências e uma nova referência. Ao fornecimento gratuito de refeições
quentes a necessitados pelas Ordens de S. Francisco, Carmo, Carmelitas, Trindade,
Irmãs Hospitaleiras (Boavista), igreja de Nossa Senhora da Conceição (Marquês –
Porta Solidária), temos de acrescentar esta mais-valia prestada por uma
congregação humilde que vive de esmolas e da caridade!...
Perante exemplos
destes sentimo-nos pequeninos, mesmo muito pequeninos!
Por isso mesmo continuamos!
C. F.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Próxima saída
Será no dia 12 de Fevereiro a nossa próxima ida à rua.
Vamos manter a preparação habitual, mas com diminuição dos contributos para:
V/ML/C: 50
Agrupam. 174: 30
Par. de Carregosa/V.C.P./Ch.: 30
Outros: 10
Fiquem atentos a mais informações.
C.
Janeiro de 2014 - primeira saída
Foi no passado dia 8 que reiniciámos a nossa presença na rua em mais um ano de actividade.
Ao longo destes anos temos vindo a verificar um aumento de grupos em apoio dos carenciados e uma diminuição do número dos verdadeiros sem-abrigo. Isto mercê de uma melhor organização do apoio, devido em certa medida às políticas e orientações de Bruxelas que levaram à organização da Rua em Rede sob a supervisão e com o empenhamento da Segurança Social, e consequente programa de acolhimento dos sem-abrigo em residenciais ou apartamentos. Daí a diminuição do número destes utentes a solicitar apoio na rua.
Contudo, outros vão aparecendo, aqueles que dão um pontapé na vergonha e se aproximam de quem lhes pode levar algum auxílio. Certo é que também dentre estes há quem se habilite a todos os apoios que podem: Cáritas, Vicentinos, associações, paróquias, e voluntariado. Para evitar desperdício e excesso no recurso aos apoios, foi organizado o roteiro dos diversos grupos que percorrem a cidade em todos os dias da semana de modo a possibilitar a interligação entre eles e limitar a repetição de apoio.
Nas Quartas-feiras temos a companhia de outros grupos e com eles racionalizamos a distribuição.
Assim, nesta Quarta-Feira seguimos pela Rua Júlio Dinis, Bom Sucesso, Aleixo, Pinheiro Torres, Câmara Municipal, Viaduto Gonçalo Cristóvão, e Batalha, onde combinámos a continuação da distribuição com o Café Convívio (CASA). Sabendo que já tinham ido à Praça da República e que seguiriam pela Praça D. João I e outros pontos do centro, Continuámos pelo Hospital de Santo António e regressámos a Aldoar.
Restaram-nos desta distribuição 28 sacos que foram entregues no dia seguinte no Bairro Pinheiro Torres.
Desta distribuição participaram apenas 8 voluntários, 5 do grupo de jovens de Carregosa e 3 de Aldoar.
Este dia tivemos um pedido de ajuda para desintoxicação, que foi encaminhado para a associação Norte Vida, e a lição de vida de um utente que se nos dirigiu na Rua Júlio Dinis confessando a sua falta de tino:
- "Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga"!...
E esclareceu:
- Eu não tinha necessidade disto! Fui bancário nesta cidade, agência "X" do Banco "Y", aceitei a rescisão do contrato por mútuo acordo ao fim de 26 anos de casa... Em pouco tempo estourei 300.000,00 Euros! Sabe? Nasci e cresci num ambiente farto, nunca me faltou nada, e se fazia alguma asneira tinha sempre um guarda-chuva que reparava as minhas faltas. Não fui habituado a assumir as minhas falhas. Agora a casa de comércio do meu pai está na falência, já não posso contar com esse guarda-chuva, mas tenho de me virar seja por onde for!
E lá ficou disposto a recomeçar, e nós a pensarmos como é que ele agora, com esta crise e com 46 anos, vai dar a volta se a não soube dar quando tinha possibilidade...
Conclusão: quem está convencido que dando tudo aos seus filhos, os está a educar como deve, está de facto muito enganado pois não os está a preparar para enfrentar sozinhos os reveses da vida se vierem a surgir!
C. F.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Jantar de Natal na Porta Solidária 2013
No passado dia 28 de Dezembro
realizou-se nas instalações da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no
Porto, mais um Jantar de Natal organizado pela Porta Solidária para os seus habituais
utentes e para as pessoas carenciadas ou sem-abrigo que recorrem diariamente ao
apoio dos voluntários nas ruas da cidade. Não foi simplesmente “mais um jantar”
mas o 11º. que ali se serviu na quadra natalícia destes últimos anos, na
continuação de um procedimento de acolhimento quotidiano dos mais
desfavorecidos.
Trezentas e oitenta pessoas foram
carinhosamente acompanhadas por cerca de 150 voluntários que acorreram ao apelo
oportunamente feito, e que integraram seis equipas de trabalho.
Tudo decorreu em boa ordem numa
impecável organização do pároco, e que de ano--a-ano se mostra sempre mais
afinada.
Colaboraram directamente na sua
organização a Caritas diocesana, os colégios de Nossa Senhora da Paz e de Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro, o Hospital de Santa Maria, a Escola Superior de
Educação Paula Fracinetti, e muitos voluntários de entre os quais se destacaram
um grupo de escuteiros de Rio Tinto, o “Abraço na Noite” e “Franjas Sociais”,
este último integrando escuteiros do Agrupamento 174 (Aldoar) e os jovens das
paróquias de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave (Oliveira de Azeméis).
Abrilhantaram e alegraram o convívio a
TUNÍFICA - Tuna Católica de Mafamude e um grupo instrumental da Paróquia.
No final, ao som de ferrinhos, viola
e concertina, os voluntários desejaram e cantaram as Boas-Festas a todos os
presentes, entre os quais se contavam algumas crianças que também foram
contempladas com presentes de antemão especialmente para elas preparados.
Seria este mais um jantar trivial se
não envolvesse o dar e receber. Mesmo que se não aguarde qualquer paga, ao dar,
recebe-se de quem se serve o carinho, o agradecimento, a amizade. Mas desta vez
também o insólito veio trazer uma especial nota de reconhecimento demonstrativa
de que as pessoas ditas da rua também elas são pérolas sociais a maior parte
das vezes pouco consideradas e estimadas. Terminado o jantar, um dos utentes,
natural do Egipto, desenhou na toalha de papel um expressivo e belo rosto de
Cristo. Tão expressivo e tão belo que o Sr. Pe. Rubens não resistiu em o
recortar e guardar cuidadosamente. Naquele acto viu-se implícito o
agradecimento singelo e sincero de quantos vêem na Porta Solidária e na
Paróquia uma atitude de desprendido acolhimento. E uma maneira de Jesus aprovar
por meio de um dos seus mais pequeninos a obra que um dia ali nasceu. Modo
subtil e silencioso de Deus se manifestar e, também, de agradecer na pessoa
daqueles que são a Sua imagem e o Seu rosto!...
28.12.2013
C. F.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A ceia de Natal dos sem-abrigo na Porta Solidária
Como vem sendo habitual participámos na preparação e no serviço da Ceia de Natal que a Porta Solidária organiza para os nossos amigos sem-abrigo.
Consideramos que é um momento de congregação de todos quantos estão na rua ao longo do ano com mesmo desejo de servir e ir ao encontro dos carenciados que a fatalidade, a acção e a inacção atiraram para situações de extrema necessidade.
Deste acontecimento dá sucintamente conta o relato seguinte que veio publicado quase que na íntegra pelo semanário diocesano VP:
O Natal na “Porta Solidária”
Já vai ficando longe o ano de 2003 em que numa simpática iniciativa os trabalhadores do Hotel Sheraton do Porto decidiram oferecer um jantar de Natal às pessoas sem abrigo da cidade e encontraram na Paróquia de Nª. Senhora da Conceição o local, o apoio e o acolhimento ideais para esse efeito.
Em 2005 a Paróquia assumiu directamente a sua organização e, levando à letra o sentimento de que “todos os dias deviam ser Natal” e o espírito de caridade do Evangelho, criou a “Porta Solidária” que passou a servir a quem precisar uma refeição quente todos os dias úteis do ano, a distribuir diariamente roupas e agasalhos, a encaminhar para outras entidades os casos que requeiram especial tratamento, e a facultar cuidados de enfermagem por pessoal voluntário habilitado.
Daí que o Natal da Porta Solidária não seja um simples fogacho natalício mas uma verdadeira festa na continuidade da actividade caritativa de um ano que conta com a congregação de esforços de outros grupos e organizações de voluntários de dentro e fora da cidade.
Este ano decorreu no passado dia 29 de Dezembro e teve o habitual apoio da Caritas Diocesana, do pessoal do Hospital de Santa Maria do Porto, da Escola Superior de Educação Paula Fracinetti, dos voluntários da Porta Solidária, dos escuteiros e jovens da Paróquia, do grupo de apoio aos Sem-abrigo “Franjas Sociais” e o seu numeroso séquito das Paróquias de Aldoar, Carregosa e Vila Cova de Perrinho, de jovens da Paróquia de Nª. Senhora da Conceição de Guimarães, de mais alguns vindos de Famalicão e de outros lugares que responderam com a sua participação activa na realização da festa, num total de mais de cem voluntários.
Ainda que estejamos em época de carência, choveram de um e outro lado os donativos para o jantar e para as prendas a entregar no final, de modo a que tudo chegasse e nada faltasse numa organização que de ano a ano vai afinando cada vez melhor.
Ainda que muitos dos que conhecemos da rua não tivessem comparecido, a sala não demorou a ficar completamente cheia com todos os 383 lugares preenchidos.
Via-se satisfação e alegria nos rostos à medida que os estômagos se sentiam satisfeitos. Para isso também contribuiu a animação proporcionada por um grupo de jovens da Paróquia que deu som aos seus instrumentos, e, no final, o simpático e afinado grupo de Cavaquinhos do Marquês que só não pôs tudo a dançar porque a sala não o permitia.
Cativante foi ver o Pastor entre as suas últimas ovelhas: como já é habitual, o Sr. D. Manuel Clemente participou e dialogou com eles na refeição, acompanhou os voluntários de serviço na sala e na cozinha, e, perto do final, associou-se ao cantar das janeiras em que, num credo sincero, mais de cem vozes foram repetindo em coro para a sala e para o mundo:
“Nós vimos aqui a cantar
P’ra anunciar com amor:
Já nasceu o Deus Menino,
É Jesus o Redentor. ”
E é este anúncio de primavera que o voluntariado ao serviço dos mais pobres e deserdados, daqueles que têm pouco e dos que nem tecto têm, conserva no coração e leva ao longo do ano a cada utente da Porta Solidária, e quer levar a toda a parte pela palavra e pela acção aos “caminhos e azinhagas” do mundo e desta nossa cidade onde quer que se encontre alguém a precisar de conhecer a Deus, e a necessitar de Pão, de Paz e de Amor.
Um voluntário.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
BOAS FESTAS, FELIZ NATAL
No final de mais um ano de actividade ao serviço dos mais débeis e carenciados venho desejar a todos os elementos do grupo "Franjas Sociais", aos nossos amigos colaboradores, aos que nos acompanham na acção e na leitura dos relatos que vamos fazendo, e, especialmente a todos quantos acompanhamos ao longo do ano e que certamente não lerão esta mensagem, um Santo Natal e um Bom Ano de 2013 que se deseja mais risonho, farto e pacífico que o que nos têm prometido.
C.
Boas Festas
No final de mais um ano de actividade ao serviço dos mais débeis e carenciados venho desejar a todos os elementos do grupo "Franjas Sociais", aos nossos amigos colaboradores, aos que nos acompanham na acção e na leitura dos relatos que vamos fazendo, e, especialmente a todos quantos acompanhamos ao longo do ano e que certamente não lerão esta mensagem, um Santo Natal e um Bom Ano de 2013 que se deseja mais risonho, farto e pacífico que o que nos têm prometido.
C.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Pensamento mês de Abril
Este mês como reflexão enviei a todos o seguinte:
Muitos de vós pensaram: "Por ser Páscoa a nossa reflexão é o Pai Nosso." Lemos a oração, já com o piloto automático ligado e pronto, não pensamos mais nisso.
Ontem, quando terminamos a nossa ronda, fomos chamados a pensar um pouco nesta oração.
Aqui fica o pensamento deste mês...
Homem: Senhor, obrigado por me ensinares esta oração e agora obrigado por me fazer entendê-la.
DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, aqueles que querem ser livres do pecado. Abençôo-te e fica com minha paz!
Homem: Obrigado Senhor! Estou muito feliz por saber que és meu amigo.
Muitos de vós pensaram: "Por ser Páscoa a nossa reflexão é o Pai Nosso." Lemos a oração, já com o piloto automático ligado e pronto, não pensamos mais nisso.
Ontem, quando terminamos a nossa ronda, fomos chamados a pensar um pouco nesta oração.
Aqui fica o pensamento deste mês...
Homem: Pai nosso que estais no céu...
DEUS: Sim? Estou aqui...
Homem: Por favor, não me interrompa, estou a rezar!
DEUS: Mas tu chamaste-me!
Homem: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou a rezar....
DEUS: Sim? Estou aqui...
Homem: Por favor, não me interrompa, estou a rezar!
DEUS: Mas tu chamaste-me!
Homem: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou a rezar....
Pai nosso que estais no céu...
DEUS: Ai, chamaste-me de novo...
Homem: Fiz o quê?
DEUS: Chamaste-me! Tu disseste: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudar-te?
Homem: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezar. Rezo o Pai Nosso todos os dias, sinto-me bem assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumprí-lo...
DEUS: Mas como podes dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são teus irmãos, como podes dizer que estais no céu, se tu não sabes que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?
Homem: Realmente ainda não tinha pensado nisso.
DEUS: Mas prossegue a tua oração.
Homem: Santificado seja o Vosso nome...
DEUS: Espera ai! O que queres tu dizer com isso?
Homem: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!
DEUS: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.
Homem: Agora entendi. Mas nunca tinha pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO. "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu..."
DEUS: Estás a falar a sério?
Homem: Claro! Porque não?
DEUS: E o que é que fazes para que isso aconteça?
Homem: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.
DEUS: Tenho controle sobre ti?
Homem: Bem, eu frequento a igreja!
DEUS: Não foi isso que Eu perguntei! Pergunto pela forma como tratas os teus irmãos, a maneira como gastas o teu dinheiro, o muito tempo que dás à televisão, as propagandas e o pouco tempo que dedicas a Mim...
Homem: Por favor. Pare de criticar!
DEUS: Desculpa. Pensei que estavas a pedir para que fosse feita a minha vontade. Se isso acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade. O frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.
Homem: Esta certo, tens razão. Acho que nunca aceito a Sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo a reclamar, se estou doente, peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e tu, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Estou gostar dessa nova atitude.
Homem: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está a demorar muito mais do que costuma ser. Vou continuar: ... "o pão nosso de cada dia nos dai hoje..."
DEUS: Pára ai! Estas a pedir pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando Me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem o pão. Podes pedir-me o que quiser, desde que me vejas como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de tua oração. Continua!
Homem: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..."
DEUS: E o teu irmão desprezado?
Homem: Está a ver? Olhe Senhor, ele já criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso vingar-me.
DEUS: Mas, e a tua oração? O que quer dizer a tua oração? Tu chamaste-me, e eu estou aqui, quero que saias daqui transfigurado, estou a gostar de te ver ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de ti, não achas?
Homem: Acho que iria sentir-me melhor se me vingasse!
DEUS: Não vais não! Vais-te sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pensa na tristeza que me causarias, pensa na tua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para ti. Basta quereres.
Homem: Pode? Mas como?
DEUS: Perdoa o teu irmão, Eu perdoar-te-ei a ti e te aliviarei.
Homem: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
DEUS: Então não me peças perdão também!
Homem: Mais uma vez está certo! Mas só quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Esta bem, esta bem, eu perdô-o a todos, mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e para os meus inimigos.
DEUS: Isto que tu pedes é maravilhoso, estou muito feliz contigo. E tu? Como te estás a sentir?
Homem: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca me havia sentido assim! É tão bom falar com Deus.
DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossegue...
Homem: "E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal..."
DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não te ponhas em situações onde possas ser tentado.
Homem: O que quer dizer com isso?
DEUS: Deixa de andar na companhia de pessoas que te levam a participar em coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandona a maldade, o ódio. Isso tudo vai levar-te para o caminho errado. Não uses tudo isso como saída de emergência!
Homem: Não estou a entender!
DEUS: Claro que entendes! Já fizeste isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre a pedir-me socorro.
Homem: Estou com muita vergonha, Perdoa-me Senhor!
DEUS: Claro que perdoo! Sempre perdôo a quem esta disposto a perdoar também, mas não te esqueças, quando me chamares, lembra-te da nossa conversa, medita cada palavra que disseres... Termina a tua oração.
Homem: Terminar? Ah, sim, "AMÉM!"
DEUS: O que quer dizer AMÉM?
Homem: Não sei. É o final da oração.
DEUS: Só deves dizer AMÉM quando aceitas dizer tudo o que Eu quero, quando concordas com minha vontade, quando segues os meus mandamentos.
Porque AMÉM! quer dizer, ASSIM SEJA, concordo com tudo
que rezei.DEUS: Ai, chamaste-me de novo...
Homem: Fiz o quê?
DEUS: Chamaste-me! Tu disseste: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudar-te?
Homem: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezar. Rezo o Pai Nosso todos os dias, sinto-me bem assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumprí-lo...
DEUS: Mas como podes dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são teus irmãos, como podes dizer que estais no céu, se tu não sabes que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?
Homem: Realmente ainda não tinha pensado nisso.
DEUS: Mas prossegue a tua oração.
Homem: Santificado seja o Vosso nome...
DEUS: Espera ai! O que queres tu dizer com isso?
Homem: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!
DEUS: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.
Homem: Agora entendi. Mas nunca tinha pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO. "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu..."
DEUS: Estás a falar a sério?
Homem: Claro! Porque não?
DEUS: E o que é que fazes para que isso aconteça?
Homem: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.
DEUS: Tenho controle sobre ti?
Homem: Bem, eu frequento a igreja!
DEUS: Não foi isso que Eu perguntei! Pergunto pela forma como tratas os teus irmãos, a maneira como gastas o teu dinheiro, o muito tempo que dás à televisão, as propagandas e o pouco tempo que dedicas a Mim...
Homem: Por favor. Pare de criticar!
DEUS: Desculpa. Pensei que estavas a pedir para que fosse feita a minha vontade. Se isso acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade. O frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.
Homem: Esta certo, tens razão. Acho que nunca aceito a Sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo a reclamar, se estou doente, peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e tu, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Estou gostar dessa nova atitude.
Homem: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está a demorar muito mais do que costuma ser. Vou continuar: ... "o pão nosso de cada dia nos dai hoje..."
DEUS: Pára ai! Estas a pedir pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando Me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem o pão. Podes pedir-me o que quiser, desde que me vejas como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de tua oração. Continua!
Homem: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..."
DEUS: E o teu irmão desprezado?
Homem: Está a ver? Olhe Senhor, ele já criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso vingar-me.
DEUS: Mas, e a tua oração? O que quer dizer a tua oração? Tu chamaste-me, e eu estou aqui, quero que saias daqui transfigurado, estou a gostar de te ver ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de ti, não achas?
Homem: Acho que iria sentir-me melhor se me vingasse!
DEUS: Não vais não! Vais-te sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pensa na tristeza que me causarias, pensa na tua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para ti. Basta quereres.
Homem: Pode? Mas como?
DEUS: Perdoa o teu irmão, Eu perdoar-te-ei a ti e te aliviarei.
Homem: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
DEUS: Então não me peças perdão também!
Homem: Mais uma vez está certo! Mas só quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Esta bem, esta bem, eu perdô-o a todos, mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e para os meus inimigos.
DEUS: Isto que tu pedes é maravilhoso, estou muito feliz contigo. E tu? Como te estás a sentir?
Homem: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca me havia sentido assim! É tão bom falar com Deus.
DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossegue...
Homem: "E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal..."
DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não te ponhas em situações onde possas ser tentado.
Homem: O que quer dizer com isso?
DEUS: Deixa de andar na companhia de pessoas que te levam a participar em coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandona a maldade, o ódio. Isso tudo vai levar-te para o caminho errado. Não uses tudo isso como saída de emergência!
Homem: Não estou a entender!
DEUS: Claro que entendes! Já fizeste isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre a pedir-me socorro.
Homem: Estou com muita vergonha, Perdoa-me Senhor!
DEUS: Claro que perdoo! Sempre perdôo a quem esta disposto a perdoar também, mas não te esqueças, quando me chamares, lembra-te da nossa conversa, medita cada palavra que disseres... Termina a tua oração.
Homem: Terminar? Ah, sim, "AMÉM!"
DEUS: O que quer dizer AMÉM?
Homem: Não sei. É o final da oração.
DEUS: Só deves dizer AMÉM quando aceitas dizer tudo o que Eu quero, quando concordas com minha vontade, quando segues os meus mandamentos.
Homem: Senhor, obrigado por me ensinares esta oração e agora obrigado por me fazer entendê-la.
DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, aqueles que querem ser livres do pecado. Abençôo-te e fica com minha paz!
Homem: Obrigado Senhor! Estou muito feliz por saber que és meu amigo.
domingo, 18 de março de 2012
Lição de 4ª. Feira
"Algumas vezes sabemos dentro de nós que devemos fazer qualquer coisa semelhante a plantar uma árvore, mesmo sabendo que nunca comeremos dos seus frutos nem descansaremos à sua sombra.
Ou descobrimos que devemos aplicar-nos não tanto ao nosso pequeno problema, mas a reconstruir as ruínas imensas que nos rodeiam. E nunca como então somos tão grandes. E nunca como então estamos tão perto de nós mesmos."
Paulo Geraldo
Quem planta uma árvore mesmo sabendo que nunca comerá dos seus frutos, não é egoísta, e também não o é quem está mais interessado em acorrer à fragilidade do outro do que interessado em sí próprio.
Este foi o belo pensamento que a dupla Suzana/Hugo nos deixaram para meditarmos durante a semana que antecedeu a nossa última saída na Quarta-Feira.
É o altruísmo a prevalecer sobre o egoísmo, o amor sobre o ódio, a generosidade sobre a ganância (avareza), a humildade sobre o orgulho...
Em abstracto todos sabemos já essa lição. O que me surpreendeu foi o facto de termos encontrado o seu negativo na Quarta-Feira à noite, personificado num sem-abrigo ocasional com que deparámos na Rua de Camões.
Estávamos já a "desfazer as malas" naquele sítio quando aparece um par, perfeitamente desemparelhado, ele com 81 anos, ela com 38. Ébria, procurava nele amparo, ele achava nela nem sei o quê que lhe servisse. Mas faziam um par. Ela ria sem motivo, ele arrastava uma mala como quem vai para a residencial. Encostaram-se a outros dois na escadaria do prédio preparando-se para ali passar a noite. E foi então que começaram as "apresentações" por parte da companheira, dando todas as referências dele, de onde era, o que fazia, etc.
Como quem diz um segredo sem lho pedir, foi dizendo:
- É cleptomaníaco!
- Leva para casa tudo quanto apanha...
- Tem "lá" um armazém cheio de quinquilharia...
- Até guarda-chuvas avariados ele leva para casa! E palitos que encontra!...
- A mulher dele - tem mulher, sabia? - trata-o bem, trata-lhe da roupa e da comida, mas ele não quer saber e volta e meia dá à sola e anda por aí. Então a mulher deita-lhe os guarda-chuvas ao rio.
- E eu volto lá buscá-los! - completou ele.
E acrescentou:
- Um palito tem utilidade, Sabe?
A mala estava ali mas ainda estava vazia.
- É para meter aí o que encontra... - esclareceu ela.
- Então quando vai para casa leva-a cheia? - perguntei.
- Pois, é para meter aí as coisas. Sabe, ele tem muito dinheiro, tem carro e tudo! É rico!
- Já lá tive sete de uma vez! - respondeu ele. E ria.
- Se tem dinheiro, onde é que vai dormir hoje?
- Hoje?!... Aqui!
- Então, podia ir para uma pensão... dormia bem numa cama quentinha...
- Uma pensão custa dinheiro!... Uma pensão custa dinheiro!...
- Ele é assim!... - exibia ela o punho fechado. Não gasta um tostão!
- O dinheiro pode fazer falta! - continuava ele.
Achei que devia tentar destapar-lhe a cataplana em que está, e perguntei-lhe se nunca tinha dado nada a ninguém. Olhou-me meio espantado.
- Dar?!... P'ra quê?
- A alguém que precise!
- O quê?
- Um palito por exemplo...
81 anos!...
- Mas um palito tem utilidade!... Um palito pode ter utilidade!...
- Sabe que há mais prazer em dar do que em ter ou recber?
Não, o C. não sabia... E ali ficou sem saber. A cataplana continuou hermética.
Egoísmo concentrado. Dali não sai nada.
Vim para casa a pensar nas duas atitudes em confronto: uma concentrada no outro, a outra concentrada no eu, ao cúmulo. Nesta última atitude o outro está sempre ausente, nem existe sequer. Só o eu, o meu, o ter.
Estampa perfeita da parábola dos talentos. Quanto rendem os deste homem? NADA!... Não geram amor, nem amizade, nem bem, nem riqueza. Nem servem até para nada a não ser para a esperança de virem a servir, o que nunca acontece.
E dei ainda comigo a pensar no porquê de nos ter surgido nesta noite este exemplar para quem tudo tem utilidade desde que seja ele o servido, o beneficiado, e que nunca tem um olhar para quem o serve, ajuda, apoia, trata, como é o da esposa que permanece sempre em casa de braços abertos para o receber depois de cada arruada, noites seguidas a deambular sem rumo certo, companhias de ocasião, ao Deus-dará...
81 anos!...
A quem aprova Deus, àqueles que agem sem esperar benefício ou retribuição como sugere Paulo Geraldo, ou aos que procedem como C. para quem os degraus dum patamar servem para dormir porque uma pensão custa dinheiro, e que tudo arrebanham porque até um palito pode ter utilidade?
C.F.
domingo, 11 de março de 2012
Sr. Santos
Caros amigos:
Às vezes as notícias que não temos chegam-nos quando não as procuramos. Ontem alguém me perguntou pelo Sr. Santos, o camionista de Aveiro que parava junto à bomba de gasolina do Campo Alegre, logo a seguir ao Capa Negra. Como o nosso grupo foi reforçado o ano passado com uma segunda carrinha nem sempre dá passar por ali e não tinha notícias para dar.
Ao fim da tarde, quando subia uma rua perpendicular ao Campo Alegre, perguntei por ele ao José, que estava envolvido na tarefa de arrumador de carros. Respondeu-me que já tinha falecido há cerca de um ano...
Seria verdade ou má interpretação?
Hoje, passando por ali, espreitei a mina onde dormia, no Horto das Virtudes. Lá estava a tenda perfeitamente montada. Desci e chamei: sr. Santos!... Saíu de lá o José a dizer: então não lhe disse ontem que ele faleceu há um ano?!...
Ficou confirmada a notícia. O José é o herdeiro do seu lugar na mina onde continua o ritual do dono anterior, como atestam as roupas estendidas a secar na corda...
Não mais será preciso deixar o saco "no canteiro junto à parede".
Fica-nos a recordação das quase horas que demorava a expor os seus conhecimentos de informática, sempre loquaz, sem dar quase tempo a podermos entrar na conversa.
Mais uma intenção a colocar nas nossas orações pela Paz Eterna dos que já partiram.
PNAMGP
C. F.
Às vezes as notícias que não temos chegam-nos quando não as procuramos. Ontem alguém me perguntou pelo Sr. Santos, o camionista de Aveiro que parava junto à bomba de gasolina do Campo Alegre, logo a seguir ao Capa Negra. Como o nosso grupo foi reforçado o ano passado com uma segunda carrinha nem sempre dá passar por ali e não tinha notícias para dar.
Ao fim da tarde, quando subia uma rua perpendicular ao Campo Alegre, perguntei por ele ao José, que estava envolvido na tarefa de arrumador de carros. Respondeu-me que já tinha falecido há cerca de um ano...
Seria verdade ou má interpretação?
Hoje, passando por ali, espreitei a mina onde dormia, no Horto das Virtudes. Lá estava a tenda perfeitamente montada. Desci e chamei: sr. Santos!... Saíu de lá o José a dizer: então não lhe disse ontem que ele faleceu há um ano?!...
Ficou confirmada a notícia. O José é o herdeiro do seu lugar na mina onde continua o ritual do dono anterior, como atestam as roupas estendidas a secar na corda...
Não mais será preciso deixar o saco "no canteiro junto à parede".
Fica-nos a recordação das quase horas que demorava a expor os seus conhecimentos de informática, sempre loquaz, sem dar quase tempo a podermos entrar na conversa.
Mais uma intenção a colocar nas nossas orações pela Paz Eterna dos que já partiram.
PNAMGP
C. F.
quarta-feira, 7 de março de 2012
2012 e a rua continua...
Com saídas já realizadas em Janeiro e Fevereiro continuamos a nossa missão...
No princípio do ano e, mais concretamente, em Fevereiro, encontrámos as ruas quase que semi-desertas por causa do frio e da deslocação de muitos para locais de abrigo de recurso: a Casa da Rua e instalações da Câmara Municipal. Perante o sucesso da operação ainda acalentámos uma ténue esperança de que pudesse servir de catapulta para se avançar definitivamente para a criação de locais permanentes de abrigo mais ou menos abertos sob a supervisão dos responsáveis da Segurança Social ou de outros organismos que têm a responsabilidade de velar pela segurança e qualidade de vida das populações, mas, erro meu, tudo voltou já ao princípio sem se vislumbrar uma nesga que permita adivinhar que se decida ir por aí...
Às vezes as soluções são tão fáceis e estão tão ao alcance das nossas possibilidades que até escandaliza que não sejam equacionadas! Será o nosso feitio de querer tudo sempre muito bem feito, à medida de cada um e, também, dos organismos de controlo que foram criados para assegurar o normal funcionamento da sociedade que entrava o avanço? Esses organismos, é fácil ver, acho que não têm lugar aqui tratando-se de situações à margem da própria sociedade cuja gravidade e marginalidade se pretende minimizar.
Assim sendo, por que não andar para a frente, contado com o mínimo e a boa vontade de quantos já estão empenhados em acorrer gratuitamente a quem precisa?
O certo é que a rua começa novamente a encher-se passada que foi a arremetida daqueles dias mais frios do que é costume, e esqueceu-se o principal. Resta a "solidariedade" daqueles que teimam todo o ano em repetir todos os dias os mesmos gestos de aconchego e amizade sem esperar retribuição que não seja a de ver regressar àqueles rostos um vislumbre de alegria quase sempre fugaz, e o reconhecimento da sua identidade humana.
Desabafos...
Com o saco que entregamos fica sempre algo de nós. É mais do que isso o que lhes damos. Coragem, Fé, Esperança, um rasto de Amor...
Chegados aqui, vendo crescer o desejo de apoiar e aumentar o número dos que a isso se dispõem, impõe-se que se partilhe a tarefa de organizar, dando azo a que mais e melhores ideias venham enriquecer o espírito de ajuda aproveitando a garra e a juventude dos voluntários que têm vindo a aderir a este projecto.
Os escuteiros de Aldoar abraçaram esta ideia e dois deles dispuseram-se a dar nova cara ao grupo "Franjas Sociais" ao menos durante este ano. Serão eles que responderão e representarão o grupo daqui em diante. É uma passagem de testemunho que abrange também de certo modo a juventude da Paróquia de Carregosa que fica à espera da sua vez. Dividindo tarefas e responsabilidades uniremos mais os nossos esforços com vista ao objectivo de acorrer às necessidades do próximo segundo as possibilidades de cada um sem que fiquemos à espera que outros façam o que a cada um de nós compete: sermos os samaritanos do próximo quando damos conta da sua situação e existência.
Aldoar e Carregosa estão unidas numa tarefa que ultrapassa a mera ajuda aos necessitados.
À rua levamos ajuda, da rua para nossas casas e paróquias queremos trazer nova dinâmica e vivência em Igreja.
A saída deste mês está já a ser preparada pelos novos responsáveis com novidades de figurino e de pensamento, bem como o programa deste ano.
Aguardamos com expectativa o resultado da resposta que daremos ao novo desafio e os frutos que daí advirão para todos.
Parabéns à Susana e ao Hugo, a quem daremos toda a força e apoio de que necessitem.
Parabéns à juventude de Carregosa que persevera neste projecto sem se queixar dos 50 Km que nos separam, com quem esperamos desenvolver um intercâmbio que enriqueça quem de cá e de lá nele está envolvido.
Assim Deus nos ajude!
C. F.
domingo, 15 de janeiro de 2012
7º. Ano...
E regressámos à rua no dia 11 deste mês. É especialmente bom ver alguns que se nos dirigem contando que já se encontram em tratamento, outros recuperados. Não vou relatar em pormenor os encontros ou reencontros nem o que rodeou a preparação de mais uma saída. Foi mais uma boa resposta dos nossos amigos escuteiros e dos da Paróquia de Carregosa, uns e outros com história alicerçada nestes raides. Aliás, não consta do relato, mas só da Paróquia de Carregosa compareceram 35 voluntários ao Jantar de Natal servido aos Sem-abrigo!
Sempre presentes nestas e noutras iniciativas, são exemplo vivo de que olhar com olhos de ver o próximo não é tarefa alheia mas da responsabilidade moral de cada um.
Foi fria a noite mas muito quente de afectos.
Correram-se os Bairros Sociais e as ruas da Baixa.
Deixámos algo de nós e muito do que lhes levámos e viemos embora temporariamente resignados com a nossa incapacidade de responder a todas as suas necessidades. Mas anotamo-las e continuamos a teimar...
Salutar é ver que a rua, a pouco e pouco, vai mudando alguma coisa! Hoje já não é aquela rua de há 10, de há 7 anos! Há menos gente a dormir ao relento e há muito menos abandonados a si mesmos e ao seu natural desleixo. Alguns dos que afastavam de si qualquer um pelas cotras do vestuário e pelo odor acre e desagradável da imundície que transportavam no corpo e na roupa, estão e sentem-se muito mais humanizados.
Tudo isto é sinal de que todos os que estão com eles na rua, seja em resposta a um apelo pessoal ou da organização em que se integraram como voluntários, ou até de dever de ofício, devemos continuar porque ainda que não consigamos erradicar o mal pela raíz podemos pelo menos fazê-lo diminuir.
A tarefa não é fácil mas não é motivo para se lhe virar as costas.
Neste novo ano e nos que se lhe seguirem continuaremos a tentar com o melhor do nosso esforço e contributo que a rua seja melhor, e que os que a têm por casa encontrem por fim um abrigo certo, seguro e digno.
Um Bom Ano a todos.
C.
Jantar de Natal com os Sem-abrigo
Seguindo a tradição iniciada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição há já alguns anos, foi servido no passado dia 29 de Dezembro o Jantar de Natal aos Sem-abrigo. A iniciativa destinava-se a contemplar não só os habituais utentes da Porta Solidária, a quem é servida diariamente uma refeição na Paróquia, mas também aos demais Sem-abrigo que o desejassem.
A data foi previamente anunciada nas ruas e foram também feitos os contactos com alguns grupos de voluntários para assegurarem a preparação e o apoio na refeição.
Numa congregação de vontades, em verdadeiro espírito de Caridade Cristã, cedo começaram a surgir de um e outro lado as contribuições voluntárias dos géneros necessários, todos dispensando qualquer tipo de publicidade. Assim, desde os frangos, passando pela fruta, Vinho do Porto e terminando nos chocolates e no Bolo-Rei, tudo foi aparecendo anonimamente, sem alarde nem qualquer forma de cobrança.
E, na tarde deste dia, foi uma agradável surpresa ver aparecer, dispostos a executar qualquer tarefa, cerca de cem (100!...) voluntários aos quais foi destinada uma das diversas ocupações – cozinha, copa, mesas, acolhimento, animação – necessárias ao bom êxito da festa. Sim, porque de verdadeira festa se trata, e tratou mais uma vez este ano, em que até se ultrapassou o êxito já alcançado em anos anteriores.
De facto, à fartura e diversidade do serviço, juntou-se a alegria geral partilhada com os mais de trezentos comensais e a animação do grupo de cavaquinhos da Paróquia. Cantou-se, dançou-se, e o riso rasgado em muitas bocas deixava para trás as agruras do dia-a-dia de todos…
Sempre presente onde mais falta faz, numa comprida mesa corrida, o Sr. D. Manuel Clemente tomou mais uma vez lugar no meio deles, acompanhando-os na refeição, alimentando-lhes a alegria, e relembrando-lhes que também eles são parte integrante da Igreja de Cristo.
Em coro afinado, os voluntários desejaram a todos as Boas Festas de um Natal Santo e de um Ano Bom como precisamos.
De estômagos compostos e sacos cheios de prendas, os contemplados levaram também a alma cheia de gratidão e daquela alegria que, é pena, mas parece que só o Natal sabe dar, ainda que ali a Porta Solidária durante todo o ano aberta, o pretenda fazer aos que a procuram todos os dias.
Na troca de abraços final ficou a sensação de mais um dever cumprido e a determinação de ali voltar no próximo Natal, esperando que a alegria que a pouco e pouco vai sendo semeada, germine e cresça e cada vez mais se expanda numa séria contribuição para a construção de um mundo melhor.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Bom Ano de 2012
Ainda que os ventos que sopram não pareçam trazer boas novas para quase ninguém deste país e de grande parte do mundo, mantendo a Esperança na possibilidade de construção de um mundo melhor onde reine a Paz, o Amor, a Harmonia, a Tranquilidade, a Esperança e a Justiça, insisto em desejar que o Novo Ano de 2012 (em que entramos no nosso 7º. ano de rua) seja um Ano Bom, pleno de realizações pessoais, familiares, profissionais e sociais para todos os voluntários de Franjas Sociais, suas famílias e amigos, e para todos quantos nos acompanham por meio deste blogue.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
E fomos à rua...
Tal como programado, depois de uma rápida preparação, voltámos ontem à rua.
Éramos 6: 2 do Porto e 4 de Carregosa.
Juntámos à nossa preparação inicial a fartura que nos veio das pastelarias Jamor e Nobreza. Eram doses bem aviadas e, desta vez, recheadas com doces e salgados a condizer com a época que se avizinha. Também bastante fruta, rebuçados e chocolates a lembrar já o Natal.
Começámos pelo Bom Sucesso onde o sucesso foi a abordagem dos sem-abrigo que teimaram em ficar por ali desprezando ou ignorando a existência do Jantar servido nas instalações do CCD da Câmara. Eram uns 8. Mais um - o sr. Manuel - na Rotunda, onde também estava um estrangeiro, de aparência, alemão, que não quis nada e nos ofereceu até maçãs que tinha num saco de plástico. Mal falava, limitando-se a uma estranha sinalética de cabeça e uns poucos monossílabos. Sabemos que, pelo menos os Russos que estanciam no Bom Sucesso, estão a ser acompanhados pelo Instituto Santo Inácio de Loyola com vista ao seu repatriamento - que tarda!
Demos a volta pela Júlio Dinis onde estavam dois: um apoiado e um apoiante, voluntário do Colégio do Rosário. Foi uma ocasião para breve troca de impressões e afinação de agulhas sobre a intervenção na rua. É conversa para continuar noutros momentos e lugares.
Na Praça da República estava o casal que ali se arruma. Temos de os acompanhar tentando a sua recuperação. São muito jovens e o álcool está a destruir-lhes a existência. Sabem isso mas falta-lhes a coragem...
Na Batalha estava uma resistente que não sabia do Jantar... E apareceram mais uns tantos, e o André, que se tinha esquecido da data.
Relembrámos-lhes a do "nosso Jantar" a 29 para que se não esqueçam também de aparecer!
Fomos à Areosa: nada! O viaduto está vazio.
Santo António, mais um ou outro "esquecido".
Havia ainda alguns sacos, fruta, doces e salgados avulso que levámos ao Bairro Pinheiro Torres. Em "sel-service" ali ficou aquele nosso resto!
Connosco nesta volta foram a Adriana e o Gonçalo, dois jovens de Carregosa que aproveitaram esta oportunidade para exercer a Caridade no espírito de S. Paulo e ver como o Homem degrada a sua imagem quando se distancia de Deus. E como é fácil cair, mas difícil recuperar!...
Que Deus nos proteja e livre das quedas e lhes traga como presente deste Natal a suficiente dose de coragem para poderem iniciar a mudança em suas vidas.
Só assim entendo o verdadeiro sentido da celebração do Natal, e a justificação do desejo de Boas Festas a todos!
Que Jesus nasça verdadeiramente em nossos corações.
Um Santo Natal!
15 - 12- 2011
C.F.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Na rua em Dezembro
Amigos!
Na sequência dos contactos anteriores venho trazer ao conhecimento de todos o que se decidiu fazer este mês e o calendário das actividades previstas em benefício dos Sem-abrigo.
Como ficou combinado com todos vamos centrar o nosso apoio no Jantar de Natal que será servido no próximo dia 29 na cripta da igreja de Nª. Srª. da Conceição (Marquês), participando com a doação de pão, sumos, fruta, chocolates e Vinho do Porto. E participando activamente num dos diversos serviços programados.
As doações deverão ser entregues na Paróquia até às dez da manhã do dia 29/12.
Os voluntários deverão comparecer na Paróquia às 15,00 horas para ajuda, distribuição de tarefas (com crachás e avental) e orientação geral.
Para amanhã estava previsto que abdicássemos da saída habitual por ocorrer o jantar de Natal servido aos Sem-abrigo nas instalações da Câmara Municipal do Porto junto à rua Damião de Góis. Mas... considerando que muitos dos frequentadores dos Bairros e alguns idosos isolados teimam em não participar nesses jantares, os nossos amigos de Carregosa dispuseram-se a vir para ir ao seu encontro. Era, aliás, uma das hipóteses colocadas desde o início: a de realizar uma saída limitada, com menos sacos.
Assim, se alguém quiser aparecer, vamos sair à mesma hora (ou um pouco mais cedo) do Centro Paroquial.
Não vamos necessitar de grande quantidade de coisas: apenas uns 40 sacos individuais contendo o que já vem sendo habitual.
De Carregosa vêm 15 sacos completos.
A D. Maria de Lurdes completará outros 15 comigo e um termo de café com leite.
Recolheremos os bolos da Jamor e Nobreza.
Se os escuteiros quiserem apareçam mas não precisam de trazer mais alimentos.
Iniciaremos a volta pelas ruas da cidade: Boavista, Bom Sucesso, Sé, Batalha, Rua Sá da Bandeira, Santa Catarina, Marquês, Pr. Sá Carneiro, Areosa, e terminaremos no Aleixo se ainda houver alguma coisa.
Como se prevê um número pequeno de participantes bastará a carrinha de Carregosa.
Lembra-se ainda que:
Amanhã, 13/12, as 21,00 horas, se celebra na igreja da Trindade a Missa de Natal dos Sem-abrigo (iniciativa do grupo "Sacos Ternura" - Teresa Olazabal, que costuma ter também o apoio e a presença dos outros grupos). Quem puder apareça!
Dia 29/12: Jantar de Natal.
E é tudo por hoje.
Até amanhã com o abraço do costume.
C.F.
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