sábado, 19 de março de 2011

Dia de São José, dia do Pai




















Oh glorioso São José, Pai e protector das almas virgens,
guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a mesma inocência,
e Maria a Virgem das virgens;
Por estes dois caríssimos penhores, instantemente vos peço e suplico:
façais que eu, livre de toda a mancha, com espírito, coração e corpo ilibados,
sirva sempre a Jesus e Maria em perfeita castidade.

Amen

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo S. Mateus, 1, 16.18-21.24a

«José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor»

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse:
 
«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».

Quando despertou do sono José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pastoral da Caridade na Diocese do Porto











Numa iniciativa conjunta do Centro de Cultura Católica e dos Secretariados Diocesanos da Pastoral da Saúde, da Pastoral Social e Caritativa e das Migrações, apresenta-se o perCurso Para uma Pastoral da Caridade, a realizar de Março a Junho de 2011, da Anunciação ao Pentecostes. Propõe-se um itinerário que junta a experiência de formação teológico-doutrinal, crescimento espiritual e aperfeiçoamento da(s) competência(s) para o exercício da caridade, noticia o sítio electrónico da Diocese do Porto.

O Curso é constituído pela sessão inicial de 25 de Março, por oito aulas e pelas Oficinas Pastorais da Caridade. A primeira aula de cada tema é realizada para todos os formandos em conjunto, na Casa Diocesana de Vilar (Porto). A sessão inicial do Curso e a segunda aula de cada tema realizam-se em cada uma das zonas pastorais (pólos). 
O perCurso, com o mesmo nome, inclui a totalidade da proposta, juntando ao Curso a participação nas recolecções dos frágeis durante a Quaresma, nas manhãs de Lectio Divina nos sábados do Tempo Pascal, na Festa dos Povos e da Solidariedade, no Pentecostes e na Peregrinação Diocesana dos Frágeis a Fátima.

As inscrições podem ser feitas para todo o perCurso — opção que se aconselha — ou então apenas para o Curso. Posteriormente aceitar-se-ão também inscrições só para as Oficinas Pastorais da Caridade. Mais informações em Diocese do Porto



Tribunal Europeu dos Direitos do Homem iliba governo italiano

Crucifixos ficam nas escolas italianas

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) anulou hoje a condenação do Estado italiano pela presença de crucifixos nas salas de aula de escolas públicas, considerando que esta é uma decisão de cada Estado. O veredicto final, que não é passível de recurso, encerra o chamado «caso Lautsi», tendo o TEDH decidido por maioria (15 votos contra 2) que não estava em causa qualquer violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem de 1950.

«O Tribunal considerou, em particular, que a questão da presença dos símbolos religiosos nas salas de aulas resulta, em princípio, da apreciação do Estado – tanto mais na falta de consenso europeu nesta questão – na medida, contudo, em que as escolhas neste domínio não conduzam a uma forma de doutrinamento», pode ler-se em comunicado divulgado pela página oficial do TEDH.

Soile Lautsi, uma cidadã italiana de origem finlandesa, apresentou uma queixa contra o Estado italiano em Estrasburgo, França, no ano de 2006, após o instituto público «Vittorino da Feltre», frequentado pelos seus filhos, se ter negado, em 2002, a retirar os crucifixos que ali se encontravam expostos.
Para o TEDH, uma “percepção subjectiva” não basta para que se possa falar em “violação” da Convenção de 1950.
Hoje, no Vaticano, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, referia aos jornalistas que «a presença cristã na cidade secular, durante os séculos, representou um elemento fundacional e absolutamente decisivo para a construção» da civilização europeia.
Antes de conhecer a decisão final, o cardeal italiano sublinhava que «o crucifixo, para lá do seu significado teológico, é um sinal de civilização e constitui um dos maiores símbolos do Ocidente», acrescentando que este é um «dado cultural».
Em comunicado de imprensa, o TEDH precisa que o «caso Lautsi», se referia «à presença de crucifixos nas salas de aula das escolas públicas na Itália, que segundo os requerentes, é contrária ao direito à educação, particularmente ao direito dos pais de assegurar aos seus filhos uma educação e um ensino conformes às suas convicções religiosas e filosóficas».
Na primeira sentença, emitida em 3 de Novembro de 2009, os sete juízes, entre os quais o português Ireneu Cabral Barreto, entenderam unanimemente que a presença dos crucifixos nas escolas constituía «uma violação ao direito dos pais em educar os filhos segundo as próprias convicções» e uma «violação à liberdade religiosa dos alunos».
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem foi criado em Estrasburgo pelos Estados membros do Conselho da Europa em 1959, para analisar alegações de violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

OC / Agência Ecclesia

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quinta-feira, dia 17

Encontros ecuménicos no Porto e em Gaia

Realiza-se na Igreja do Torne, Paróquia de S. João Evangelista, em Vila Nova de Gaia, mais um encontro ecuménico de oração. O encontro acontecerá às 21.30 horas, esta quinta-feira, dia 17.

Também esta quinta-feira, no mesmo horário, a Igreja das Taipas, no Porto, acolhe um encontro ecumémico de oração (Taizé).

Recorde-se que estes encontros acontecem todos os meses em várias igrejas do Grande Porto e visam a unidade de todos os cristãos; um só Cristo Jesus, uma só  Igreja.

Informações retiradas do Roteiro Ecuménico do Porto, 2011

domingo, 13 de março de 2011

1º Domingo da Quaresma, 13 de Março de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Adorarás o Senhor teu Deus” 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo S. Mateus, 4, 1-11

«Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Demónio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe:
Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães. 
Jesus respondeu lhe:
Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’.
Então o Demónio conduziu-O à cidade santa, levou-O ao pináculo do templo e disse-Lhe:
Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’.
Respondeu-lhe Jesus:
Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’.
De novo o Demónio O levou consigo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-Lhe:
Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares.
Respondeu-lhe Jesus:
Vai te, Satanás, porque está escrito:
‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’».

Então o Demónio deixou-O e logo os Anjos se aproximaram e serviram Jesus.»

As clássicas tentações de Jesus todos os anos evocadas no 1º Domingo da Quaresma, têm um enorme valor pedagógico: ajudar-me a avaliar, logo no início, as dificuldades e os meios para atingir o fim que me proponho (ou não) com a caminhada da Quaresma rumo à Páscoa. Se o objectivo é a renovação da Aliança com Deus, é bom perguntar já: Quais são os meus valores? Qual a proporção de tempo que dou à satisfação das carências físicas (comida, saúde, casa, roupa…) e às espirituais (leitura orante da Bíblia, formação contínua da fé)? A minha fé em Deus leva-me à temeridade de me expor a provas que exijam a sua intervenção miraculosa? Estou disposto a “vender a alma” – abandonar a vida cristã, mudar de religião ou de crença, passar por cima dos outros – para atingir poder ou prestígio? Pecado é voltar-me para os ídolos; colocar outros deuses no lugar do coração reservado ao Deus único (...).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Movimento Sacerdotal Mariano



















Realiza-se amanhã, pelas 16 horas, na Igreja dos Congregados, no Porto, o Cenáculo mensal do Movimento Sacerdotal Mariano. A união de oração ao Coração Imaculado de Maria, será abençoada pela presença e exposição do Santíssimo Sacramento, oração do Terço e Santa Eucaristia. Estes encontros de oração têm como objectivo renovar os compromissos baptismais, a conversão plena, viver o Evangelho de Jesus Cristo num renovado espírito de oração e de penitência, na oração diário do Terço, no apostolado, na participação fervorosa da Eucaristia e num modo de vida austero conforme ao evangelho; em união ao Santo Padre e a todos os sacerdotes, contra os graves problemas (pecado e ateísmo) que dominam o mundo. Não deixe de comparecer e unir-se para o triunfo do Imaculado Coração  de Maria.

Respeito da natureza só é possível quando humanidade assumir que foi criada por Deus, considera Papa






















O Papa considera que a salvaguarda da natureza só pode ser assegurada quando a humanidade assumir que foi criada por Deus, respeitando a presença divina em toda a criação, em especial no ser humano.
“O primeiro passo para uma recta relação com o mundo que nos circunda” consiste em reconhecer que “o homem não é Deus, mas a Sua imagem”, escreve Bento XVI em mensagem divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
O texto, dirigido ao presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, arcebispo Geraldo Lyrio Rocha, saúda a Campanha da Fraternidade, promovida por todas as dioceses da Igreja católica brasileira ao longo da Quaresma.
Referindo-se ao tema da iniciativa – ‘Fraternidade e vida no Planeta’ – o Papa realça que o “dever de cuidar” da natureza “é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai”.
“Pensando no lema da referida Campanha, ‘a criação geme em dores de parto’, (…) podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano”, salientou Bento XVI, referindo-se à protecção da natureza como “uma grande herança” que “Deus confiou aos brasileiros”.
Segundo o Papa, só se pode “falar de uma autêntica defesa do meio ambiente” quando a sociedade garante a vida humana, “desde a sua concepção até a morte natural”, e protege a “família baseada no matrimónio entre um homem e uma mulher”.
A mensagem acentua que a preservação da natureza também não pode ser conseguida “sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade”,“que perderam tudo, vítimas de desastres naturais”. incluindo as pessoas
A Campanha da Fraternidade foi iniciada em 1964, sendo esta a quarta vez que reflecte sobre a ecologia: em 1979 foi abordado o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Água, fonte de vida”; e em 2007, ”Vida e missão neste chão”, acerca da Amazónia.

RM / Agência Ecclesia

Bispo das Forças Armadas alerta para «desigualdade extrema»

Fonte: Rádio Renascença

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Militares e forças de segurança vão contribuir para o Fundo Social Solidário, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa


O bispo das Forças Armadas e de Segurança manifestou a sua preocupação perante a “desigualdade extrema” na sociedade portuguesa, lamentando ainda a “falta de solidariedade”.
“Choca-nos a desigualdade extrema; inquieta-nos, porventura mais, a falta de solidariedade”, indicou D. Januário Torgal Ferreira na sua mensagem para a Quaresma.
O bispo anunciou que a renúncia quaresmal na diocese das Forças Armadas e de Segurança se destina ao Fundo Social Solidário, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa em 2010.
A «renúncia quaresmal» é uma modalidade de partilha deste período do calendário litúrgico da Igreja Católica que apela à oferta de um montante monetário destinando a finalidades eclesiais ou sócio-caritativas, por parte dos cristãos, obtido pela abstenção de gastos não essenciais da vida quotidiana.
Neste período da Quaresma, o prelado apelou ao aprofundamento da fé e “da sua inspiração de estilos de vida através da escuta da Palavra de Deus e dos clamores dos outros e do mundo”.
“Somos convidados à mudança do pensar e do agir no âmbito de obstáculos que atentam contra a pessoa humana”, lê-se na mensagem
A “verdade” deste período litúrgico é o convite eclesial à partilha de bens, numa «sociedade agravada nos seus aspectos mais comuns: a ausência de trabalho é fonte de desemprego; o vazio do salário próprio fomenta desequilíbrios pessoais e familiares: a falta de saúde não se compadece com soluções inconsistentes; a solidão, a violência, o aviltamento de pessoas… são doenças a sarar!”, escreveu D. Januário Torgal Ferreira.
O fruto da renúncia quaresmal é para os excluídos, “a ser entregue na sede da Conferência dos bispos portugueses, por altura da Páscoa, sendo, a seu tempo, publicado no Jornal «Centurião» o montante recolhido”.
“Da indiferença ao ar adulto da responsabilidade pode ser o mote do nosso itinerário pascal”, finaliza.

LFS / Agência Ecclesia

SMS para viver a Quaresma

Um grupo de jovens da igreja «Stella Maris», da comunidade dos padres carmelitas descalços do Porto, iniciou a Quaresma com um convite em versão SMS, que visa enviar mensagens de telemóvel para aludir à espiritualidade quaresmal.
“Inspirada da liturgia diária, esta mensagem pretende ser um despertador cristão entre os mais jovens, bons utilizadores das novas tecnologias, para este tempo forte da liturgia cristã”, assinala um comunicado enviado à Agência Ecclesia.
Renato Pereira, do grupo que promove a iniciativa, explica que “cada jovem que recebe a mensagem é convidado a reencaminhá-la para outros jovens dos seus contactos”.
“Se, como esperamos, a experiência resultar, prolongá-la-emos no tempo e desafiaremos outras comunidades cristãs a fazerem o mesmo”, adianta.
A primeira mensagem (Quarta feira de Cinzas) dizia: «Hoje iniciamos como cristãos o tempo da Quaresma. Jesus convida-nos a mudar de vida. Que gostarias de mudar? Escuta o teu interior e recorda algumas palavras do Evangelho».
A Quaresma é um período de preparação para a Páscoa, maior festa do calendário litúrgico cristão, com a duração de 40 dias, marcados por apelos ao jejum, à partilha e à penitência.

OC / Agência Ecclesia

quinta-feira, 10 de março de 2011

Queres ser voluntário?

Esquece-te do mundo presente
Segue os passos do Mensageiro
Não fiques nunca indiferente
Põe o pobre, sempre, em primeiro

Não digas coitadinho
Lembra-te que é teu irmão
Dá-lhe amor e carinho
Partilha com ele teu pão

Nesse gesto de fraternidade
Encontrarás a razão de viver
És exemplo para a Humanidade
Serás mais feliz; deixarás de sofrer

Não recuses o cumprimento
ao irmão pouco asseado
Alivia-lhe o sofrimento
Coloca-o sempre a teu lado

Não é pela roupagem
Que conheces o desprotegido
Dentro daquela imagem
Podes ter um Cristo sofrido

Sofrido e abandonado
A rua foi a solução
Continua a ser injustiçado
Estende-lhe a tua mão!...

Sê homem de Deus
Cumpre Seus mandamentos
Levanta os olhos ao céu
Suaviza-lhe os tormentos

Serás um verdadeiro relicário
Onde o inimigo não entrará
Enfeitarás as folhas do teu diário
Onde Cristo sempre habitará

Isto é ser Voluntário
Isto é Cristo com Seu brilho
Isto é ser um Sacrário
Isto é conduzir o mundo - Por outro trilho!

M.L. (2011-02-09)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma



















«Sepultados com Ele no baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12)


Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).


1.

Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.


2.

Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.
O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.
O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.


3.

O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.


Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.


Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Benedictus PP XVI
(tradução oficial do Vaticano)

Quarta-feira de Cinzas, 9 de Março de 2011

«Teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus, 6, 1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».











 

 

 

“Convertei-vos…»

Diz o Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia: «No rito romano, o início dos quarenta dias de penitência é qualificado pelo símbolo austero das Cinzas que marca a Liturgia da Quarta-Feira de Cinzas. Fazendo parte do antigo conjunto de ritos da penitência canónica a que se submetiam os pecadores convertidos, o gesto de se cobrir com cinzas significa o reconhecimento da própria fragilidade e mortalidade, necessitada de ser redimida pela misericórdia de Deus. Bem longe de ser um gesto puramente exterior, a Igreja conservou-o como símbolo da atitude do coração penitente, que cada baptizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal.
Por isso, os numerosos fiéis que acorrem a receber as cinzas, deverão ser ajudados a perceber o significado interior implicado neste gesto que orienta para a conversão e para o compromisso da renovação pascal» (nº 125, p. 104). É o que pretendemos com os comentários seguintes à Palavra de Deus.
(...) no Evangelho, Mateus apresenta as formas judaicas de penitência, que estão na raiz das que o cristianismo adoptou para estes 40 dias da Quaresma: a esmola, a oração e o jejum. Mas com esta prevenção: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.»


Fonte: Província Portuguesa dos Capuchinhos

segunda-feira, 7 de março de 2011

Resistir à «idolatria dos bens»

Mensagem do Papa apela às práticas do jejum e da esmola para superar egoísmos

Bento XVI apelou aos cristãos de todo o mundo para que resistam à “idolatria dos bens”, aproveitando o próximo período da Quaresma para desenvolver a sua “capacidade de partilha”.
“A avidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha”, escreveu o Papa na sua mensagem para a Quaresma 2011.
O documento intitula-se «Sepultados com Cristo no Baptismo, também com Ele fostes ressuscitados», frase retirada da carta escrita pelo Apóstolo Paulo à comunidade de Colossos, na actual Turquia (século I).
Segundo Bento XVI, “a idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida”.
Aos cristãos, acrescenta, compete “libertar” o coração “das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra»”, procurando “estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo”. (...)

O Papa sublinha que este período oferece “um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã”.“Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo”, precisa.
Quanto ao jejum, Bento XVI afirma que a prática “adquire para o cristão um significado profundamente religioso”.
“Tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos”, escreveu.
Nesse sentido, diz o Papa, “para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo”.
Bento XVI dedica também vários parágrafos à prática da oração, considerando que esta permite “adquirir uma nova concepção do tempo”.
“Sem a perspectiva da eternidade e da transcendência, ele  (o tempo) cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro”, assinala.
“Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo”, conclui o Papa.

OC / Agência Ecclesia

domingo, 6 de março de 2011

9º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus, 7,21-27


















Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?’ Então lhes direi bem alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».

Como sempre, propomos a página dos Irmãos Dehonianos para leitura e reflexão

sábado, 5 de março de 2011

Nossa Senhora da Paz, Medjugorje


Mensagem de 2 de Março de 2011 a Mirjana


Queridos filhos: o Meu coração materno sofre tremendamente quando vejo a vossa persistência em pôr o que é humano em primeiro lugar e só depois Deus; quando vejo os meus filhos que, apesar de tudo o que os cerca e de todos os sinais que lhe são enviados, pensam poder caminhar sem o meu filho Jesus. Não podem! Eles caminham para a perdição eterna. É por isso que vos estou a reunir, vós que abristes o vosso coração para Mim, vós que estais prontos a ser apóstolos do Meu Amor para me ajudar; para que vivendo no Amor de Deus sejais um exemplo para aqueles que o sabem. Que o jejum e a oração vos fortaleçam, e dou-vos a minha benção maternal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Obrigado».
Segundo a vidente Mirjana, Nossa Senhora estava muito triste.


Tradução da mensagem publicada em inglês no sítio Medjugorje.net

Papa pediu protecção para os cristãos

Bento XVI e o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, destacam contributo da Igreja Católica na construção da Europa, apelando à defesa da liberdade religiosa


Bento XVI recebeu no Vaticano o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, apelando em favor da defesa das comunidades cristãs, principalmente nos países em que são minoritárias.

Em comunicado, a sala de imprensa da Santa Sé referiu que no decorrer do encontro foram abordados “temas de actualidade, como o compromisso pela promoção da liberdade religiosa e a tutela das minorias cristãs no mundo”. Buzek encontrou-se ainda com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e o secretário do Vaticano para as relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti.

Segundo a Santa Sé, os encontros decorreram num “clima de cordialidade”, permitindo “um útil intercâmbio de opiniões sobre as relações entre a Igreja Católica, o Parlamento Europeu e as outras instituições europeias”, destacando “o contributo que a Igreja pode oferecer” neste contexto.

Antecipando esta visita, Jerzy Buzek referiu em entrevista concedida à agência SIR que a perseguição aos cristãos no Médio Oriente “é uma preocupação partilhada pelo Parlamento Europeu”, e que estão a ser tomadas medidas para “arrepiar caminho” na preservação da liberdade religiosa.

O político polaco apresentava o cristianismo como “fonte importante de inspiração para a Europa”, que importa defender.

“Quando um Papa da Alemanha se encontra com o presidente do Parlamento Europeu, um polaco, nós podemos agradecer aquilo que conseguimos até agora”, sustentava Jerzy Buzek, considerando esta ida à Santa Sé como um símbolo de que “o Leste e o Oeste da Europa estão finalmente a crescer em conjunto”.

O Tratado de Lisboa, assinado em 2007, deu pela primeira vez uma base legal para o diálogo institucional entre a União Europeia e representantes das diversas comunidades religiosas.

JCP / OC / Agência Ecclesia

sexta-feira, 4 de março de 2011

Igrejas cristãs vivem Dia Mundial da Oração

Ecumenismo
As Igrejas cristãs promovem hoje o Dia Mundial da Oração, dinamizado pelo movimento ecuménico de oração que remonta ao século XIX e preparado anualmente por mulheres de diferentes países.
Este ano, a celebração conta com uma proposta das mulheres chilenas, em volta do tema «“Quantos pães tens?».
O Dia Mundial de Oração é um movimento que reúne mulheres cristãs de todo o mundo e de muitas tradições, observando assim um dia comum de oração.
Este momento de celebração foi iniciado por mulheres no ano de 1887 e actualmente é realizado anualmente em mais de 170 países e regiões, sempre na primeira sexta-feira do mês de Março.
Com um Dia Mundial da Oração, o maior movimento ecuménico de base de mulheres pretende promover "Oração com Informação - Acção com Oração".

OC / Agência Ecclesia

quinta-feira, 3 de março de 2011

Março de 2011

Ontem foi dia de saída. Não éramos muitos porque a troca de dia impediu que todos soubessem a tempo.
A avaria da carrinha do Centro também veio alterar a programação. Assim, regressámos às origens arrumando as  coisas e as pessoas como pudemos, nos nossos carros.
Diminuídos de gente e meios, limitámo-nos a reunir o que conseguimos, preparando menos sacos do que habitualmente, cerca de 100.
Fizemos o percurso da cidade e bairros levando num carro os sacos e alguns termos de café, e noutro mais sacos e café com leite.
Procurámos ir juntos mas, de vez em quando, o segundo carro desviou para ruas laterais em apoio dos que se não juntam nos pontos normais de apoio, como foi no Bom Sucesso e na Praça da República.
O que encontrámos ontem? O normal, a fome, a avidez de algum apoio e proximidade, miséria, muita miséria nos Bairros Pinheiro Torres e Pasteleira. O Aleixo já foi: apenas um "utente". O de Pinheiro Torres é a antítese do nosso mundo. Perfeitamente surreal, o espelho da verdadeira dependência, da ausência de dignidade, da subjugação ao vício, à doença, ao mal, talvez à morte que ali ronda.
Arrepia vê-los aos grupinhos de dois, três, a injectarem-se, a fumar, inalar, sentados ou estirados no chão nu dos átrios e corredores da velha fábrica desmantelada, cercados de lixo e trapos!...
Não escolhem idades mas a preponderância é de jovens na casa dos vinte e trinta anos, de ambos os sexos.
De vez em quando um carro chega veloz, trava e pára; saem de dentro um ou mais, abordam alguém e não se demoram; com a pressa com que vieram assim partem. Carros de boas marcas, comuns e táxis, é vê-los a toda a hora a ir e vir.
- Não percebo como é que estas pessoas continuam a "cair" nesta vida!... - desabafou uma companheira de vinte e poucos anos ao ver uma dependente mais ou menos da sua idade.
São vidas estragadas, carreiras interrompidas em idade promissora de tudo o que a Vida lhes poderia reservar. Meditando nisto, dói!
Do dia de ontem, melhor, da noite de ontem, retivemos ainda na mente a imagem das lágrimas daquele pai que fez tudo o que pôde pelos filhos e que agora, em resultado de um casamento desfeito, tem como seu apenas um recanto da Rua D. Manuel II...
E a imagem do Fernando, um de muitos fernandos dessas ruas, a quem foi oferecido o recolhimento de um quartinho, mas que rejeitou, preferindo um tugúrio sem condições nem segurança, de onde foi obrigado a sair. Continua na rua, perdeu a alegria, alguma esperança na vida, anda desmazelado que mete dó, já quase que nem a fala se lhe entende, escorre-lhe a sopa pela barba, caem restos no agasalho... Socorre-o na oportunidade a diligente amiga M.L. que vai aos Samaritanos pedir guardanapos para o limpar!
E por que é que está assim? - perguntar-se-á. Porque preserva tanto a sua independência que sistematicamente rejeita o auxílio que lhe estendem...
É uma luta constante na rua a escolha entre a preservação da liberdade e a aceitação de ajuda ainda que com limitação de parte dela.
Não é assim que funciona a sociedade? É, mas não para eles que, em grande parte, sempre se viram à margem dela e das leis.
Foi uma noite conduzida sob o lema "poder e serviço" em São Lucas, 22, 24, e terminada com uma oração na rua, na Pasteleira. Ali, numa roda fechadinha, e com todos eles e as suas necessidades em nossas mentes rezámos e cantámos em surdina: "em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo estamos aqui para louvar, bendizer e adorar, estamos aqui, Senhor, ao teu dispor... Deus Trino de Amor!...".

Até Abril.

C.

terça-feira, 1 de março de 2011

Intenções do Santo Padre para Março de 2011
















Intenção Geral

Caminhos de futuro na América Latina

Para que as nações da América Latina caminhem na fidelidade ao Evangelho e progridam na justiça social e na paz. 

O passado

Foi em 1492 que chegaram ao continente americano os primeiros conquistadores portugueses e espanhóis. Começou assim uma nova sociedade, fruto do encontro de dois mundos e duas culturas. Houve acertos e desacertos, grandes exemplos de zelosos evangelizadores, mas também abusos e injustiças contra as populações indígenas e mestiças, até genocídios. A nova sociedade que se tinha formado estava longe de ser coerente com o Evangelho que tinha chegado com os colonizadores.
Com as independências que se deram em 1810-1811, uma nova etapa histórica se abria para esta região. Mas a independência conquistada não significou a solução das grandes injustiças sociais, nem dos graves problemas da pobreza da maioria das populações.

O presente

A tarefa para conseguir uma sociedade mais justa e fiel ao Evangelho permaneceu ao longo dos 200 anos das independências e continua ainda hoje.
Ao longo destes 500 anos de história, muitos anunciaram Jesus Cristo. Os mártires e os profetas não faltaram, muitos deles assassinados ou perseguidos por causa da fidelidade ao Evangelho. Muitos lutaram por fazer avançar a sociedade para condições de maior igualdade e bem-estar para todos, levantando a voz para denunciar as injustiças e os abusos.
Nos tempos mais recentes, no obscuro período de repressão por parte das ditaduras militares do século passado, muitos foram perseguidos, torturados e mortos.
Para além das ditaduras militares que, felizmente, já não existem hoje, há muitos problemas que permanecem, como sejam as suspeitas e ameaças em fronteiras comuns, o narcotráfico, as guerrilhas, os desníveis sociais, etc.
Continua, portanto, hoje, a existir motivos de preocupação diante de formas de Governo autoritárias ou sujeitas a certas ideologias que se julgavam já ultrapassadas e que não correspondem a uma visão cristã do homem, como sejam as ideologias marxistas ou de um capitalismo selvagem que pensa somente nos bens económicos e políticos, esquecendo os valores fundamentais de todas as sociedades que se desejam justas e cimentadas nestes valores.
Por outro lado, a economia liberal de alguns países latino-americanos deve ter presente a equidade, pois muitos continuam a aumentar os sectores sociais que se vêem provados, cada vez mais, por uma grande pobreza, ou mesmo despojados dos próprios bens naturais.

Perspectivas de futuro

Afirmou o actual Papa, no Discurso da V Conferência Geral do CELAM (Reunião dos bispos da América Latina): «Os povos latino-americanos têm direito a uma vida plena, própria dos filhos de Deus, com umas condições mais humanas, livres das ameaças da fome e de todas as formas de violência. Para estes povos, os Pastores devem fomentar uma cultura da vida que permita passar da miséria para a posse do necessário, à aquisição da cultura… à cooperação para o bem comum… até ao reconhecimento de todos os valores supremos e de Deus que é sua fonte e o seu fim».
É necessário alterar as estruturas, sobretudo as que geram injustiças. As estruturas justas são uma condição sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade. Mas as estruturas não nascem nem funcionam sem um consenso moral da sociedade sobre os valores fundamentais e sobre a necessidade de viver estes valores, com as necessárias renúncias, inclusivamente contra os interesses pessoais.

O papel da Igreja

A fé em Deus iluminou a cultura dos povos da América Latina durante cinco séculos. Do encontro desta fé com as etnias originárias nasceu a rica cultura cristã deste Continente.
A Igreja tem, hoje em dia, um papel muito importante a desempenhar, já que se nota no Continente uma debilidade da fé e da própria pertença à Igreja Católica, devido ao secularismo, hedonismo e proselitismo de numerosas seitas, de religiões animistas e de novas expressões pseudo-religiosas.
A intenção de oração do Papa deste mês chega quando os países da América Latina celebram os 200 anos de independência. A voz do Santo Padre soma-se a tantas outras que desejam, para o assim chamado «Continente católico», uma sociedade onde todos possam ter vida em Cristo e vida em abundância. A persistência de graves injustiças e pobreza, corrupção e populismos, a discriminação, a secularização e o consumismo próprios do mundo globalizado, etc., atentam contra a vida plena dos filhos de Deus. A Igreja quer assumir a missão de trabalhar ao serviço do Reino de Deus, para que os países da América Latina possam avançar na fidelidade ao Evangelho e progredir na justiça social e na paz.

Intenção Missionária

Perseverança no sofrimento

Para que o Espírito Santo dê luz e força às comunidades cristãs e aos fieis perseguidos ou discriminados por causa do Evangelho, em tantas regiões do mundo.

O século XX foi o século com mais mártires na história da Igreja, com mostras de violência anti-cristã em todos os continentes, ainda que mais acentuada em alguns, e essa violência ainda não terminou. Pelo contrário, nestes últimos anos a perseguição tem aumentado. Concretamente, no ano que passou houve vários ataques contra os cristãos no Iraque e no Egipto, dos quais resultaram muitos mortos e feridos.
Segundo a organização francesa Ajuda à Igreja que Sofre, hoje em dia são 200 milhões os cristãos que não podem viver a sua fé livremente. Qual seria o mapa da perseguição dos cristãos no mundo? Seria necessário nomear a Índia, a China, o Vietname, a Indonésia, as Filipinas, o Egipto, a Bielorússia, Cuba, Paquistão, Arábia Saudita, Iraque e quase todos os países árabes. Mas também em muitas regiões africanas e latino-americanas se persegue e mata aqueles que, em nome da fé, servem e defendem os pobres.
O Papa actual referiu-se a estas situações na Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2009: «Uma menção particular para aquelas Igrejas locais e para aqueles missionários(as) que se encontram a testemunhar e a difundir o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discrimina-ção social até à prisão, a tortura e a morte».
E acrescenta o Santo Padre logo a seguir: «A participação na missão de Cristo marca também a vida dos anunciadores do Evangelho, para os quais está reservado o mesmo destino do seu Mestre: “Recordai o que vos disse: Não é o servo maior que o seu Senhor. Se Me perseguiram a Mim também vos hão-de perseguir a vós” (Jo 15, 20). A Igreja segue o mesmo caminho e sofre a mesma sorte que Cristo, porque não actua segundo uma lógica humana ou contando com as razões da força, mas seguindo o caminho da Cruz e fazendo-se testemunha e companheira de viagem da humanidade».
Rezemos neste mês para que o Espírito Santo, que é Luz e força, continue a dar a todos cristãos perseguidos ou incompreendidos a fortaleza de que precisam no meio de tantas provações.

António Coelho, s.j. / Apostolado da Oração