sábado, 29 de janeiro de 2011
Semana do Consagrado
«Os religiosos e religiosas de vida activa ou comtemplativa celebram a sua consagração a Deus. Seguem de perto a Cristo pobre, casto e obediente. E são felizes», pode ler-se no jornal Cavaleiro da Imaculada.
Seguir Cristo
Por sua vez o bispo de Aveiro e presidente da Comissão, D. António Francisco dos Santos, sublinhou que a semana é «um tempo de bênção em que a gratidão expressa a todos os consagrados(as) nos abre o coração para acolhermos o dom de Deus concedido à Igreja e ao Mundo em todos quantos se decidem a seguir Cristo na radicalidade da vida consagrada. No horizonte de uma iniciativa como esta (...) estão o desejo e o dever de proporcionar às pessoas e às comunidades uma oportunidade de interpelação que leve a descobrir a essência e a beleza da vida consagrada e aí faça nascer o sentido e a coragem da resposta por parte de quem hoje sente o apelo a seguir Cristo».
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Gesto simbólico no Vaticano
Neste domingo, 30, durante a oração mariana do Angelus, o Papa Bento XVI irá soltar duas pombas brancas da janela de seu escritório, na Praça São Pedro. O gesto do Pontífice simbolizará um pedido pela paz. A atitude do Santo Padre será vista ao vivo por centenas de crianças e estudantes italianos que estarão na Praça de São Pedro promovendo a Caravana da Paz, evento que tem participação activa da Acção Católica Romana (ACR).
De acordo com informações da agência italiana de notícias Ansa, a Caravana da Paz começará às 8h30 na Praça Navona, em Roma. Por volta das 12h, os participantes do movimento migrarão à Praça de São Pedro para assistirem à celebração presidida por Bento XVI, noticiou a agência Gaudium
Encontro nacional da Caritas
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Aparições da Virgem Santissima
Mensagem de 25 de Janeiro de 2011
«Queridos filhos! Hoje também estou convosco, olho para vós e abençoo-vos, e não perco a esperança de que este mundo se transforme para o bem e a paz reine nos corações dos homens. A alegria reinará no mundo porque vos abristes ao meu apelo e ao amor de Deus. O Espírito Santo está transformando uma multidão que disse "sim". Por isso desejo dizer-vos: obrigada por terdes respondido ao meu apelo.»
Brevíssima história
Há 30 anos, Medjugorje era uma desconhecida vila rural no interior da extinta Jugoslávia. As famílias, na sua maioria pobres, trabalhavam nas suas plantações de tabaco e uva. As crianças e os jovens trrabalhavam na lavoura e estudavam. Muitos deixavam a região para procurarem melhores oportunidades noutros países da Europa. Ninguém, jamais, elegeria Medjugorje como destino de uma viagem de férias. As famílias, católicas, carregavam uma história heróica de resistência dos seus antepassados. E a geração daquela época, quando tudo começou, vivia oprimida pelo regime comunista.
Em Medjugorje não era costume falar-se das aparições de Nossa Senhora em Fátima ou Lurdes ou outra. Tanto assim que todos os videntes declaram que não sabiam que existiam aparições de Nossa Senhora.
O inicio das aparições deixou todos perplexos: os próprios jovens (eles viviam um misto de felicidade e perplexidade), seus pais e familiares, o povo da vila e redondezas, as autoridades da Igreja local e as autoridades administrativas e policiais da época, a medicina local e outras instâncias de autoridades científica.
No começo os próprios videntes tinham alguma dúvida. Vicka, orientada pela avó, levou água benta no terceiro dia, aspergiu a aparição e disse: «Se és Nossa Senhora fica.. senão vai embora!». Nossa Senhora apenas sorriu. Nos primeiros dias os seus pais procuraram o padre local sem saber o que fazer. Diziam: «Padre, eu não sei o que fazer... o meu filho diz que vê Nossa Senhora?". O padre alertava os jovens que não se devia brincar com coisa tão séria. A polícia levava-os para interrogar e para exames médicos psiquiátricos. Médicos e assistentes sociais subiram a colina para presenciar a aparição e sairam de lá perplexos. Todos os exames declaravam-nos sempres normais. No oitavo dia, fugindo da polícia, bateram na porta da Igreja e pediram protecção ao pároco, padre Jozo Zovko. Ele levou-os para dentro e lá Nossa Senhora apareceu-lhes e o padre Jozo começou a acreditar.
No dia 24 de Junho de 1981, quando primeiro se falou que Nossa Senhora tinha aparecido, foi uma quarta feira . No dia 27, Nossa Senhora apresentou-se com a Rainha da Paz. No quarto dia, após as aparições dos dias 25, 26 e 27, já se reuniram no domingo, dia 28, aproximadamente quinze mil pessoas de Medjugorje e redondezas para acompanharem o fenómeno. E a partir daí o fluxo de peregrinos nunca mais parou de crescer.
Exactamente 18 meses após o início das aparições, no Natal de 1982, Mirjana, numa aparição que durou 45 minutos, foi a primeira vidente a receber o décimo segredo e a deixar de ter aparições diárias. Nossa Senhora prometeulhe aparecer no dia 18 de maio anualmente. Naquele (dia) 25 de Dezembro, Nossa Senhora também lhe entregou o «pergaminho» onde todos os 10 segredos estão escritos com a data da sua realização. Um pouco mais tarde, orientada por Nossa Senhora, Mirjana escolhe um sacerdote que terá a missão de revelar os segredos três dias antes de eles acontecerem. Ela, que tinha a liberdade de escolher qualquer sacerdote, escolhe o padre franciscano Pedro Ljubicic. A escolha é aprovada por Nossa Senhora.
A notícia das aparições já se espalhara pelo mundo. Em 1983 o Governo da Jugoslávia autorizou peregrinações e multidões começam a afluir para Medjugorje. Também em 1983 e 1984, duas universidades de Itália e de França fazem uma profunda investigação científica médico-teológica sob a direção do Dr Henry Joieux (França), Dr Luigi Frigerio (Itália) e do grande teólogo, especialista em aparições marianas, René Laurentin, sobre os videntes e as aparições. As comissões científicas declaram a idoneidade dos videntes, a sua perfeita sanidade mental e a identificação positiva daqueles fenómenos, sob a óptica da teologia, com aquilo que a teologia mística conhece a respeito do assunto.
Apesar disso, o bispo da Diocese de Mostar, Dom Pavao Zanic, a qual pertence a paróquia de Medjugorje declara serem falsas as aparições. A Congregação para a Doutrina da Fé presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, não acata esta opinião e transfere para a Conferência Episcopal da Jugoslávia a responsabilidade das investigações.
Em Março de 1984, Nossa Senhora começa a dar as mensagens todas as quintas-feiras através da vidente Marija Pavlovic para a Paróquia de Medjugorje e consequentemente para o mundo .
Em Maio de 1985, Ivanka Ivankovic recebe o décimo segredo e deixa de ter as aparições diárias passando a tê-las a 25 de Junho anualmente. Em 1986, Ivanka, com 19 anos de idade, casa-se com Rajko Elez.
Em Janeiro de 1987, Nossa Senhora passa a dar as mensagens através de Marija Pavlovic, não mais todas as quintas-feiras, mas uma vez por mês nos dias 25 e estas permanecem até à actualidade.
Em 2 de Agosto deste mesmo ano de 1987 iniciam-se as aparições mensais para Mirjana Soldo todos os dias 2, quando Nossa Senhora vem para rezar com ela pelos incrédulos que, segundo Nossa Senhora, são os responsáveis pelos males que acontecem no mundo. Nossa Senhora sempre refere-se a estas pessoas como aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus.
Em 1989, Slavko Barbaric reúne-se com 100 jovens de cinco países diferentes que queriam aprofundar o entendimento e a vivência da mensagem de Medjugorje e realiza o primeiro Festival da Juventude com canções, orações e testemunhos. A partir desta data, todos os anos, acontece em Medjugorje o Festival da Juventude com número crescente de jovens de muitos países diferentes.
Em 1989 ocorre a queda do comunismo, levando à desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)... Estremece-se a frágil unidade da Federação Jugoslava mantida desde o final da Segunda Guerra pela liderança do general Tito, que morrera em 1980, e pelo domínio imperialista da União Soviética. Em Setembro de 1989, Mirjana Dragicevic, com 24 anos, casa-se com Marko Soldo.
Em Abril de 1991 a Comissão Teológica definida pela Igreja como responsável por Medjugorje aceitou oficialmente Medjugorje como um lugar de oração e de adoração. E deu a autorização para peregrinações particulares (texto trabalhado a partir do original constante no sítio Queridos Filhos).
Para conhecer melhor as mensagens de Nossa Senhora recomendamos os seguintes sítios na internet: www.medjugorje.org, em inglês; www.queridosfilhos.org.br, em português-brasileiro e ainda www.ecodemaria.org.
Chamados ao ministério da reconciliação
«Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações»
Realizou-se ontem na Igreja Anglicana de St. James, no Porto, a Celebração da Palavra que encerrou a Semana de Oração pela unidade dos cristãos. O evento reuniu neste Templo as confissões cristãs presentes no Grande Porto: Igreja Católica Romana (Diocese do Porto), Igreja Evangélica Alemã do Porto, Igreja Evangélica Metodista Portuguesa (Circuito do Porto), Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica - Comunhão Anglicana (Arciprestado do Norte). De referir que a celebração seguiu a proposta das Igrejas cristãs em Jerusalém
Na Igreja de St. James, repleta de fieis, foi pedida a Deus a restauração da unidade das Igrejas, sendo reconhecido por todos as limitações próprias do Homem que impedem ainda esta unidade fiel a um só Deus, na Majestade da Santíssima Trindade. Rezou-se também pela Cidade Santa, Jerusalém, para que a paz seja restabelecida.
(Mt. 5, 21-26) «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. Eu, porém, digo-vos: quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco' será réu da Geena do fogo. Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»
Por último, refira-se que este encontro ecuménico de Oração foi promovido pela Comissão Ecuménica do Porto (C.E.P.), que tem para o corrente ano programada mais encontros de Oração, estando todos nós desde já convidados a participar. A C.E.P. disponibiliza um sítio na internet www.ecumenismoporto.org onde pode consultar o programa completo da Comissão ou colocar questões relacionadas com o assunto.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Festa da Conversão de São Paulo

O tema escolhido para este ano – “Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações” – foi extraído do livro bíblico dos Actos dos Apóstolos, apelando ao regresso dos cristãos “aos aspectos essenciais da fé e à união”.
As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja Copta, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igreja Ortodoxa); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Igreja Anglicana).
“Conscientes das suas próprias divisões e da sua própria necessidade de fazer mais pela unidade do corpo de Cristo, as Igrejas em Jerusalém fazem um apelo a todos os cristãos para a redescoberta conjunta dos valores que mantinham unida a comunidade primitiva”, pode ler-se. No hemisfério norte, o período tradicional para a semana de oração pela unidade dos cristãos é de 18 a 25 de Janeiro, datas propostas em 1908.
Hoje, no Porto, a semana da Oração termina com a celebração da Eucarístia na Igreja de St. James, no Largo Júlio Dinis, às 21.30 horas, e contará com a presença das confissões religiosas presentes nesta região do País.
As orações da semana de oração de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém e estão disponíveis na internet, no sítio do Vaticano
domingo, 23 de janeiro de 2011
Missa Ecuménica no Porto
O anúncio do Reino de Deus
Pormenor do Tríptico de Aparecida, Arqudiocese de São Paulo, Brasil
Evangelho segundo São Mateus, 4,12-23
Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-se para a Galileia. Deixou a Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
«Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos Gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou».
Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo».
Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens».
Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O.
Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.
Como proposta de reflexão da Escritura, propomos uma visita ao sítio dos Irmãos Dehonianos, que nos oferece, também, as outras leituras escolhidas para este terceiro Domingo do Tempo Comum.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Em Missão, 2011
A Diocese do Porto está a fazer a avaliação da Missão 2010, que no passado ano dinamizou o Espírito de Evangelização nesta região. D. Manuel Clemente, neste vídeo, aponta como necessária a continuação desta Missão, sempre com o objectivo de tornar o Evangelho uma realidade de vida, urgente e necessária nesta Diocese e, também, em toda a sociedade.
Entretanto, deixamos aqui parte do programa de Janeiro e as actividades pensadas para Fevereiro:
Janeiro
26 – Conselho Episcopal
30 – Inicio da Semana da Vida Consagrada (V)
Fevereiro
02 – Dia do Consagrado (V)
05 - Jornada Diocesana da Família (F)
06 – Encerramento da Semana da Vida Consagrada (V)
06 - Encontro com a Palavra (EC)
8/13 - Jornadas Diocesanas do Dia Mundial do Doente (S)
12 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)
14/17 – Jornadas Pastorais do Clero
19 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)
23 – Conselho Episcopal
26 - Preparação dos tempos litúrgicos (L)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ao abrigo dos sem-abrigo
No passado dia 8 de Dezembro, alguns jovens da paróquia de Carregosa juntaram-se a elementos de outras paróquias da zona do Porto e organizaram uma visita aos sem-abrigo. O objectivo era distribuir bens alimentares, escutá-los e conhecer um pouco mais a sua realidade. Foi muito gratificante viver esta experiência, porque temos a imagem de que os sem-abrigo são pessoas diferentes de nós, mas chegamos à conclusão de que qualquer um de nós pode chegar a essa situação.
Fomos recebidos por eles com carinho e alegria. Referiam-se a nós como “gente boa”, não só pelos alimentos que lhes dávamos, mas pela atenção que lhes prestávamos. O que mais nos sensibilizou foi sentir da parte deles a necessidade de serem escutados e de partilharem connosco as suas histórias de vida.
Estes momentos de partilha foram baseados na oração, porque foi assim que demos início e também como terminámos. Na última paragem concluímos com um momento muito bonito em que todos nós, incluindo alguns sem-abrigo, demos as mãos e em círculo agradecemos a Deus.
Ler notícia completa no Blog da Paróquia de Carregosa
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Natal nas Igrejas do Oriente
«A Epifania pré-anuncia a abertura universal da Igreja chamada a evangelizar toda a gente». Disse do Papa durante a oração do Angelus, no passado dia 6, na qual recordou as Igrejas do Oriente - que entretanto celebraram o Natal sob um clima de grande tensão. «A bondade de Deus, revelada em Jesus, consola as comunidades nas provações», acrescentou Bento XVI.
O Santo Padre afirmou também que a Epifania é a Jornada Missionária da Infância, proposta pela Obra Pontifícia para a Santa Infância. Também as crianças, organizadas nas paróquias e nas escolas, «formam uma rede espiritual e de solidariedade para ajudar os coetâneos que se encontram em dificuldade», disse Bento XVI.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Famílias de mãos dadas
O religioso capuchinho Frei Fernando Ventura está a promover nas redes sociais a campanha “Famílias de Mãos Dadas”, desafiando as famílias portuguesas a entrar no combate à crise económica e social.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Jantar da Natal...
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
JANTAR DE NATAL
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Dezembro de 2010
É evidente que, além do material, o mais importante é o imaterial que no caso da leitura é a cura do paralítico. No nosso caso até levamos algo para a manutenção do corpo, mas não deveremos dar ainda mais atenção ao espírito, às coisas da alma?
Já no mês passado tivemos idêntica leitura, a da cura do cego de nascença, em que os discípulos inquirem de Jesus de quem é a culpa da sua cegueira.
Ora Jesus dá-nos a entender claramente que o importante não é o saber de quem é a culpa disto ou daquilo mas o partido que nós pudermos retirar desse facto, "para se manifestarem as obras de Deus".
É para a manifestação das obras de Deus que aqui estamos e assim pretendemos continuar sem esperarmos dividendos de qualquer natureza.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Ainda Novembro de 2010...
domingo, 14 de novembro de 2010
Quando Deus quer...
Ao longo dos meses fomos teimando na continuidade sem pensar nos resultados. Pensávamos apenas na nossa obrigação de descer da montada e de nos aproximarmos dos que carecem da nossa ajuda.
Deus é GRANDE! E tão generoso que apontou à rua não um mas dois maravilhosos e numerosos grupos de jovens dispostos a não virar a cara à miséria mas a enfrentá-la com Esperança, esperando que alguns venham ainda a beneficiar em resultado da sua atitude.
E também mandou quem, pela formação e pelo carisma, pode ajudar a levar à rua a Palavra de Deus na pureza da sua interpretação, e a Sua Bênção.
Depois da experiência só poderemos dizer: obrigado, Senhor! Nós pelo dom da continuidade certificada no número e qualidade dos enviados à Missão, eles pelo dom da participação.
Desta vez quase nem nos apercebemos da tarefa de completar os sacos. Eram 150 os previstos mas a amiga Maria de Lurdes apareceu com uma quantidade inusitada de mais uns tantos que até nos fez perder a conta! Tudo decorreu com rapidez e eficiência, fruto da organização e saber dos escuteiros - que bela escola!... - e dos paroquianos de Carregosa.
Porque era a primeira vez de 18 pessoas - 11 de Aldoar e 7 de Oliveira de Azeméis (espero não errar) - a maior parte do tempo de preparação foi gasto com informações e recomendações.
Eram cerca das 21,30 horas quando nos fizémos à rua pelo trajecto habitual. Logo no início encontrámos os Médicos do Mundo que davam apoio a um dos nossos amigos de longa data: o João (da bicicleta), que mudou de poiso.
Continuámos pela Avenida da Boavista, Júlio Dinis e Câmara. Por um estranho fenómeno que acontece às vezes (lá terá a sua explicação), havia menos gente. Na Batalha era próximo do habitual. Igualmente junto à Urgência do H. de Santo António.
A abundância de farnéis, tal como esperávamos, fez-nos avançar para o Aleixo. Também aqui a frequência era menor.
Seguimos até à Pasteleira onde o corropio dos frequentadores era notável e tristemente curioso o de automóveis que mal paravam logo arrancavam com inusitada pressa!...
Continuavam a sobrar sacos. Aconselharam-nos a ida ao Ferreira Torres. Lá fomos ao encontro de mais uns tantos...
Fome!... Fome!... Fome!... Droga e mais droga!... Uma arrasta a outra numa espiral de miséria e desgraça. Desgraça para os próprios e para os que os cercam...
Servia uma mulher dos seus quarenta anos e, ao mesmo tempo íamos conversando.
-Olhe, o melhor que podia fazer era pensar deixar esta vida, tentar mudar... Já pensou nisso?
- Às vezes penso e já temos falado nisso eu e o meu marido. Aquele homem que está ali à frente...
Olhei e vi-o. De aspecto maduro, na fila mais adiante, estendia a mão para recolher o saco. Não conseguiria já esconder as mazelas daquela vida de um só sentido e pensar: droga!...
- Filhos? - perguntei.
- Três, - respondeu.
- Onde estão?
- Com os meus sogros.
É assim: aqui um mal nunca vem só. Traz consigo um rosário de misérias e trabalhos que cava a desgraça de uns e enferniza a vida de outros. E os mais próximos são as maiores vítimas. Em primeiro lugar os filhos, depois os pais, os avós, outros parentes quando se não alheiam!
E ninguém está vacinado contra este mal. Apanha às vezes até os mais avisados. Foi talvez com certa surpresa que os escuteiros do grupo foram descobrir numa só paragem três antigos escuteiros que têm a rua por casa! Mas foi uma alegria para os antigos que não se cansavam de manifestar essa sua qualidade indicando o Agrupamento a que pertenciam e despedindo-se de todos com o conhecido aperto de mão com a mão esquerda.
Mas esta noite pareceu mesmo preparada para os mais novos pois não terminou sem o insólito: um frequentador do Pinheiro Torres que se deslocara de Aveiro para vir buscar veneno ao Porto, com a precipitação, fechou a carrinha deixando as chaves na ignição. Tenta dum modo, tenta do outro e nada! As equipas dos escuteiros e a de Carregosa uniram os seus saberes e talentos na tentativa de descobrirem forma de abrir a porta. E tanto porfiaram que até conseguiram, para alívio do condutor precipitado.
E foi ali, numa roda, que démos Graças por esta noite e pedimos por todos quantos tinham vindo ao nosso encontro. Grupos de rua oram na rua.
Encontrámos pessoas marcadas, sofridas, vidas em farrapos, idas sem regresso, mas na pessoa de cada uma está Jesus sofrido, espezinhado, abatido, crucificado.
- Quem pecou, foi ele ou foram os seus pais?
- Não foi ele nem os seus pais que pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele” (João 9.1-3).
A leitura deste dia aconselha-nos a não atribuir culpas a nenhum daqueles que encontrámos no nosso caminho pela desdita que os atingiu, mas a dar Glória a Deus e a agradecer-Lhe por nos ter permitido participar na Sua obra.
Quantos de entre eles não irão à nossa frente para o Reino dos Céus?
C.
franjassociais@hotmail.com
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Outubro 2010 - Nova Saída
Falhou, e falhou toda a fartura que costumava vir de Leça. Assim, tivemos de fazer um pouco de ginástica para reforçar a ementa, e conseguimos mais de oitenta porções. É certo que não eram fartas como habitualmente mas… que fazer? A nossa intenção é IR e lá vamos com o que temos.
Estávamos a sair do Centro quando aparecem alguns amigos escuteiros que iam ter a sua reunião de chefias. Ao saber que íamos ao encontro dos Sem-abrigo demonstraram interesse em alinhar no mês que vem. Ficou a disposição deles e o nosso convite.
E arrancámos.
Boavista, Júlio Dinis… Os sacos desapareciam…
Seguiu-se a Câmara. Fomos ali os primeiros e aproveitámos para iniciar a distribuição a um grupo que aguardava os Samaritanos. Demos a volta pelo viaduto, seguimos à Batalha. O grupo habitual já lá aguardava. Voltámos a encontrar a Emília, com quem conversámos um pouco. Pareceu-nos melhor, e dispôs-se a ir até Guimarães um dia.
Minguava a merenda mas ainda devia dar para seguir até ao Santo António. Lá fomos, e deixámos tudo o resto. Reservámos apenas um farnel para o Sr. António que, vítima da sua teimosia e do vício, tem a rua como abrigo porque rejeitou o quarto que lhe tinham conseguido. Rejeitar não é bem o termo, deixou de o utilizar por preferir a tertúlia do Stº. António…
Voltámos a Aldoar. Mal tínhamos parado o carro quando demos de caras com o grupinho de escuteiros, agora acompanhado com o respectivo chefe. Este interessou-se também pela experiência e dispôs-se a acompanhar-nos em Novembro.
Fartura!!!...
Esperemos que venha para ficar e dar origem a um interessante programa de ajuda e partilha no âmbito da Paróquia.
Dois dias após, recebo uma mensagem de um Sr. Pe. da zona de Oliveira de Azeméis dispondo-se a vir mensalmente à rua com um grupo da sua paróquia… Já lhe respondi e ficou assente que irão connosco no próximo dia 10 de Novembro!...
Mais fartura!
Durante meses e meses quase que a fio minguámos de pessoal e de bens – sobras uns, aquisições outros.
Agora é o que se vê…
Mas não parou por aqui. Creio que no mesmo dia telefonam-me do Centro dizendo que têm lá uma encomenda para mim. Estranho e pergunto de quem e para quê. Respondem-me que foi um Senhor que deixou para Franjas Sociais.
Estranhei duplamente porque nem a designação é muito conhecida nem nós angariamos donativos. Fui lá. A carta vinha apenas assinada com um simples L. B. S.
Entendi…
Esteve connosco, saiu connosco, participou na feitura deste blog e sumiu… Para onde, sempre me perguntei sem obter resposta. Mau-grado as diversas tentativas de o reencontrar não consegui descobrir-lhe o rasto, e agora, sem que o esperasse, aparece na forma de um donativo chorudo, afloramento singelo de uma alma GRANDE!
Continuamos a ignorar o seu paradeiro mas este grupo e este correio não são a mesma coisa sem ele.
L.B.S., continuamos à sua espera!
Por este meio lhe deixamos um grande abraço e pedimos que Deus lhe dê o melhor de tudo quanto necessitar.
C.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
De volta...
sexta-feira, 12 de março de 2010
E a rua continua... Março 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
5º. Ano
Pois foi, a chuva e o vento não nos largavam...
Havia muita gente impedida por motivos vários, e certos estavamos só três.
Contra os nossos receios a noite nem foi fria nem chuvosa. Também não éramos só três mas cinco pois a Margarida apareceu com um casal jovem.
No decorrer da leitura recordei-me dos preparativos: "devem chegar cem maçãs... cem pacotes..."!
Por acaso não só chegou o que levávamos mas até sobrou porque a noite estava pouco convidativa a permanecer na rua e alguns decerto preferiram ficar sem ceia mas continuar resguardados, tanto quanto alguns puderam, do frio, do vento e da chuva.
Também contribuiu para isso a Chantal que, como vem sendo costume, se encarrega da Rua Júlio Dinis às Quartas-feiras e nos dispensou ali o serviço.
O certo é que, depois de termos corrido a cidade, descido ao Aleixo, ido ao Pinheiro Torres ainda tínhamos sacos completos, maçãs e sandes no carro, que tiveram como destino depois as Irmãzinhas dos Pobres.
Nada se perde se tudo se pode aproveitar.
Estar, querer estar e a determinação de continuar creio que é o fundamental. Será esse o objectivo principal. E, se pudermos fazer mais alguma coisa por eles, será o coroar da nossa dedicação.
C.
sábado, 9 de janeiro de 2010
5º. ANO!!!
Jantar de Natal
Já o ano passado tinham dado o seu contributo e assim quiseram fazer também neste.
Tendo como carisma o acolhimento e a dedicação aos Sem-abrigo, a sua presença aqui deixa antever o possível início de uma nova missão…
- Se não fazem os outros fazemos nós!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Uma história de humildade
Há pouco tempo a Irmazinha Superiora da comunidade adoeceu e foi preciso substituí-la. Não sei como é feita a escolha da nova Madre só sei que a escolha caíu... espantem-se! ... sobre a "Irmazinha" da cozinha... O "mundo" habituou-me a pensar que normalmente o/a superior/a de uma comunidade se ía preparando percorrendo um caminho de "importância" dentro da ordem, até que um dia a escolha para superior/a recairía lógicamente sobre ele/a. Mas nunca viria da cozinha... Pois aqui não foi assim. De facto, todas as irmãs têm a mesma formação, e todas a renovam periodicamente. Depois, dentro da Instituição, cada uma ocupa lugares vários: ou vai para a rua pedir de porta em porta, ou tem a seu cargo a alimentação dos velhinhos acamados, ou é a sacristã, ou acompanha a Madre Superiora nas suas tarefas, ou está encarregue das partes lúdicas, ou está destinada á cozinha... não havendo, pois, razão nenhuma para que a irmã que vejo levar o lixo ao contentor na rua não venha a ser um dia a Madre Superiora da casa.
sábado, 26 de dezembro de 2009
No meio da azáfama característica desta quadra, e com o senão de termos interrompido esses afazeres por causa imprevista, deixámos passar o dia de Natal sem que aqui o tivéssemos lembrado...
INÊS...
O diácono que presidiu falou com uma sabedoria muito grande explicando que há filhos que estão mais perto e outros mais longe da família e da casa mas que nunca saem verdadeiramente dos corações dos seus pais. E se é assim no coração dos pais da terra, muito mais o é no coração do Pai do Céu - n'ELE nunca deixa de caber um filho. São nove irmãos e uma mãe de alguma idade.
Ao pensar nisso sinto como que uma dívida para contigo: a de nunca te esquecer, e, especialmente, não deixar de rezar por ti. É o que vou procurar fazer. Que o que te faltou em vida em comodidades, atenção e carinho, te sobeje agora no Céu em Graça e Felicidade Eterna. E lembra-te também sempre de nós junto do ETERNO DEUS!
PNAM
Carlos
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
"...A arma dos fortes foi destruida e os fracos revestidos de força.Os que viviam na abundancia andam em busca de pão e os que tinham fome foram saciados..."
Como dizia há pouco uma amiga, agora vai realizá-los todos. Porque na verdade não era a "nossa" Inês mas sim a Inês "de Jesus" porque "a mais pequenina dos pequeninos" de tão mal amada, de tão maltratada, de tão despezada...
Inconsoláveis, acreditamos nas palavras deste Salmo:
(Teresa Olazabal)
Comentário:
Inês:
Pois foi a tua Missa de Natal!... Celebraste também este ano o teu Natal, o Natal de Jesus...
Tal como escreveu a amiga Teresa, abraçavas toda a gente, querias viver num momento o que não te era permitido usufruir ao longo da vida. Mas... naquele abraço que, por puro impulso teu, me vieste dar de surpresa na Igreja da Trindade, vejo agora o teu abraço de despedida!...
A vida foi muito madrasta para ti, mas que tudo quanto te deram em sofrimento te seja agora dado no Céu em recompensa por toda a eternidade!...
Elevamos ao Céu as nossas orações mas estou certo de que não precisarás delas, e, por isso te peço: Pede a Deus por nós!...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Missa de Natal dos Sem-abrigo
O Senhor Padre Fabião convidou-nos a dar as mãos de maneira a que não houvesse uma mão desgarrada, solta, sozinha. E a Igreja transformou-se como que por magia num imenso cordão que incluía o altar e ía até ao último banco. Pediu-nos um instante de silêncio que de tão calado pesou fundo nos corações e rezámos emocionadamente não só o Pai Nosso como as orações seguintes numa comunhão imensa, incrível.
O Poema da Margarida... é "simplesmente" este... que a Rosarinho nos fez chegar numa leitura feita directamente do coração:
(Relatado por Teresa Olazabal)


