domingo, 17 de abril de 2011

Domingo de Ramos

«Este era verdadeiramente Filho de Deus»

 «A traição a Cristo», 1355-1356, de Simeão, escriba e ilustrador





























Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus, 26, 14-27,66

 N - Naquele tempo,
um dos doze, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:
R - «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»
N - Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar. No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:
R - «Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?»
N - Ele respondeu:
J - «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo. É em tua casa que eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos’».
N - Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado, e prepararam a Páscoa.


N - Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou:
J - «Em verdade vos digo: um de vós há-de entregar-Me».
N - Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe:
R - «Serei eu, Senhor?»
N - Jesus respondeu:
J - «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há-de entregar-Me.
O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca d’Ele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».
N - Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:
R - «Serei eu, Mestre?»
N - Respondeu Jesus:
J - «Tu o disseste».


N - Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:
J - «Tomai e comei: Isto é o meu Corpo».
N - Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo:
J - «Bebei dele todos, porque este é o meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados. Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».


N - Cantaram os salmos e seguiram para o Monte das Oliveiras.


N - Então, Jesus disse-lhes:
J - «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa, como está escrito: ‘Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas do rebanho’. Mas, depois de ressuscitar, preceder-vos-ei a caminho da Galileia».
N - Pedro interveio, dizendo:
R - «Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu não me escandalizarei».
N - Jesus respondeu-lhe:
J - «Em verdade te digo: esta mesma noite, antes do galo cantar, Me negarás três vezes».
N - Pedro disse-lhe:
R - «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».
N - E o mesmo disseram todos os discípulos.


N - Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani e disse aos discípulos:
J - «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar».
N - E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se. Disse-lhes então:
J - «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».
N - E adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra, enquanto orava e dizia:
J - «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres».
N - Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro:
J - «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».


N - De novo Se afastou, pela Segunda vez, e orou, dizendo:
J - «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade».
N - Voltou novamente e encontrou-os a dormir,pois os seus olhos estavam pesados de sono. Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes:
J - «Dormi agora e descansai. Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos. Aproxima-se aquele que Me vai entregar».
N - Ainda Jesus estava a falar, quando chegou Judas, um dos Doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor tinha-lhes dado este sinal:
R - «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O».
N - Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe:
R - «Salve, Mestre!».
N - E beijou-O. Jesus respondeu-lhe:
J - «Amigo, a que vieste?».
N - Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-n’O. Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha. Jesus disse-lhe:
J - «Mete a tua espada na bainha, pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada. Pensas que não posso rogar a meu Pai que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim tem de acontecer?».
N - Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse:
J - «Viestes com espadas e varapaus para Me prender como se fosse um salteador! Eu estava todos os dias sentado no templo a ensinar e não Me prendestes... Mas, tudo isto aconteceu para se cumprirem as Escrituras das profetas».
N - Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.


N - Os que tinham prendido Jesus levaram-n’O à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos se tinham reunido. Pedro foi-O seguindo de longe, até ao palácio do sumo sacerdote. Aproximando-se, entrou e sentou-se com os guardas, para ver como acabaria tudo aquilo. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho falso contra Jesus para O condenarem à morte, mas não o encontravam, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas.
Por fim, apresentaram-se duas que disseram:
R - «Este homem afirmou: ‘Posso destruir o templo de Deus e reconstruí-lo em três dias’».
N - Então, o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus:
R - «Não respondes nada? Que dizes ao que depõem contra Ti?»
N - Mas Jesus continuava calado. Disse-Lhe o sumo sacerdote:
R - «Eu Te conjuro pelo Deus vivo, que nos declares se és Tu o Messias, o Filho de Deus».
N - Jesus respondeu-lhe:
J - «Tu o disseste. E Eu digo-vos: vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu».
N - Então, o sumo sacerdote rasgou as vestes, dizendo:
R - «Blasfemou. Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos parece?»
N - Eles responderam:
R - «É réu de morte».
N - Cuspiram-Lhe então no rosto e deram-Lhe punhadas. Outros esbofeteavam-n’O, dizendo:
R - «Adivinha, Messias: quem foi que Te bateu?»


N - Entretanto, Pedro estava sentado no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe:
R - «Tu também estavas com Jesus, o galileu».
N - Mas ele negou diante de todos, dizendo:
R - «Não sei o que dizes».
N - Dirigindo-se para a porta, foi visto por outra criada que disse aos circunstantes:
R - «Este homem estava com Jesus de Nazaré».
N - E, de novo, ele negou com juramento:
R - «Não conheço tal homem».
N - Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro:
R - «Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia».
N - Começou então a dizer imprecações e a jurar:
R - «Não conheço tal homem».
N - E, imediatamente, um galo cantou. Então, Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera:
«Antes do galo cantar, tu Me negarás três vezes». E, saindo, chorou amargamente.


Ao romper da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram em conselho contra Jesus, para Lhe darem a morte. Depois de Lhe atarem as mãos, levaram-n’O e entregaram-n’O ao governador Pilatos. Então Judas, que entregara Jesus, vendo que Ele tinha sido condenado, tocado pelo remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo:
R - «Pequei, entregando sangue inocente».
N - Mas eles replicaram:
R - «Que nos importa? É lá contigo».
N - Então, arremessou as moedas para o santuário, saiu dali e foi-se enforcar. Mas os príncipes dos sacerdotes apanharam as moedas e disseram:
R -  «Não se podem lançar no tesouro, porque são preço de sangue».
N - E, depois de terem deliberado, compraram com elas o Campo do Oleiro. Por este motivo se tem chamado àquele campo, até ao dia de hoje, «Campo de Sangue». Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta:
«Tomaram trinta moedas de prata,
preço em que foi avaliado
Aquele que os filhos de Israel avaliaram
e deram-nas pelo Campo do Oleiro,
como o Senhor me tinha ordenado».


N - Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador, que lhe perguntou:
R - «Tu és o Rei dos judeus?»
N - Jesus respondeu:
J - «É como dizes».
N - Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Disse-Lhe então Pilatos:
R - «Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?»
N - Mas Jesus não respondeu coisa alguma, a ponto de o governador ficar muito admirado. Ora, pela festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso, à escolha do povo. Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás. E, quando eles se reuniram, disse-lhes:
R - «Qual quereis que vos solte?» Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?»
N - Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja. Enquanto estava sentado no tribunal, a mulher mandou-lhe dizer:
R - «Não te prendas com a causa desse justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa d’Ele».

N - Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:
R - «Qual dos dois quereis que vos solte?»
N - Eles responderam:
R - «Barrabás».
N - Disse-lhes Pilatos:
R - «E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?»
N - Responderam todos:
R - «Seja crucificado».
N - Pilatos insistiu:
R - «Que mal fez Ele?»
N - Mas eles gritavam cada vez mais:
R - «Seja crucificado».
N - Pilatos insistiu:
R - «Que mal fez Ele?»
N - Mas eles gritavam cada vez mais:
R - «Seja crucificado».
N  -Pilatos, vendo que não conseguia nada e aumentava o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo:
R - «Estou inocente do sangue deste homem. Isso é lá convosco».
N - E todo o povo respondeu:
R - «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».
N - Soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lh’O para ser crucificado. Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta d’Ele toda a coorte. Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n’O num manto vermelho. Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita. Ajoelhando diante d’Ele, escarneciam-n’O, dizendo:
R - «Salve, rei dos judeus!»
N - Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-n’O para ser crucificado.


N - Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus. Chegados a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do Calvário, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l’O. Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação:
«Este é Jesus, o rei dos judeus».
Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo:
R - «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo; Se és Filho de Deus, desce da cruz».
N - Os príncipes dos sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos, também troçavam d’Ele, dizendo:
R - «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n’Ele. Confiou em Deus: Ele que O livre agora, se O ama, porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’».
N - Até os salteadores crucificados com Ele o insultavam.


Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envolveram toda a terra. E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:
J - «Eli, Eli, lema sabachtani!»,
N - Que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?» Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:
R - «Está a chamar por Elias».
N - Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram:
R - «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l’O».
N - E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.


N - Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer,
ficaram aterrados e disseram:
R - «Este era verdadeiramente Filho de Deus».


N - Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Entre elas encontrava-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. E Pilatos ordenou que lho entregassem. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu sepulcro novo que tinha mandado escavar na rocha. Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro, e retirou-se. Entretanto, estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.


No dia seguinte, isto é, depois da Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos e disseram-lhe:
R - «Senhor, lembrámo-nos do que aquele impostor disse quando ainda era vivo: ‘Depois de três dias ressuscitarei’. Por isso, manda que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia, para que não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: ‘Ressuscitou dos mortos’. E a última impostura seria pior do que a primeira».
N - Pilatos respondeu:
R - «Tendes à vossa disposição a guarda: ide e guardai-o como entenderdes».
N - Eles foram e guardaram o sepulcro, selando a pedra e pondo a guarda.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A nossa tarefa

Na passada quarta-feira senti que está connosco a Mão de Deus. De facto, depois de termos visto meses e anos a fio a esterilidade do esforço dispendido para acudir à rua, foi uma alegria ver a grande roda de voluntários que se dispuseram a continuar esta onda. Não foi apenas desta quarta-feira, tem vindo a sê-lo nestes últimos tempos mercê da resposta da juventude de Aldoar e de Carregosa.
«Como são belos os pés do Mensageiro...» -2º. de Isaías, 52, 7.



E não são só o foi nesta quarta-feira mas também nas anteriores desde Novembro do ano passado!
Mensageiros do Amor, mensageiros do Perdão, mensageiros da Paz!
Era uma revoada de 32 cabeças, quase todas jovens, a prometer dias de Esperança e um Mundo Melhor para o amanhã de todos nós. E, especialmente, daqueles que são o motivo da nossa determinação.
Uma roda grande que não cabia na objectiva de uma só vez... Preparados 150 sacos, número que ultrapassou os 120 previstos inicialmente, fez-se a roda e a oração por três jovens da secção de escuteiros do Agrupamento de Aldoar. Singela, simples, linda! Escolheram o texto da multiplicação dos pães, querendo significar com esta sua escolha que também nos é dada a capacidade de podermos multiplicar os efeitos dos nossos dons, das nossas escolhas nas sobras que recolhemos (bem poucas, por sinal!) e nas dádivas da nossa dedicação.
Seguiu a carrinha da Paróquia de Aldoar para a cidade e a de Carregosa para os bairros. Ainda que não parecessem ser muitos os interessados, depressa demos conta que as doses de antemão preparadas desapareciam a olhos vistos. Soa o telemóvel: do lado de lá pergunta o Luís se ainda tínhamos muita coisa; e informa-nos que estavam na Câmara e só já lhes restavam três dos 75 que levavam!... Contámos os nossos: vinte! Diz alguém:
- Ainda falta o Aleixo...
Optámos por ir ao Aleixo e ali deixámos tudo quanto levavamos...
Com pena nossa não fomos à Batalha nem à urgência do H. de Stº. António.
Pensando que no mês passado viemos com 74 sacos para trás, que foram distribuídos no dia imediato em nova volta, dá que pensar ver que desta vez os 150 não chegaram para as encomendas!
Regressámos ao Centro Paroquial para fazermos a nossa oração de agradecimento por esta noite que o senhor nos concedeu e por todas as Graças que derramou sobre os que visitámos e a quem quisemos levar um pouco de carinho e de Esperança. Com o mesmo grupo cantámos todos ao som da guitarra em acção de Graças.
A noite continuou ontem no Pinheiro Torres em pleno dia na tentativa de encontrar dois «agarrados» a quem a Rosário prometeu levar indicações de entidades a quem podem recorrer para tratar da sua desintoxicação. Não encontrámos nem um nem outro mas encontrámos uma equipa que ali permanece todas as manhãs e tardes na tantativa de os encaminhar ou, ao menos, remediar o tamanho do mal que os afecta. Colámos duas folhas em locais estratégicos para o caso de poderem aproveitar a algum deles.
E que aproveite é o que pedimos.
Pela nossa parte muito nos fica do pouco que tentamos dar.
Estamos em vésperas de Páscoa. Na oração final lembrei o testemunho de uma menina de treze anos, escrito em 2002 aquando da sua primeira saída ao encontro dos sem-abrigo, que intitulou: «Agora sei o que é a Páscoa!».

Tal como em 2002, sabendo o que de facto é a Páscoa,  também agora desejamos a todos os que nos visitam uma Alegre e Feliz Páscoa!

Abril de 2011

C.
Movimento Sacerdotal Mariano
Cenáculo de Amor e União ao Imaculado Coração da Virgem Maria




























Realiza-se amanhã, pelas 16 horas, na Igreja dos Congregados, no Porto, o Cenáculo mensal do Movimento Sacerdotal Mariano. A união de oração ao Coração Imaculado de Maria, será abençoada pela presença e exposição do Santíssimo Sacramento, oração do Terço e Santa Eucaristia. Estes encontros de oração têm como objectivo convidar à conversão sincera das nossas vidas ao Amor da Santíssima Trindade e a renovar os compromissos baptismais, viver o Evangelho de Jesus Cristo num renovado e fortíssimo espírito de oração e de penitência, na oração diária do Terço, no apostolado, na participação fervorosa da Eucaristia e num modo de vida austero conforme ao evangelho; em união ao Santo Padre e a todos os sacerdotes, contra os graves problemas (pecado e ateísmo) que dominam o mundo.
Esta união de Oração aos Dois Corações (Jesus Cristo e Virgem Maria), através do Terço é a arma Poderosa contra a besta e as forças que com ela fizeram pacto para retirar da Igreja Católica a Santa Eucaristia, e transformar o próprio Cristo Jesus numa mera figura histórica sem valor Divino.
Não deixe de comparecer e unir-se para o triunfo do Imaculado Coração  de Maria.
A Jesus por Maria.
Vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa!
Oh Sacratíssimo Coração de Jesus pelo sopro de Vossa boca destruí as forças infernais e levantai o Vosso reino de Amor e Paz.

Semana Santa na Sé Catedral do Porto

Agenda das celebrações para a Semana Santa (incluindo Domingo de Ramos) na Sé Catedral do Porto

17 de Abril - 11h00
Domingo de Ramos - Benção, procissão e eucaristia de Ramos

19 de Abril - 21h30
Dia da Reconciliação - Celebração Penitencial, Preside o Senhor Bispo

Tríduo Pascal

21 de Abril
Quinta-feira Santa
10h00 - Missa Crismal
19h00 - Missa da Ceia do Senhor

22 de Abril
Sexta-feira Santa
10h00 - Ofício de Leitura e Laudes
15h00 - Celebração da Paixão do Senhor

23 de Abril
Sábado Santo
10h00 - Ofício de Leitura e Laudes

Páscoa da Ressurreição
23 de Abril - 21h30 - Vigília Pascal
24 de Abril - 11h00 - Celebração da Páscoa

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Solenidade de Nossa Senhora das Dores

Realiza-se amanhã, na Igreja dos Congregados, no Porto a celebração solene da Eucaristia de Nossa Senhora das Dores. Será às 11 horas e, à tarde, as Vésperas, pelas 16 horas. De lembrar que, sendo sexta-feira, haverá exposição, adoração e reparação ao Santíssimo Sacramento.No final da benção, realizar-se-á um cortejo litúrgico ao altar de Nossa Senhora das Dores.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por ocasião da Beatificação do Papa João Paulo II
Bispos convidam para celebração de acção de graças

















Reunidos em Fátima a 14 de Março, os bispos portugueses apresentaram a “Nota Pastoral por ocasião da Beatificação do Papa João Paulo II”, marcada para 1 de Maio, no Vaticano, sob a presidência do Papa Bento XVI.
No documento, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reitera o valor da santidade como «fruto da relação entre a Graça de Deus e a Liberdade humana»; lembra os «santos desconhecidos, fora dos catálogos oficiais» e destaca a vida de João Paulo II como «sinal radiante de esperança».

Celebração nacional em Fátima

João Paulo II ficará para sempre conhecido como «o Papa de Fátima», destacam os bispos que, por isso, convidam os cristãos portugueses a deslocar-se, a 13 de Maio, a este santuário mariano para celebrar em acção de graças a beatificação do Sumo Pontífice que visitou esta cidade-santuário por três vezes (em 1982, 1991, 2000).
«Para além das iniciativas que as diversas comunidades cristãs acharem por bem promover, os Bispos portugueses convidam os fiéis a associar-se à comemoração, a nível nacional, da Beatificação do Papa João Paulo II, que terá lugar em Fátima, no próximo dia 13 de Maio», exorta a CEP.
No mesmo documento, a Conferência Episcopal assinala o principal motivo da ligação de João Paulo II a Fátima: «É considerado o Papa de Fátima, que um ano depois do atentado na Praça de S. Pedro, em Roma, a 13 de Maio de 1981, veio à Cova da Iria agradecer à Rainha da Paz o ter providencialmente sobrevivido».
A Nota Pastoral, que sublinha os quatro principais traços da personalidade e da missão de João Paulo II, está disponível na íntegra no sítio do Santuário de Fátima

LeopolDina Simões, Santuário de Fátima

domingo, 10 de abril de 2011

5º Domingo de Quaresma

«Eu sou a ressurreição e a vida»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João, 11, 1-45























«A ressureição de São Lázaro», ícone da igreja ortodoxa de Marietta, Geórgia

Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus:
«Senhor, o teu amigo está doente».
Ouvindo isto, Jesus disse:
«Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem».
Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos:
«Vamos de novo para a Judeia».
Os discípulos disseram-Lhe:
«Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?»
Jesus respondeu:
«Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo».
Dito isto, acrescentou:
«O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo».
Disseram então os discípulos:
«Senhor, se dorme, está salvo».
Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente:
«Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele».
Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros:
«Vamos nós também, para morrermos com Ele».
Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus:
«Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá».
Disse-lhe Jesus:
«Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu:
«Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia».
Disse-lhe Jesus:
«Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; E todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?»
Disse-Lhe Marta:
«Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».
Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo:
«O Mestre está ali e manda-te chamar».
Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe:
«Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido».
Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou:
«Onde o pusestes?»
Responderam-Lhe:
«Vem ver, Senhor».
E Jesus chorou. Diziam então os judeus:
«Vede como era seu amigo».
Mas alguns deles observaram:
«Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?»
Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus:
«Tirai a pedra».
Respondeu Marta, irmã do morto:
«Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias».
Disse Jesus:
«Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?»
Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse:
«Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste».
Dito isto, bradou com voz forte:
«Lázaro, sai para fora».
O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus:
«Desligai-o e deixai-o ir».
Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.
Se quiser ler as restantes Escrituras deste Domingo e ou reflectir, sugerimos o Portal dos Dehonianos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nossa Senhora da Penha de França

















Breve história
O motivo deste nome não se conhece bem ao certo e, também, a origem das imagens. Sabe-se que uma colónia francesa figura entre os repovoadores de Salamanca, no século XI, depois da reconquista cristã.Dois anos após a descoberta da imagem da Virgem Santíssima por Simão Vela - devoto de Nossa Senhora, que durante a noite ouviu a voz de Nossa Senhora, dizendo: «Não durmas Simón Vela, a minha imagem está escondida numa Penha longínqua e tu deves descobri-la» - , o seu culto foi promovido por monges dominicanos desta região espanhola. Objecto de forte disputas entre dois senhores feudais, o bispo de Salamanca resolveu a questão entregando o domínio da Penha aos monges dominicanos.No inicio do século XIX a comunidade religiosa foi dispersa que, em 1900, regressaram e restauraram a dignidade do Santuário.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Encontros ecuménicos do Porto

Realiza-se amanhã, na capela do Hospital de São João, no Porto, uma celebração ecuménica com os doentes deste hospital. Este encontro continua o programa proposto pela Comissão Ecuménica do Porto para este ano de 2011.
«Celebrar juntos a mesma fé na vivência das diferentes tradições eclesiais», é o mote para que se realizem diversas celebrações de Oração em Igrejas de diferentes tradições. A preparação é confiada à confissão cristã que  acolhe a celebração, na fidelidade à sua própria tradição eclesial.

Foi no decurso de uma vigília de Oração Ecuménica, por altura do Pentecostes de 2003, em 12 de Junho, na Capelania do Hospital de S. João, que foi criado o Grupo de Contacto Ecuménico da Capelania  (G.C.E.C.), com o intuito de «ir ao encontro de cada doente respeitando a sua identidade espiritual e religiosa, qualquer que ela seja» e «em ordem a fazermos caminho conjunto na assistência espiritual e religiosa aos doentes, à procura de dar, pelo serviço, testemunho da fé num único Jesus Cristo».
Já desde o ano 2000 que, uma vez por ano, as várias Igrejas se reuniam em oração pelos doentes e com os doentes na capela do hospital. Com o G.C.E.C. pretendia-se «à oração em comum, juntar acção em comum», como se dizia no guião da celebração, acrescentando-se: «ao  grupo de contacto competirá estudar os passos concretos a dar para essa acção ecuménica ao serviço dos que sofrem».
Constituem este grupo ministros representantes das Igrejas Lusitana, Metodista, Baptista, Ortodoxa e Católica. É responsável pela coordenação do grupo uma enfermeira do hospital. O grupo tem vindo a fazer o seu caminho, traduzido já em muitas oportunidades de colaboração e ajuda recíproca no contexto hospitalar.  Para qualquer informação ou pedido de ajuda deve ser contactada a Capelania do Hospital de S. João e a Comissão Ecuménica do Porto.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Adoração e reparação na igreja da Santíssima Trindade

Realiza-se amanhã,  das 10 H e até às 16 H, a Adoração Eucarística na igreja da Santíssima Trindade, no Porto. Haverá celebração de Missa com exposição do Santíssimo Sacramento e por volta das 15.30 H será novamente celebrada a Eucaristia com benção do Santíssimo Sacramento.
A Exposição, reparação e adoração do Santíssimo Sacramento acontece todas as quartas-feiras nesta igreja situada na baixa da cidade do Porto.
Por último, também neste local, acontece todas as quintas-feiras deste período quaresmal um «Momento Espiritual», com cântico gregoriano, música sacra e Palavra de Deus.

domingo, 3 de abril de 2011

Nossa Senhora de Medjugorje, Rainha da Paz

No passado dia 2 de Abril, o Santuário da Rainha da Paz, em Medjguorje, recebeu a visita da Virgem Santíssima que, através da vidente Mirjana, nos deixou esta mensagem:
«Queridos filhos:
Com amor maternal  desejo abrir o coração de cada um de vós e ensinar-vos a unidade pessoal com o Pai.
Para aceitarem isto, devem compreender que são importantes para Deus e que Eles vos chama individualmente.
Têm de compreender que a oração é a conversa da criança com o Pai; que o amor é a única via de libertação - amor para com Deus e para com o próximo. Ou seja, meus filhos, um amor que não conhece fronteiras, um amor que emana da verdade e vai até ao fim. Sigam-me, meus filhos, para que também os outros, reconhecendo a verdade e o amor em vós, possam seguir-vos.
Obrigado».
Segundo o relato da vidente Mirjana, Nossa Senhora convidou-nos a rezar pelos nosso sacerdotes, dizendo:
«Eles têm um lugar especial no Meu Coração. Representam o Meu Filho».
Tradução: L.B. do sítio Medjugorje.net
A vidente Mirjana Dragicevic-Soldo

4º Domingo de Quaresma

Se fôsseis cegos, não teríeis pecado






















Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João, 9,1-41


Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença. Os discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem é que pecou para ele nasceu cego? Ele ou os seus pais?
Jesus respondeu-lhes:
«Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus. É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras d’Aquele que Me enviou. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo».
Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe:
«Vai lavar-te à piscina de Siloé»;
Siloé quer dizer «Enviado».
Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que antes o viam a mendigar:
«Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?»
Uns diziam:
«É ele».
Outros afirmavam:
«Não é. É parecido com ele».
Mas ele próprio dizia:
«Sou eu».
Perguntaram-lhe então:
«Como foi que se abriram os teus olhos?»
Ele respondeu:
«Esse homem, que se chama Jesus, fez um pouco de lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: ‘Vai lavar-te à piscina de Siloé’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver».
Perguntaram-lhe ainda:
«Onde está Ele?»
O homem respondeu:
«Não sei».
Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Era sábado esse dia em que Jesus fizera lodo e lhe tinha aberto os olhos. Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes:
«Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo».
Diziam alguns dos fariseus:
«Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado».
Outros observavam:
«Como pode um pecador fazer tais milagres?»
E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego:
«Tu que dizias d’Aquele que te deu a vista?»
O homem respondeu:
«É um profeta».
Os judeus não quiseram acreditar que ele tinha sido cego e começara a ver. Chamaram então os pais dele e perguntaram-lhes:
«É este o vosso filho? É verdade que nasceu cego? Como é que agora vê?»
Os pais responderam:
«Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como é que ele agora vê, nem sabemos quem lhe abriu os olhos. Ele já tem idade para responder: perguntai-lho vós».
Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os judeus tinham decidido expulsar da sinagoga quem reconhecesse que Jesus era o Messias. Por isso é que disseram:
«Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós».
Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido curado e disseram-lhe:
«Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador».
Ele respondeu:
«Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo».
Perguntaram-lhe então:
«Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?»
O homem replicou:
«Já vos disse e não destes ouvidos. Porque desejais ouvi-lo novamente? Também quereis fazer-vos seus discípulos?»
Então insultaram-no e disseram-lhe:
«Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés; mas este, nem sabemos de onde é».
O homem respondeu-lhes:
«Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer».
Replicaram-lhe então eles:
«Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?»
E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe:
«Tu acreditas no Filho do homem?»
Ele respondeu-Lhe:
«Senhor, quem é Ele, para que eu acredite?»
Disse-lhe Jesus;
«Já O viste: é Quem está a falar contigo».
O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou:
«Eu creio, Senhor».
Então Jesus disse-lhe:
«Eu vim para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos».
Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe:
«Nós também somos cegos?»
Respondeu-lhes Jesus:
«Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: ‘Não vemos’, o vosso pecado permanece».

sábado, 2 de abril de 2011

Primeiro sábado do mês

Reparação ao Coração Imaculado de Maria





















Hoje é sabado, 2 de Abril, o primeiro do mês. Por isso é dia de reparação ao Imaculado Coração de Maria.

A devoção reparadora dos Primeiros Sábados do mês

A 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu indulgências a práticas que parece anteciparem exactamente os pedidos de Nossa Senhora, aquando da sua aparição à irmã Lúcia em Pontevedra:
«Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório. As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada».
Exactamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, «cercado de espinhos que O pareciam cravar».
A Irmã Lúcia disse depois: «Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação».
A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos.
A promessa unida a esta devoção aumentou de um modo impressionante: já não é um caso de indulgências (ou seja, a remissão do castigo por pecados já perdoados), trata-se, antes, de uma graça muito mais notável: a certeza de receber, à hora da morte, «todas as graças necessárias para a salvação». É difícil imaginar uma promessa mais maravilhosa, porque se refere ao êxito ou ao fracasso na «nossa única e mais importante tarefa: a da nossa salvação eterna».

Nossa Senhora do Desterro













Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus, 2, 13-15

Fuga para o Egipto - «Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar".
E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe, e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho».
Oração

Nossa Senhora do Desterro, olhai para nós, vossos filhos,
apreensivos e inseguros, neste vale de lágrimas,
a caminho da Pátria definitiva.
Depois deste desterro, ó Mãe carinhosa, mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria.
Nossa Senhora do Desterro,
acompanhai-nos na travessia do deserto da vida,
até alcançarmos o Oásis eterno, o céu.
Amen

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Primeira sexta-feira do mês

Adoração Eucarística na Igreja do Congregados















Na próxima sexta-feira, dia 1 de Abril a partir das 10 horas e até às 16, haverá Adoração Eucarística na Igreja dos Congregados, na cidade do Porto. Deste modo, às 10 horas será celebrada Missa com exposição do Santíssimo Sacramento até às 16.00 horas, altura em que será celebrada novamente a Adoração Eucarística, com benção final do Santíssimo Sacramento. Esta sexta-feira é a primeira do mês.
Logo de seguida, será celebrada a Via Sacra.
De referir que a exposição do SS. Sacramento acontece nesta igreja todas as sextas-feiras.
Foto: Reuters













Intenção Geral
Um Evangelho credível
 
Para que, através do anúncio credível do Evangelho, a Igreja saiba oferecer sempre, às novas gerações, renovadas razões de vida e esperança
Situação actual

Não há dúvida que vivemos num tempo confuso e de profunda crise também no seio da Igreja. Crescem no mundo a intolerância e as incertezas, a injustiça, as guerras, a violência, a pobreza, a fome. A cultura ocidental dominante está marcada pelo secularismo e o materialismo, que parecem não necessitar de Deus. Mas também, e talvez por isso mesmo, somos testemunhas de um tempo de intensa busca espiritual, por parte de muitos dos nossos contemporâneos. Há um renascer da espiritualidade e do desejo de Deus, mas tantas vezes procurado no lugar errado.
Os progressos da ciência e a abundância das coisas materiais não conseguem responder à pergunta pelo sentido da vida e às necessidades mais prementes do coração humano. Hoje em dia entram no «mercado» múltiplas ofertas religiosas que pretendem oferecer respostas ao vazio existencial de quem não quer um mundo sem Deus.
Oferecer o Evangelho, sobretudo às novas gerações, de modo credível e significativo, é um desafio permanente e sempre apaixonante para a Igreja.

Necessidade da esperança

Todos nos damos conta da necessidade de esperança, não de qualquer esperança mas de uma esperança firme e credível. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com muitas expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo em que amadurecem opções decisivas para o resto da vida.
Mas a crise de esperança é também mais forte nas jovens gerações que, em contextos sócio-culturais em que faltam certezas, valores e pontos de referência sólidos, têm que afrontar dificuldades que parecem superiores às suas forças. Por isso, para muitos a única saída que se apresenta possível é a fuga alienante para comportamentos perigosos e violentos, para a dependência da droga e do álcool e outras formas de falsa solução. Apesar de muitos jovens se encontrarem em situações penosas, não se apaga neles o desejo do verdadeiro amor e da autêntica felicidade.
E por isso nunca deixam de aflorar as perguntas de fundo, tais como: Porque estou no mundo? Que sentido tem viver? Que será da minha vida? Como alcançar a felicidade? Porquê o sofrimento, a doença e a morte?
Perguntas que são angustiantes quando os jovens têm que enfrentar obstáculos que às vezes parecem insuperáveis: dificuldades para estudar, falta de trabalho, incompreensões da família, crise nas relações de amizade e na construção de um projecto de casamento, doenças ou incapacidades, carência de recursos adequados por causa da actual e generalizada crise económica e social.

Em busca da verdadeira esperança

A experiência mostra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para assegurar aquela esperança que a alma humana busca constantemente. Como escreveu o actual Papa na encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material, por si sós não são suficientes para oferecer a grande esperança a que todos aspiramos. Esta esperança «só pode ser Deus que abraça o universo e que nos pode propor e dar aquilo que só por nós não podemos alcançar» (n. 31).
Para S. Paulo, a esperança não é só um ideal ou sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, o Filho de Deus. Impregnado profundamente por esta certeza, poderá dizer a Timóteo: «Pusemos a nossa esperança no Deus vivo» (1 Tm 4, 10). O «Deus vivo» é Cristo ressuscitado e presente no mundo. Ele é a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós, e nos chama a participar da sua mesma vida eterna. Se não estamos sós, se Ele está connosco, se Ele é o nosso presente e o nosso futuro, porque temer? A esperança do cristão consiste, portanto, «em aspirar ao reino dos Céus e à vida eterna como nossa felicidade, pondo a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não nas nossas forças, mas nos auxílios da graça do Espírito Santo» (Catecismo da Igreja Católica, 1817).

Olhando o futuro

Vivemos um momento histórico que constitui uma oportunidade para a Igreja e para o Apostolado da Oração. Queremos aproveitar a nossa rica tradição espiritual, os Padres da Igreja, os Padres do deserto, os místicos de todos os tempos para dar uma resposta aos nossos contemporâneos. Existe a necessidade de Deus e nós encontrámos o tesouro escondido.
Queremos e devemos anunciá-lo, em primeiro lugar a partir do nosso testemunho, dizendo aos outros aquilo que nós descobrimos. Como afirmou João Paulo II: «Hoje as pessoas acreditam mais em testemunhas que em professores… na vida e nos factos que em teorias».

Intenção Missionária
Levar Cristo àqueles que O não conhecem

Para que, através da proclamação do Evangelho e do testemunho da sua vida, os missionários levem Cristo a todos os que ainda não O conhecem.

«As nações caminharão à sua luz» (Ap 21, 24). O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho a todos os povos no seu caminho histórico para Deus, para que tenham a sua realização plena e o seu cumprimento. Devemos sentir a ânsia e a paixão para iluminar todos os povos com a luz de Cristo, que brilha no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a paternidade amorosa de Deus. É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo, dispersos por todo o mundo, trabalham e se esforçam sob o peso dos sofrimentos, e entregam a sua vida.
A Igreja universal, sem confins nem fronteiras, sente-se responsável pelo anúncio do Evangelho a todos os povos. Ela, gérmen de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A Igreja é portadora da salvação que se actua no Reino de Deus. Este Reino, plenitude escatológica que não é deste mundo (cf. Jo 18, 36), é também deste mundo, e na sua história força de justiça, de verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de cada homem.
A Igreja procura transformar o mundo por meio da proclamação do Evangelho do amor, «que ilumina constantemente um mundo obscuro e nos dá força para viver e actuar… e assim levar a luz de Deus ao mundo» (Deus caritas est, 39).
Não podemos nunca esquecer que a proclamação do Evangelho e o testemunho de vida andam juntos. Lucas, no seu Evangelho, apresenta Jesus Cristo ressuscitado dizendo que a sua paixão, ressurreição e a conversão para o perdão dos pecados serão anunciados a todas as nações e que os discípulos são testemunhas de todas estas coisas. Também nos Actos dos Apóstolos lhes anuncia que eles seriam suas testemunhas até aos confins da terra. Está claro que os discípulos são chamados a ser testemunhas da sua mensagem, da Boa Notícia da Salvação e da sua Pessoa, mostrando a Jesus nas suas vidas.

António Coelho, s.j.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Compêndio da Doutrina Social apresentado na China

O bispo emérito de Hong Kong, cardeal Dom Joseph Zen Ze-kiun, apresentou em Hong Kong, China, a versão chinesa do Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, projecto que ele próprio havia lançado em 2005. Esteve presente no evento de apresentação do Compêndio o presidente do Pontifício Conselho da Justiça, cardeal Peter Turkson.
Segundo o cardeal Zen, o lançamento desta edição será uma boa ocasião para levar os valores sociais da Igreja a todos os habitantes da China. Opinião corroborada pelo consultor eclesiástico da Comissão local de Justiça e Paz, padre Stephen Chan Moon-hung. «Este livro orienta-nos  para onstruir uma sociedade melhor, em linha com a filosofia que durante séculos guiou o povo chinês. Portanto será útil a todos os chineses, que hoje representam um quinto da população mundial», declarou.
Por sua parte, o cardeal Turkson fez questão de recordar que o Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica tem a necessidade de uma continua actualização na realidade concreta, e afirmou que o documento deve ser um ponto de referência fundamental no empenho social de todos os católicos.

Tradução do Compêndio
 
Esta nova tradução do Compêndio demandou seis anos de intensos trabalhos. Os tradutores enfrentaram dificuldades sintáticas e léxicas, tanto que se fez necessária a colocação de notas para explicar o correcto sentido de alguns temos que em chinês adquirem um significado completamente diverso.
Cópias da nova edição serão enviadas a Macau, Taiwan, Singapura e outras comunidades chinesas espalhadas pelo mundo.

Gaudium Press com informações da agência Ucan e da Rádio Vaticana.